Abertura de “Chamas de Paris”

Com coreografia de Vasily Vainonen, música de Boris Asafyev e libreto inspirado no livro Les Marceliers, de Felix Gras, a estreia de Chamas de Paris aconteceu no Teatro Kirov em 1932. Em 2008, Alexei Ratmansky o reconstruiu para o Bolshoi Ballet.

O ballet conta a história de Philippe, Jeanne e Jerome e o envolvimento deles na Revolução Francesa.

Essa é a cena de abertura, com um pas de deux em seguida. É apenas o começo, mas nos mostra como as coisas vão caminhar.

Para mais informações, em inglês, aqui.
Para assistir ao ballet completo, aqui.

Abertura de Chamas de Paris e primeiro pas de deux, Bolshoi Ballet, Natalia Osipova, Ivan Vasiliev e Denis Savin, 2010.

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Uma brevíssima história do ballet

O New York City Ballet apresentará 43 ballets, de 22 coreógrafos diferentes, para montar um panorama da história da ballet. É o festival Here/Now e vocês podem ver o programa completo aqui.

Neste vídeo de apenas dois minutos, temos uma prévia, mas é possível ver o tamanho da mudança ao longo dos séculos e décadas. Eu sou século 19, não tem jeito. E vocês?

Trailer de Here/Now, New York City Ballet.

O despertar de Flora

Sei que estou devendo textos mais aprofundados, não dá para o blog viver à base de vídeos de repertórios, mas como não compartilhar a Olesya Novikova dançando a variação de O despertar de Flora?

Publiquei a mesma variação há quatro anos, dançada pela Evgenia Obraztsova, em um texto sobre perfeição. Confesso, gostei mais da delicadeza da Olesya.

Aliás, já contei que para mim é ela quem tem a ponta mais bonita de todas?

The Awakening of Flora (O despertar de Flora), Mariinsky Ballet, Olesya Novikova.

Um punhado de cores

A quarta-feira é de cinzas, mas vamos encher esta página de cores. Que coisa mais linda é esse figurino, pena que assistimos a apenas um trechinho.

Saias rodadas e coloridas estão na minha lista de combinações preferidas em figurinos de dança.

Her Door to the Sky, de Jessica Lang, Pacific Northwest Ballet.

O oitavo aniversário

Era começo de 2009, eu tinha 29 anos, um ano e meio de ballet, estudava na minha segunda escola e continuava me sentindo da mesma maneira: um peixe fora d’água. Sempre o sentimento de inadequação, a sensação de que eu não estava no meu lugar. Eu já mantinha blogs desde 2003, por que não criar um sobre ballet? Lembro de fazer uma lista de nomes e cortar um por um. No fim das contas, sobrou este: “Dos passos da bailarina”.

Chegou o primeiro aniversário, em 2010, e os anos foram passando: 2011, 2012, 2013, 2014, 2015, 2016… Oito anos escrevendo sobre ballet clássico, 857 posts, mais de dois milhões de visitas e um livro depois, cá estamos nós em 2017.

O retorno do meu trabalho teve momentos bem distintos. Nos primeiros anos, havia quem compartilhava comigo a própria história e havia quem me agredia. Os hoje tão conhecidos “haters” já existiam, mas aqui eles usavam tule e fitas de cetim. Foi por essa razão que a página e o grupo de discussão no Facebook foram apagados, porque algumas coisas eram bem pesadas e eu não sabia lidar com isso.

Depois do auge dos blogs e sua queda para dar lugar a outros meios, como as redes sociais e os canais no YouTube, isso acabou. Só recebo comentários bacanas, uma troca de histórias e informações, e as críticas são fundamentadas, ninguém me agride, xinga ou deprecia a minha história. Não acho que as coisas mudaram no mundo, porque o ódio está mais presente do que nunca, mas neste espaço as pessoas começaram a se desarmar. O motivo? Eu não sei, mas fico feliz que seja assim.

O foco dos textos e das publicações também mudou. Antes eu escrevia sobre o meu caminho no ballet clássico, hoje eu escrevo a minha visão sobre a dança clássica. Não uso mais o termo “bailarina adulta”, mas “bailarina amadora”, e não falo mais “ballet adulto”. Alguém já notou essa mudança? Qualquer dia eu conto o motivo. Além disso, publico muito mais informações sobre ballet e dança, talvez por ter aprendido os caminhos do estudo sobre esse assunto.

Reconheço, os tempos mudaram. Há trabalhos muito bons pela internet afora, vi vários deles surgirem e o “Dos passos da bailarina” se tornou aquela tia legal que as sobrinhas visitam de vez em quando para aprender um pouco mais. Por enquanto, não tenho vontade ou interesse de seguir esses novos rumos, nas redes sociais mantenho apenas meus perfis pessoais ‒ Twitter, Instagram, Facebook e Pinterest ‒ e só faço divulgação daquilo que gosto, sem ganhar nada por isso (seja brinde, pagamento ou algo semelhante). Não significa que é o melhor caminho, respeito imensamente quem trabalha de outra maneira, esse é apenas o meu jeito de preservar o que construí com tanto esmero.

Em resumo, o “Dos passos da bailarina” se tornou um casamento entre o ballet clássico, a palavra e o movimento. E enquanto houver bailarinas e bailarinos dançando por essas linhas, eu continuarei a escrever.

Obrigada pelos oitos anos, de coração.

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Vocês achavam que a comemoração terminaria sem dança? Escolhi a “Variação de Aurora” do segundo ato de A Bela Adormecida, da linda montagem do Het Nationale Ballet/Dutch National Ballet. Como eu gosto dessa variação!

“Variação de Aurora”, segundo ato, A Bela Adormecida, Het Nationale Ballet/Dutch National Ballet, Megan Zimny Kaftira.