Fotos e mais fotos

Eu publico menos fotos do que vocês gostariam de ver, não é? Faço isso para o blog não virar um lugar basicamente de imagens, mas não significa que eu não goste de fotografias. Gosto tanto que mantenho vários painéis no Pinterest.

Por isso, vim compartilhar os dois painéis que vocês vão gostar: “Ballet” e “Dança”. No primeiro, só guardo fotos de ballet, obviamente. No segundo, fotos das mais diversas danças.

Não é necessário se cadastrar no Pinterest para ver os painéis, mas quem estiver por lá, pode seguir para acompanhar as novas publicações.

Para visitar o painel Ballet, aqui.

Da esquerda para a direita: [1] [2] [3]

Para visitar o painel Dança, aqui.

Da esquerda para a direita: [1] [2] [3]

Menção honrosa

Nos comentários do post “As bailarinas negras e o ballet clássico“, a Julimel me falou sobre a bailarina Marisa Lopez. Ela foi primeira-bailarina do Het Nationale Ballet/Dutch National Ballet e se aposentou em 2012, depois de 14 anos de carreira na companhia.

A Marisa Lopez deveria estar naquele texto, mas infelizmente eu não a conhecia. Não vou mexer no que está escrito, mas não deixarei passar. Assistam ao vídeo-tributo feito pela companhia. Fiquei arrepiada ao vê-la dançar. Linda é pouco!

Tributo a Marisa Lopez, Het Nationale Ballet/Dutch National Ballet, 2012.

Bolero, Ravel e Bolshoi

Estou em um momento vídeos antigos, volta e meia algumas preciosidades surgem na minha frente. Hoje foi esta gravação do Bolshoi Ballet dançando “Bolero”, de Ravel. Poderia ser flamenco, mas é dança caráter. Que coisa mais linda!

Ravel’s Bolero, Bolshoi Ballet, Sergei Radchenko, Elena Kholina, Alexander Lavreniuk, 1967.

Na pele

Ano passado eu expliquei como seriam os posts sobre as bailarinas negras e o ballet clássico. Ontem publiquei o meu texto, que pode ser lido aqui. Hoje será o texto da Cyndi Oliveira, do blog O meu repertório, contando as suas experiências.

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Na pele, por Cyndi Oliveira

Comigo, o preconceito sempre foi mais disfarçado. Talvez por não ter traços negros tão fortes, ou por isso de o preconceito ser uma coisa totalmente errada e as pessoas disfarçam seu racismo ao máximo e tentam escondê-lo, mas ele ainda tá lá. Eu sinto racismo nos buracos desse disfarce.

Está num figurino “cor da pele, nude”, mas como a maioria é branca, vamos fazer o de todo mundo bege (ficou super cor da minha pele, valeu mesmo). Está na meia-calça rosa ou salmão, que mais se aproxima da cor de pele europeia do que a negra (aliás, divide as linhas da bailarina negra, tira a unidade do corpo). Está na alça do figurino que, de novo, é da cor da pele da maioria (vai me dizer que eu paguei por um figurino feito sob medida e a alça, que tem que ficar “invisível”, não vem personalizada também?) Está no “mas você vai dançar esse papel?” quando o papel é sempre feito por uma bailarina branca (a menos que você dance a parte árabe de Quebra-nozes, todos os papéis são basicamente por pessoas brancas). Está no argumento absurdo que corpo de baile tem que ser homogêneo, e uma bailarina negra vai se destacar demais e chamar atenção.

Bem, essas são minhas experiências, mas com certeza muitas bailarinas negras já passaram por alguns desses casos, até pior. Um racismo bem mais intenso mesmo.

Exemplos? Michaela DePrince, aos 8 anos, foi impedida alguns dias antes de dançar Clara, de Quebra-Nozes, porque a América não estava preparada para uma bailarina negra, ou as várias audições que ela fez, ficou nos tops e não recebeu propostas. Precious Adams e todo racismo enfrentado na escola do Bolshoi e castings. Misty Copeland e sua história de vida. Ou a de Aesha Ash. Bailarinas negras que vivem eternamente no corpo de baile, isso SE conseguem chegar lá, e são absurdamente menos escaladas que bailarinas brancas.

Quando eu vejo uma bailarina negra com destaque em uma companhia de ballet, eu grito, choro, fico emocionadíssima. O que deveria ser normal e rotineiro é motivo de festa, porque é muito raro. E isso principalmente com mulheres.

Como a mãe da Michaela bem disse, uma bailarina negra tem que ser 10 vezes melhor que uma branca pra ter ao menos uma chance.

Precisamos saber que nossos sonhos não são inalcançáveis. Precisamos de exemplos. Precisamos de mais diversidade no ballet.