Quer saber o que significa domínio do trabalho de pontas? É isso!

No seu perfil no Instagram, o New York Times tem a série semanal “Speaking in Dance” em que divulga vídeos de bailarinas e bailarinos produzidos especialmente para esse fim. O mais recente foi com a bailarina Cassandra Trenary, solista do American Ballet Theatre. Talvez vocês a conheçam pelo perfil @cassiepearlt, as suas fotos são bem conhecidas pela internet afora.

Pois bem, mas por que ela veio parar aqui? Assistam a essa aula de domínio de pontas. Se alguma de vocês, em algum momento, tiver dúvidas a respeito do estágio em que se encontram no seu trabalho de pontas, assistam ao vídeo, depois novamente, e de novo, e mais uma vez.

Sabe o que é mais importante do que flexibilidade e colo de pé? É fazer isso aí.

No perfil do New York Times, aqui.
No site do New York Times, aqui.
No perfil da Cassandra Trenary, aqui.

Cassandra Trenary, “Speaking in Dance”, New York Times.

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As minhas sapatilhas de ponta

De maneira geral, encontrar a sapatilha de ponta ideal é um trabalho árduo. Há quem demore anos passando de uma marca para outra, de um modelo ao outro, sem conseguir encontrar uma para chamar de sua. Porém, existem as pessoas sortudas que a encontram rapidamente. Outras, são encontradas por ela. Foi o meu caso.

Há alguns anos, escrevi dois textos sobre pontas, “Quebrar a sapatilha. Será?” e “O pé ideal“, eles são complementares e quem não os conhece talvez se interesse. Hoje não falarei a respeito dos passos para encontrar a boa sapatilha ‒ prometo falar sobre o assunto em breve. Este texto será pessoal.

Há duas sapatilhas de ponta com as quais me dou bem: Capezio Partner Estudante e Grishko 2007 Pro Flex. As duas eu ganhei de presente de grandes amigas. Tive outras três, indicadas por alguém ou escolhidas por mim, e todas foram um desastre.

A Capezio eu ganhei em 2009 da minha amiga Emanuelle. Nós fazíamos aulas de ballet juntas e criamos um grande laço de amizade. Quando pensei em sair da escola, ela quis que a minha primeira sapatilha de ponta fosse um presente seu. Pelo que me lembro, ela disse na loja quais eram as minhas características físicas e a vendedora indicou esse modelo. Deu supercerto! Eu preciso de palmilha macia e a Estudante serviu muito bem no começo. Até hoje não sei porque cismei em comprar outras sapatilhas se eu me acertava com ela. Talvez tenha sido a pressão por modelos mais renomados, a Estudante sempre passa a ideia de iniciante. Uma bobagem! Sapatilha boa é sua aliada, de nada adianta a mais famosa se você não consegue dançar com ela nos seus pés.

Ela foi minha companheira por anos. A caixa era um pouquinho apertada para mim, e a técnica de pisar em cima para amaciá-la não deu certo. Fora isso, não tinha dificuldades para subir nas pontas, mas não me sentia tão segura no balance. Talvez fosse mais um receio meu do que algo relacionado à sapatilha. Não a uso mais porque ela está muito molenga, mas a mantenho guardada de recordação.

Quem quiser ver a sapatilha nos meus pés, aqui.
Quem quiser vê-la no site da Capezio, aqui.

A Grishko eu ganhei em 2014 da minha amiga Ilka. Nós nos conhecemos graças ao blog e somos grandes amigas desde então: ela no Japão e eu no Brasil. Enquanto muitas bailarinas sonham com uma Gaynor, eu sonhava com uma Grishko. Por saber disso, ela resolveu me dar esse presente: pediu as medidas do meu pé, sabia das minhas características na dança de tanto que conversamos a respeito e, além disso, teve auxílio da vendedora. O resultado? A minha relação com essa sapatilha é de amor profundo e sincero.

A caixa é um pouco dura, mas a palmilha é perfeita, macia na medida certa. Não sinto a menor dificuldade tanto na subida quanto na descida, eu tenho controle dos movimentos nas passagens entre pé plano no chão, meia-ponta, ponta, meia-ponta, pé plano no chão (pied-plat, demi-pointe, pointe, demi-pointe, pied-plat) e também tenho estabilidade no balance. Sem falar que ela é linda. Só existe um porém: o seu preço é alto no Brasil. Gosto tanto dela, mas tanto, que tenho dó de usar, mas prometi para mim que não vou prejudicar meu trabalho de pontas por causa disso. Eu uso, mas queria conservá-la boa sempre.

Quem quiser ver a sapatilha nos meus pés, aqui.
Quem quiser vê-la no site da Grishko, aqui.

Quais as chances de dois presentes darem certo? Eu tive uma imensa sorte de ter amigas tão gentis comigo. Quem não as tem, como faz? Em um próximo texto, escreverei a respeito das características dos pés e como reconhecer as suas para escolher uma boa sapatilha de ponta para você.

O meu atual objetivo

Há pouco tempo, o Ballerina Project publicou uma série de fotos e vídeos da Isabella Boylston, primeira-bailarina do American Ballet Theatre. Um vídeo bem curtinho, de 20 segundos, mostrava claramente o seu trabalho de pontas, e esse se tornou o meu objetivo do momento.

ballerina-isabella
Isabella Boylston, imagem de vídeo do Ballerina Project.

Tentei de todas as maneiras publicar o vídeo diretamente nesta página, mas não consegui. Sendo assim, para assisti-lo, escolha qualquer um destes links:

Instagram, aqui.
Facebook, aqui.
Twitter, aqui.

Esse se tornou o meu objetivo de bailarina. Quero dançar nas pontas dessa maneira, com essa leveza e segurança.

Dicas da Kathryn Morgan

Eu acompanho a bailarina Kathryn Morgan há um bom tempo. Ela fez parte do New York City Ballet, mas deixou a companhia por causa de um problema de saúde. Ela não abandonou a carreira e continua dançando profissionalmente.

Durante um período, ela publicou excelentes dicas e explicações em seu perfil no Facebook. Depois, criou um blog. Agora, um canal no YouTube. Kathryn fala sobre tudo, de maquiagem de palco a exercícios para melhorar o desempenho. Ela explica superbem e, agora com os vídeos, mesmo quem não sabe nada de inglês conseguirá acompanhar.

Quem também quiser segui-la internet afora:

∙ Perfil pessoal no Facebook, aqui.
∙ Página no Facebook, aqui.
∙ Canal no YouTube, aqui.
∙ Blog, aqui.

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Eu separei um vídeo, o de exercícios para fortalecer os pés, melhorar o balance e o trabalho de pontas. Mesmo quando utiliza uns acessórios que não temos em casa, ela dá uma outra alternativa (uma toalha dobrada, por exemplo). Há legendas com o número de repetições dos exercícios ou o tempo necessário para se manter em uma determinada posição.

Em relação aos exercícios na ponta, eles são indicados para quem já iniciou o trabalho em sala de aula. Não adianta pular etapas e realizar o que vocês não estão preparadas para fazer, o resultado pode ser desastroso. Estão avisadas.

Dúvidas sobre sapatilhas de ponta?

Um dos posts mais acessados do blog é o “Curso: Sapatilha de ponta”, em que listei vários vídeos apresentados pelo fisioterapeuta Dr. José Luiz Bastos Melo.

Pois a Só Dança produziu diversos vídeos com o Dr. Luiz, agora consultor da marca, respondendo diversas dúvidas sobre sapatilhas de ponta. Eu havia assistido a um ou outro, mas ontem descobri todos. Resolvi colocar em um só post para facilitar a nossa consulta.

Para assistir aos vídeos, basta clicar nos títulos.

Do que é feito o box da sapatilha?
Que tecnologia pode ter uma sapatilha de ponta?
Por que todas as sapatilhas são feitas de cetim?
Tem sapatilhas que parecem mais bonitas do que outras. Por quê?
Por que a numeração das sapatilhas não é igual a dos sapatos comuns?
Sapatilhas têm pé direito e pé esquerdo?
Por que não posso trocar os pés das sapatilhas depois de usadas?
Diferentes ajustes das sapatilhas de ponta (como escolher a sapatilha ideal).
Cuidado com os pés (sobre ponteiras e afins).
Idade ideal para iniciar a prática nas pontas.
Dicas de sapatilha de meia-ponta.

Fonte: Só Dança