Quer saber o que significa domínio do trabalho de pontas? É isso!

No seu perfil no Instagram, o New York Times tem a série semanal “Speaking in Dance” em que divulga vídeos de bailarinas e bailarinos produzidos especialmente para esse fim. O mais recente foi com a bailarina Cassandra Trenary, solista do American Ballet Theatre. Talvez vocês a conheçam pelo perfil @cassiepearlt, as suas fotos são bem conhecidas pela internet afora.

Pois bem, mas por que ela veio parar aqui? Assistam a essa aula de domínio de pontas. Se alguma de vocês, em algum momento, tiver dúvidas a respeito do estágio em que se encontram no seu trabalho de pontas, assistam ao vídeo, depois novamente, e de novo, e mais uma vez.

Sabe o que é mais importante do que flexibilidade e colo de pé? É fazer isso aí.

No perfil do New York Times, aqui.
No site do New York Times, aqui.
No perfil da Cassandra Trenary, aqui.

Cassandra Trenary, “Speaking in Dance”, New York Times.

Basílio e as amigas de Kitri

Toda vez que assisto a esse pas de trois, eu só consigo prestar atenção numa pessoa: Mikhail Baryshnikov. Que homem, que bailarino, que artista!

“Basílio e as amigas de Kitri”, Dom Quixote, American Ballet Theatre, 1983.

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Observação: Aproveitando o ensejo, eu respondi todos os comentários feitos desde agosto de 2016. Desculpem a demora! Se alguém perguntou algo nesse período, corre lá para ler.

Mais duas primeiras-bailarinas negras

Para quem não se lembra ou para quem chegou agora, vou recapitular: em fevereiro do ano passado, eu escrevi o post “As bailarinas negras e o ballet clássico“. Falei brevemente sobre o racismo na dança e contei que não havia uma única primeira-bailarina negra nas grandes companhias de dança. Nenhuma.

Quatro meses depois, tivemos a grande notícia da promoção de Misty Copeland à primeira-bailarina do American Ballet Theatre. Sua nomeação era esperada, e muito cobrada, mas nem por isso deixou de ser comemorada. Aliás, é importante ressaltar, ela é uma das bailarinas mais famosas da atualidade, ou a mais famosa, como destacou a Dance Magazine.

Pois bem, ela abriu o caminho. Neste ano, outras duas bailarinas negras foram promovidas ao posto de primeira-bailarina.

Em junho, chegou a vez de Francesca Hayward no Royal Ballet. Quem quiser saber mais sobre ela, acesse seu Instagram e a matéria de capa da Pointe Magazine. Quer vê-la dançar? Clique aqui.

Francesca Hayward, As aventuras de Alice no País das Maravilhas, The Royal Ballet. Foto: Bill Cooper, 2014.

Em julho, foi a vez de Céline Gittens no Birmingham Royal Ballet. Quem quiser saber mais sobre ela, acesse seu Facebook, seu Twitter e seu Instagram. Quer vê-la dançar? Clique aqui.

Céline Gittens, O lago dos cisnes, Birmingham Royal Ballet. Foto: Roy Smiljanic.

A Cyndi e eu conversamos bastante sobre o espaço das bailarinas negras no ballet clássico e dia desses levantamos uma questão: até que ponto essas promoções são por motivos artísticos. “Vocês duas já estão vendo problema?” De maneira alguma! É notório que Misty Copeland, Francesca Hayward e Céline Gittens são bailarinas incríveis e cada uma delas mereceu chegar onde chegou; o nosso questionamento é outro. As companhias realmente acreditam no talento dessas bailarinas? Se acreditam, o racismo tão presente na estrutura do ballet clássico está diminuindo a ponto de sumir de vez? A sociedade está mudando, graças!, a visibilidade das minorias cresce a cada dia, e quem não acompanha ficará para trás. Assim, há quem abrace a diversidade para não ser criticado ou malvisto. O racismo não desaparece de uma hora para outra, por isso devemos continuar a questioná-lo.

Esperamos, sinceramente, que todas essas promoções tenham sido pelos motivos certos e será fácil comprovar: acompanhemos as apresentações das três nas próximas temporadas. Só promover é pouco, queremos vê-las dançando em vários papéis principais.

Mas pelo menos uma coisa é certa, esse é apenas o começo.

Variação do Diamante

Lembram quando publiquei sobre a reconstrução de O lago dos cisnes realizada pelo Alexei Ratmansky? Ele também reconstruiu A Bela Adormecida. Há tempos procuro “O adágio da rosa” e o “Pas de deux do Pássaro Azul” para trazer para cá, mas não os encontro como gostaria. Enquanto isso, vamos de variação?

Esta é a “Variação do Diamante”, na apresentação do American Ballet Theatre como companhia convidada da Ópera de Paris. É uma graça!

Bônus: Quem quiser assistir a um trecho da sequência do sonho de A Bela Adormecida, na mesma apresentação, aqui.

“Variação do Diamante”, A Bela Adormecida, American Ballet Theatre.

A importante nomeação de Misty Copeland

Entre hoje e amanhã eu publicarei o texto sobre a apresentação de Giselle com o Bolshoi, que assisti no domingo. Mas aconteceu algo extraordinário que deve ser publicado agora.

A Misty Copeland foi nomeada primeira-bailarina do American Ballet Theatre. É a primeira vez, em 75 anos de história, que a companhia terá uma primeira-bailarina negra. Não só, atualmente ela é a única no mundo do ballet clássico. Essa promoção é muito mais importante do muitos de nós podem imaginar.

É apenas o começo. Ela está abrindo as portas para outras bailarinas negras que estão para chegar.

Promoções anunciadas pela ABT: Stella Abrera e Misty Copeland, primeiras-bailarinas; Skylar Brandt, Thomas Forster, Luciana Paris, Arron Scott e Cassandra Thenary, solistas. De outras companhias, Maria Kochetkova e Alban Lendorf como primeiros-bailarinos e Jeffrey Cirio, solista. Foto: Divulgação/ABT. Fonte: American Ballet Theatre.

Para ler:
O post “As bailarinas negras e o ballet clássico”, aqui.