A física do “passo mais difícil” do balé

Em 2013, escrevi um texto sobre o livro “Physics and the Art of Dance”, de Kenneth Laws. Em outro texto, também contei que, graças a ele, eu finalmente consegui fazer pirueta decentemente. Por isso, vejo a física e o ballet como duas coisas indissociáveis; não só, mas como a primeira ajuda imensamente a realizar o segundo.

Essa introdução foi para falar deste vídeo: a explicação física de como acontecem os fouettés. É muito interessante e, o melhor de tudo, está legendado em português!

Se as legendas não começarem automaticamente com o vídeo, cliquem no primeiro quadradinho do lado direito e elas serão ativadas. Boa aula!

The physics of the “hardest move” in ballet, Arleen Sugano, TED.

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O Brasil no Benois de la danse

Guardadas as devidas proporções, o prêmio Benois de la danse seria o Oscar da dança. Entregue desde 1992 pela International Dance Union, em Moscou, o júri é composto por artistas renomados da dança ao redor do mundo.

Como não poderia ser diferente, o anúncio dos vencedores e vencedoras acontecerá em uma gala no Teatro Bolshoi no dia 5 de junho; no dia seguinte, haverá mais uma gala, agora com artistas vencedores de outras edições.

Quem quiser saber quem já ganhou nos anos anteriores, aqui.

Há artistas brasileiros indicados em alguma categoria? Sim, e estamos bem representados:

Amanda Gomes, melhor bailarina, papel-título de Esmeralda, Ópera de Kazan.
Daniel Camargo, melhor bailarino, solista em “Chamber Symphony”, de Shostakovich Trilogy, Het Nationale Ballet/Dutch National Ballet; Solor de La bayadère, Tokyo Ballet.
Deborah Colker, melhor coreógrafa, por Cão sem plumas.
Jorge Dü Peixe, melhor compositor, por Cão sem plumas.
Berna Ceppas, melhor compositor, por Cão sem plumas.
Gringo Cardia, melhor cenógrafo, por Cão sem plumas.
Além disso, Nora Esteves compõe o júri.

A lista completa de indicados e indicadas, aqui.

Boa sorte a todos vocês!

Por aí #3

Vamos aos textos e informações deste mês? Quem quiser ver as publicações anteriores, aqui.

Para quem não sabe inglês, há o Google Tradutor e o Bing Tradutor. Não é a mesma coisa, mas o importante é se informar.

O que há de diferente no Balé da Cidade, que completa 50 anos
Além de um panorama sobre a história do Balé da Cidade de São Paulo, a matéria explica vários aspectos importantes da dança contemporânea e faz um contraponto com alguns outros do ballet clássico. É um excelente texto!
Para ler o texto completo, em português, aqui.

Professora de Arte vence o ‘Nobel de Educação’ de 2018
Andria Zafirakou é professora de arte no ensino médio de um distrito de Londres; seus alunos e suas alunas são pobres e expostos a grande violência. Ela venceu o Global Teacher Prize, sendo eleita a melhor professora do mundo. Ela cobrou maior espaço para as artes no currículo, pois “sempre são a primeira coisa a ser cortada”. Como discordar? Nós sabemos bem como a arte é negligenciada, e não apenas no Brasil, como gostamos de afirmar. Quem sabe esse prêmio seja uma fagulha que comece uma mudança.
Para ler o texto completo, em português, aqui.

Meet 10 Up-and-Coming Black Ballerinas Carrying on Misty Copeland’s Message of Diversity and Inclusivity
Misty Copeland não foi a primeira bailarina negra na história do ballet clássico, mas foi ela a responsável por abrir de uma vez as portas e os palcos para novas e promissoras bailarinas negras. Nesta lista, há dez jovens artistas que estão conquistando espaço e reconhecimento.
Para ler o texto completo, em inglês, aqui.

Projeto popular no Instagram reúne fotografias de bailarinas posando em cartões postais do Cairo
A matéria não é recente, mas continua válida e interessante. Inspirado no Ballerina Project, o fotógrafo Mohamed Taher desenvolveu o Ballerinas of Cairo em que mostra bailarinas em diversos pontos da capital do Egito. Para conhecermos um pouco além do que estamos tão acostumadas.
Para ler o texto completo, em português, aqui.

Gallery: Historic photos of The Nutcracker
Fotografias do arquivo do Royal Opera House mostram a história desse repertório em sua companhia de ballet. Uma viagem a um tempo que não tivemos a oportunidade de conhecer.
Para ler o texto completo, em inglês, aqui.

Um coreógrafo ganhador do Oscar

Ontem foi noite de Oscar e, sinceramente, não lembro qual foi a última vez em que não assisti à entrega dos prêmios. Todo ano eu penso, “Não vou mais assistir”, mas lá estou eu acordada até duas da madrugada.

A apresentadora do prêmio de melhor filme estrangeiro foi a atriz Rita Moreno, vencedora de melhor atriz coadjuvante em 1962 por West Side Story (Amor, sublime amor). Na hora eu pensei: “Preciso escrever sobre isso no blog”. Por quê? O filme foi vencedor de dez prêmios, entre eles, o de melhor direção para Robert Wise e Jerome Robbins. Alguém reconheceu o segundo nome?

Jerome Robbins foi um dos grandes coreógrafos do nosso tempo, tanto no ballet clássico quanto em musicais. Aposto que vocês conhecem alguma dessas obras (clique nos títulos para assistir a trechos): Dances at the Gathering, In the Night, The Concert, Other Dances. Pelo menos alguma delas faz parte do repertório das grandes companhias de dança mundo afora.

Sobre o filme, ele codirigiu e coreografou West Side Story, que também é um musical de grande sucesso até hoje. E quem nunca assistiu à Rita Moreno cantando e dançando “America” e quis sair dançando pela sala de casa?

“America”, West Side Story, Robert Wise e Jerome Robbins.

*

West Side Story já esteve presente em um post do meu aniversário, aqui.
• Para quem também ama a Rita Moreno, hoje ela faz parte da ótima One day at the time, disponível na Netflix.

Por aí #2

Para quem está chegando agora, mês passado eu tornei fixo algo que eu fazia esporadicamente, compartilhar links, matérias e informações sobre ballet clássico e dança em geral que encontro aqui e ali. O nome é “Por aí” e todos os posts ficarão reunidos aqui.

Para quem não sabe inglês ou francês, há o Google Tradutor e o Bing Tradutor. Não é a mesma coisa, mas ajuda bastante.

Uma nova maneira de costurar elástico e fitas na sapatilha de ponta
Nesse vídeo, a bailarina Priscilla Yokoi ensina uma nova maneira de costurar o elástico e as fita na sapatilha de ponta. Parece bem interessante, deu vontade de testar!
Para assistir ao vídeo, em português, aqui.

How to Nip 6 Common Classroom Management Issues in the Bud
Esse texto propõe soluções para seis problemas comuns nas escolas de dança, seja nas aulas, na relação com alunas e alunos ou no trato com seus responsáveis.
O texto completo, em inglês, aqui.

EcoleS de Danse – Le cinq positions
Nós conhecemos as cinco posições e elas são sempre as mesmas em qualquer lugar, certo? Errado! Elas mudam de acordo com a escola: Francesa, Bournonville, Cecchetti (italiana), Vaganova (russa), Inglesa e Balanchine (americana). Nesse texto, conhecemos as diferenças de cada posição entre as escolas, com ilustrações e explicações detalhadas. Uma aula sobre a primeira coisa que aprendemos no ballet clássico.
O texto completo, em francês, aqui.

Com balé, clube sueco vai da 4ª divisão para a elite em 7 anos
Quem disse que a dança e o futebol não podem coexistir? O clube sueco Östersund fazia parte da quarta divisão do futebol e um treinador inglês mudou o time de patamar, não apenas com treinamentos, mas com uma outra visão, inserindo atividades culturais no dia a dia dos jogadores. Não, não como espectadores, mas como artistas amadores. (Para quem não entende ou não acompanha futebol, imagine que o clube era uma companhia pequena, que só se apresentava no bairro, e depois de sete anos conquistou a chance de se apresentar no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.)
O texto completo, em português, aqui.

Bolshoi Confidential review – where scandals waits in the wings
Lançado em 2016, o livro “Bolshoi Confidential” (no Brasil, “Bolshoi confidencial”, Editora Record) conta os bastidores da companhia, não os detalhes dos ensaios e dos repertórios, mas as histórias desconhecidas, os jogos de poder e toda a política que envolve essa companhia tão importante. Esse texto é uma resenha a respeito do livro feita por uma colunista do jornal The Guardian.
O texto completo, em inglês, aqui.