Uma aula de ballet em “O corsário”

Agora sim, posso dizer que o ballet clássico voltou aos meus dias. Preciso escrever textos, eu sei, mas tudo bem se hoje eu compartilhar dois vídeos?

As duas coreografias já apareceram no blog, a primeira dançada pela Jurgita Dronina, na época no Het Nationale Ballet/Dutch National Ballet (hoje ela está no The National Ballet of Canada e também dança no English National Ballet) e a outra pela Nina Kaptsova, no Bolshoi Ballet. Hoje, as variações são dançadas em uma montagem do American Ballet Theatre, por duas de suas maiores bailarinas, hoje aposentadas da companhia: Julie Kent (diretora artística do The Washington Ballet) e Paloma Herrera (diretora artística do Balé Estável do Teatro Colón).

Não gosto de dois vídeos na sequência para não deixar a página “pesada”, mas compreendam, é um deleite assisti-los na sequência. Talento, domínio técnico, pernas mais baixas, presença de palco… Dá até um afago no peito, o ballet persiste.

Julie Kent, “Variação de Medora”, O corsário, American Ballet Theatre.
Para assistir com a Jurgita Dronina, aqui.

Paloma Herrera, “Variação de Gulnara”, O corsário, American Ballet Theatre.
Para assistir com a Nina Kaptsova, aqui.

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Variação de Effie

Eu gosto de tudo nessa variação: o figurino, a música, a coreografia, a delicadeza. E esse trabalho de pontas? Quem não tem um pleno domínio das pontas, jamais conseguirá dançar bem essa coreografia.

Há algo muito mais importante do que um belo colo de pé: saber o que fazer com ele.

“Variação de Effie”, La sylphide, Ópera de Paris, Melanie Hurel, 2004.

Qual o nome dessa variação?

Eu encontrei essa variação do ballet Coppélia por um acaso. No vídeo, o título é “Folie”, mas não consegui descobrir o seu nome original – seria “Variação da loucura”? Ela parece um misto de colombina com bobo da corte. Pedi ajuda à Julimel, ela também não soube responder, mas contou que essa mesma música é utilizada em uma variação masculina de Sylvia, a “Variação de Aminta”.

No fim das contas, qual o nome, alguém sabe? Eu ainda não sei, mas o meu encanto já é imenso!

“Folie”, Coppélia, Bolshoi Ballet, Anna Leonova.

Abertura de “Chamas de Paris”

Com coreografia de Vasily Vainonen, música de Boris Asafyev e libreto inspirado no livro Les Marceliers, de Felix Gras, a estreia de Chamas de Paris aconteceu no Teatro Kirov em 1932. Em 2008, Alexei Ratmansky o reconstruiu para o Bolshoi Ballet.

O ballet conta a história de Philippe, Jeanne e Jerome e o envolvimento deles na Revolução Francesa.

Essa é a cena de abertura, com um pas de deux em seguida. É apenas o começo, mas nos mostra como as coisas vão caminhar.

Para mais informações, em inglês, aqui.
Para assistir ao ballet completo, aqui.

Abertura de Chamas de Paris e primeiro pas de deux, Bolshoi Ballet, Natalia Osipova, Ivan Vasiliev e Denis Savin, 2010.

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Uma brevíssima história do ballet

O New York City Ballet apresentará 43 ballets, de 22 coreógrafos diferentes, para montar um panorama da história da ballet. É o festival Here/Now e vocês podem ver o programa completo aqui.

Neste vídeo de apenas dois minutos, temos uma prévia, mas é possível ver o tamanho da mudança ao longo dos séculos e décadas. Eu sou século 19, não tem jeito. E vocês?

Trailer de Here/Now, New York City Ballet.