Dia Internacional da Dança

Para mim, a perfeita definição dessa arte que nos move.

“Há instantes, porém, que perdemos totalmente a fala, em que ficamos totalmente passados e perplexos, sem saber para onde ir. É aí que tem início a dança.”

Pina Bausch

Feliz Dia Internacional da Dança.

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Por aí #3

Vamos aos textos e informações deste mês? Quem quiser ver as publicações anteriores, aqui.

Para quem não sabe inglês, há o Google Tradutor e o Bing Tradutor. Não é a mesma coisa, mas o importante é se informar.

O que há de diferente no Balé da Cidade, que completa 50 anos
Além de um panorama sobre a história do Balé da Cidade de São Paulo, a matéria explica vários aspectos importantes da dança contemporânea e faz um contraponto com alguns outros do ballet clássico. É um excelente texto!
Para ler o texto completo, em português, aqui.

Professora de Arte vence o ‘Nobel de Educação’ de 2018
Andria Zafirakou é professora de arte no ensino médio de um distrito de Londres; seus alunos e suas alunas são pobres e expostos a grande violência. Ela venceu o Global Teacher Prize, sendo eleita a melhor professora do mundo. Ela cobrou maior espaço para as artes no currículo, pois “sempre são a primeira coisa a ser cortada”. Como discordar? Nós sabemos bem como a arte é negligenciada, e não apenas no Brasil, como gostamos de afirmar. Quem sabe esse prêmio seja uma fagulha que comece uma mudança.
Para ler o texto completo, em português, aqui.

Meet 10 Up-and-Coming Black Ballerinas Carrying on Misty Copeland’s Message of Diversity and Inclusivity
Misty Copeland não foi a primeira bailarina negra na história do ballet clássico, mas foi ela a responsável por abrir de uma vez as portas e os palcos para novas e promissoras bailarinas negras. Nesta lista, há dez jovens artistas que estão conquistando espaço e reconhecimento.
Para ler o texto completo, em inglês, aqui.

Projeto popular no Instagram reúne fotografias de bailarinas posando em cartões postais do Cairo
A matéria não é recente, mas continua válida e interessante. Inspirado no Ballerina Project, o fotógrafo Mohamed Taher desenvolveu o Ballerinas of Cairo em que mostra bailarinas em diversos pontos da capital do Egito. Para conhecermos um pouco além do que estamos tão acostumadas.
Para ler o texto completo, em português, aqui.

Gallery: Historic photos of The Nutcracker
Fotografias do arquivo do Royal Opera House mostram a história desse repertório em sua companhia de ballet. Uma viagem a um tempo que não tivemos a oportunidade de conhecer.
Para ler o texto completo, em inglês, aqui.

Um afago no peito

Quem acompanha o blog há bastante tempo, sabe que não gosto de perna alta e que sou apaixonada pelo ângulo de 90 graus. Já falei sobre esse assunto diversas vezes, por exemplo, em “A tal da perna alta”, “O que está acontecendo com o ballet clássico?”, “Um vídeo antes de dois textos” e “90 graus”. Também já mostrei o meu grande amor em “O arabesque perfeito”.

Por um acaso, dia desses eu assisti a esse vídeo e me desmanchei… Não há uma perna alta, só 90 graus ou um pouquinho mais baixo. Sim, há um movimento ou outro para ser “limpo”, mas aí a Ksenia Zhiganshina ainda era uma estudante, hoje ela é do corpo de baile do Bolshoi.

Várias vezes me disseram: “Você gosta de perna mais baixa porque não consegue ter perna alta”. Talvez, quem sabe? Mas não gosto apenas em mim, gosto nas bailarinas todas. Sei que vou na contramão, mas acho lindo mesmo quando a coreografia nem é tão linda assim.

“Variação de Paquita”, Ksenia Zhiganshina.

Por aí #1

Depois de passar meses e meses sem publicar com afinco no blog, parei para organizar todas as informações guardadas nesse período. Há vídeos, matérias, dicas, quadrinhos, ideias para serem desenvolvidas em textos… É tanta coisa que fiquei perdida!

Mas é preciso começar de algum ponto. Assim, tornarei regular algo que fiz esporadicamente, compartilhar links interessantes, mas que nem sempre serão desenvolvidos em um post. É uma maneira de circular as informações.

Para quem não sabe inglês, há o Google Tradutor e o Bing Tradutor. Só não vale ficar sem ler por causa disso, tudo bem?

Aurélie Dupont: Advice to Dancers at Every Stage
Ex-étoile da Ópera de Paris e atual diretora da companhia, também conhecida neste blog como “minha bailarina preferida”, Aurélie Dupont dá conselhos para bailarinas em vários estágios da carreira.
O texto completo, em inglês, aqui.

Press plié: the best music videos to feature ballet
No blog do Royal Ballet, uma lista videoclipes em que o ballet clássico ou a dança contemporânea estão presentes de alguma maneira. É só aumentar o som e aproveitar.
O texto completo, em inglês, aqui.

Alongamento x aquecimento: quando fazer?
Parece óbvio, mas não é: muitas pessoas acreditam que se alongar é sinônimo de se aquecer. Nesse texto, aprendemos a diferença entre um e outro, e quando cada um deles deve ser feito. É para todo mundo ler!
O texto completo, em português, aqui.

Extreme Stretching: The Risks of Sitting in Oversplits
Ainda no assunto alongamento, sabemos como a hiperflexibilidade é um dos maiores desejos das bailarinas, e uma das grandes exigências das companhias. Mas, afinal, o que isso significa para a saúde do corpo? Acreditem, há grandes riscos em buscar essa flexibilidade de qualquer maneira.
O texto completo, em inglês, aqui.

Gorgeous Vintage Photographs of Ballet Dancers
Fotos antigas de ballet entre os anos de 1915 e 1970. Uma mais bela que a outra.
Todas a fotos, em inglês, aqui.

Um outro olhar

Depois de Giselle e O lago dos cisnes, o meu coração é de Jewels, de George Balanchine. Perdi as contas de quantas vezes esse ballet apareceu por aqui, de mil jeitos. Eu não canso de assisti-lo, não importa a companhia.

Ano passado, Jewels completou 50 anos e houve algumas apresentações especiais que reuniram a Ópera de Paris, o New York City Ballet e o Bolshoi Ballet, cada qual representando uma “joia”. Eu separei as informações e as fotos para um longo post, que acabei não escrevendo, mas em breve eu o publicarei, prometo! Bem, mas o assunto é outro.

Dentre as três joias – “Esmeraldas”, “Rubis” e “Diamantes” – o meu amor é das “Esmeraldas”. Adoro todas as coreografias, mas a primeira variação feminina se tornou uma das minhas preferidas, a música e a coreografia passeiam pela minha memória só de comentar a respeito.

O que isso significa? Tanto amor deixou as outras duas joias um pouco de lado. Assim, não tenho dúvidas, algumas coreografias não me conquistaram justamente porque me contento com as minhas queridas.

Por isso, farei um exercício em 2018 e quem sabe ele também sirva para algumas de vocês: prestar atenção nas joias escondidas nos nossos ballets preferidos. Olhar sob um outro ponto de vista, assistir de uma outra maneira, tentar encontrar o que nem imaginamos existir. Descobrir algo novo naquilo que conhecemos tão bem.

Para começar, a coda dos “Diamantes” filmado de outros ângulos. É ou não é de uma beleza desmedida?

Feliz 2018 com muito ballet para nós!

Coda “Diamantes”, Jewels, Mariinsky Ballet.