Ballet in Form

Profissionais do ballet clássico reunidos em um site educacional apresentando vídeos sobre passos, combinações e outras informações a respeito da dança. Já imaginaram que grande ideia? Esse site existe, é o Ballet in Form.

Os vídeos são curtos, em inglês e sem legendas, mas bem explicativos. Mesmo quem não sabe o idioma conseguirá compreender bastante coisa; como o objetivo é ensinar, os vídeos são realizados com esse enfoque.

Para vocês terem uma ideia, assistiam à explicação sobre o plié apresentado por Margaret Tracey, diretora do Boston Ballet School. Entendemos perfeitamente que a maneira correta de realizar o demi-plié é formar um U e não um V, ou seja, o movimento deve ser contínuo em vez de descer-parar-subir.

Há várias maneiras de acompanhar o Ballet in Form: site, YouTube, Facebook e Instagram. Eu acompanho todos eles.

Plié tips from Margaret Tracey, Ballet in Form.

Cinco textos para quem quer estudar e questionar

Para compensar tanto tempo sem postagens, eu selecionei vários links que mantenho no meu arquivo. Os textos estão em inglês ou francês, mas quem não lê nesses idiomas não precisa se preocupar, basta acessar um tradutor online. Selecionei dois para facilitar: Google Tradutor e Bing Tradutor. Os textos não terão a mesma fluência, mas é uma maneira de estudar e se informar.

Vamos lá!

What Happened to Our Ballets?
Nas primeiras apresentações de O lago dos cisnes, Odile era uma feiticeira; Enrico Cechetti foi o primeiro a dançar o papel de “O pássaro azul”, em A Bela Adormecida. Várias curiosidades sobre os primórdios de alguns ballets de repertório.
Para ler o texto completo, aqui.

Defining “Ballerina”
Para divulgar esse texto, a revista Pointe escreveu no Twitter, “What makes a ballet dancer a ballerina?”, algo como “O que faz uma dançarina de ballet ser uma bailarina?”. Em suma, seria um “O que faz uma bailarina ser uma artista?”. Infelizmente, não conseguimos em português o mesmo significado da frase com tamanha sutileza, mas o texto continua sendo muito importante. Afinal, o que define uma artista na dança? O que significa ter aquele “brilho” no palco que ninguém consegue definir o que é?
Para ler o texto completo, aqui.

10 of the best dance films
Em seu site, o Royal Ballet publicou uma lista com os dez melhores filmes de dança, segundo a companhia, com direito a trechos de todos eles. É muito bacana!
Para ver a lista completa, aqui.

Beyond Perfect: A Manifesto
Sarah Kay, bailarina do Semperoper Dresden Ballett e protagonista da minissérie Flesh and Bone, escreveu esse texto sobre os problemas que ela enfrentou no ballet por ter um corpo “fora do padrão” e questiona a exigência de um “corpo perfeito”. Não nos esqueçamos, para ser “fora do padrão” no ballet basta ter seios grandes ou ser levemente curvilínea. É um texto bastante relevante sobre essa questão.
Para ler o texto completo, aqui.

Les grandes interprètes de Giselle à travers les âges
O Danses avec la plume elaborou uma lista das bailarinas que foram as grandes intérpretes do papel de Giselle. Para quem ama tanto esse repertório, é um presente. A minha Giselle preferida, a Carla Fracci, consta na lista.
Para ler o texto completo, aqui.

BÔNUS

Livros esquecidos
O Forgotten Books publica livros antigos, tanto de ficção quanto de não ficção, e é possível ler online, baixar ou comprar impresso. São quase 300 mil títulos! Eu selecionei, adivinhem?, os livros de dança.
Para acessar o link, aqui.

Há bastante informação interessante nessa lista, divirtam-se!

Vamos organizar uma lista de escolas de dança?

Quem lê o blog há bastante tempo, talvez se lembre: houve uma época em que eu mantive uma lista com escolas de dança do Brasil inteiro. Todas elas apareciam na lista por indicação de alunas e alunos, era uma maneira de assegurar a sua procedência. Porém, fiquei descontente com algumas coisas que aconteceram e retirei a lista do blog, mas sempre a enviei para qualquer pessoa que me pedisse indicação.

Mesmo assim, sempre há quem tenha dificuldade para encontrar um bom lugar para fazer aulas. Por que não voltar com a lista?

Por isso, ela vai voltar, mas haverá uma regra para que a escola conste nas indicações:

Obrigatoriamente, a escola deve ministrar aulas de ballet para adultos.
Isso significa aulas de ballet clássico, ou seja, aulas de dança. Ballet fitness, ballet yoga ou qualquer modalidade semelhante é ginástica, não dança, e não contam nesse quesito.

Do mais, seria interessante que:

As indicações viessem de alunas e alunos da escola.
Não há como eu verificar quem está falando a verdade, mas acho importante a opinião de quem conhece como as coisas funcionam no local. Gosta de onde estuda? Por favor, compartilhe conosco.

As demais modalidades ministradas na escola constassem nas indicações.
Se a escola também tem aulas de jazz, sapateado, flamenco ou outra dança, é interessante informar, porque sempre há quem queira fazer mais de uma modalidade.

Depois das indicações feitas nos comentários deste post, criarei uma página que constará no topo do blog, mas as indicações poderão ser feitas sempre que vocês quiserem.

• Para ninguém se perder, sigam este formulário:

Nome da escola:
Endereço [com cidade e estado]:
Telefone e/ou site/Facebook/outro:
Tem ballet adulto?
Modalidades/danças [se não houver, tudo bem]:
Breve comentário [por que você indica a escola]:

É de outro país e quer indicar sua escola? Sem problemas, pode mandar e constará na lista.

Vamos começar?

A Rainha das dríades e os développés

Vamos estudar apenas observando uma variação?

Não sou uma especialista em repertórios, mas é possível perceber que várias companhias dançam a “Variação da Rainha das dríades”, de Dom Quixote, basicamente da mesma maneira. Há vários développés ao longo da coreografia (quem não sabe o que é um développé, aqui) e, geralmente, todos são realizados na mesma altura, de acordo com a flexibilidade e a força da bailarina.

“Variação da Rainha das dríades”, Dom Quixote, Ópera de Paris, Héloïse Bourdon.

Na montagem do Royal Ballet, é diferente: o primeiro développé é feito a 90 graus e os demais crescem à medida que a coreografia avança.

“Variação da Rainha das dríades”, Dom Quixote, Royal Ballet, Melissa Hamilton.

Eu prefiro a altura da perna no primeiro exemplo, mas gosto imensamente da gradação do segundo. É um belo exemplo de domínio do développé e da altura da perna. Afinal, jogar a perna lá para cima é fácil, deixá-la na altura que queremos é a grande questão.

***

Quer melhorar os seus développés? A bailarina Kathryn Morgan ensina aqui.

Quinze minutos

Não é segredo para ninguém que estudo ballet em casa. Contei como organizo meus estudos de maneira geral, como estudo em casa e qual a minha visão sobre estudar por conta própria.

Tenho receio de me aprofundar, alguém tentar fazer também e sofrer uma lesão, mas partirei do princípio que vocês são responsáveis, certo? Por isso, compartilharei algumas coisas da minha rotina. O objetivo não é incentivar ninguém a treinar sozinha igual a mim, mas acrescentar um estudo a mais na formação de vocês. Hoje será o mais simples de realizar.

Tempo: Reserve 15 minutos do seu dia. Pode ser diariamente ou em dias alternados, mas a regularidade é importante. Não adianta treinar hoje e daqui 20 dias. O ballet exige rotina.

Local: Escolha um espaço em que você poderá se movimentar sem bater ou esbarrar em nada.

Aquecimento: Faça uma breve repetição de elevés, eu costumo repetir múltiplos de oito. Não há qualquer motivo especial para isso, é por causa dos oito tempos mesmo.

Treino: Escolha um passo. Pode ser barra ou centro; não aconselho diagonal por causa da segurança. Repita o passo escolhido diversas vezes, ou combine-o com outro (por exemplo, plié e cambré). Você também pode treinar só balance, ou só arabesque, ou só attitude, ou alguma sequência das suas aulas.

O importante é ter foco, escolha um movimento ou habilidade e mantenha. Sem pressão, sem angústia. Aproveite o momento como nem sempre aproveitamos na aula. Não haverá espelho, tampouco professor ou professora, então a correção virá da sua própria consciência corporal. Não tente ir além, você não está em uma competição. O objetivo é melhorar a sua técnica, compreender o movimento, deixá-lo fazer parte de você.

Vale com música, vale sem música, vale pensar em uma música, tanto faz. Só não vale ter preguiça.

Antes de terminar, eu sempre me alongo um pouco, para aproveitar que estou aquecida.

Os 15 minutos não são fixos, o tempo pode ser maior ou menor que isso. O importante é existir esse momento entre você e o ballet.