Seis anos

Engraçado como o tempo passa e nem sentimos. Ainda lembro quando resolvi criar o blog, a minha lista de possíveis nomes, a escolha da imagem do topo. Era uma cena do filme “O curioso caso de Benjamin Button”, esta. Detalhe: não assisti ao filme até hoje!

Para comemorar, eu pedi a vocês que fizessem perguntas e eu responderia em um podcast. Pois bem, foram várias perguntas, o que me deixou bem feliz, mas algumas não poderiam ser respondidas sem links e outras fontes. Como a informação é mais importante que o meio, preferi sanar as dúvidas do que fazer algo diferente. Alma nerd é isso, gente.

Eu publiquei apenas as perguntas, e um ou outro comentário adicional para facilitar a compreensão, tudo bem? Alguns comentários eram grandes e conheço as minhas leitoras e os meus leitores para saber que eles pulariam essas partes. Além disso, há uma porção de links ao longo das respostas, cliquem para complementar as informações. Vamos lá?

* * *

Perguntas da Marisol Salla

Você dança há quanto tempo?
Há sete anos e meio.

Sempre quis ser bailarina?
Quando criança, eu queria ser bailarina, mas meus pais não me deixaram fazer aulas. Pensei nisso algumas vezes ao longo dos anos, e contei toda a história neste post. Até que, aos 27 anos, finalmente comecei as aulas.

Qual espetáculo ou concerto você mais gosta?
Eu tenho três grandes amores: Giselle, O lago dos cisnes e Jewels.

Você acha que uma pessoa “dura” assim como eu aprende a dançar ballet?
Aprende sim, Marisol, porque o próprio ballet vai deixar você mais “molinha”. Quem não é uma pessoa naturalmente flexível pode adquirir flexibilidade com bastante treino. Não precisa se preocupar com isso.

Perguntas da Tainã Moreira

O que motivou você a começar a dançar?
As próprias circunstâncias, Tainã. Eu fazia teatro e ao começar a trabalhar em uma determinada empresa, não teria mais tempo durante a semana. Mesmo assim, não queria ficar sem qualquer contato com a arte e procurei aulas para o que queria fazer desde criança: dançar.

Por que escolheu o ballet clássico?
Apesar de querer ballet clássico desde criança, eu também pensava que não era para adultas. Quando resolvi dançar, não cogitei essa possibilidade, eu queria fazer dançar do ventre. Porém, no estúdio onde comecei, eu teria direito a duas aulas na semana. Como eu só poderia estudar aos sábados, teria de fazer outra aula além da de dança do ventre. Qual era a modalidade do horário anterior? Ballet clássico, turma de adultas.

E, por último, o que ainda a motiva?
Eu só me sinto plena dançando, eu continuo por isso.

Perguntas do Hans Müller

Por qual razão você escolheu a dança?
Como respondi à Tainã, eu não escolhi a dança por motivos muito nobres. Eu queria uma atividade artística para fazer aos sábados e a dança era a mais acessível. Sempre quis dançar, mas houve mil impedimentos. Acho que a dança me escolheu e por algum motivo que ainda não descobri. Volta e meia penso em parar, mas a dança não deixa.

O que te alimenta a querer viver mais dentro desta arte?
Hans, você não ficará feliz com a minha resposta, mas serei sincera, tudo bem? Não sei se quero viver mais dentro desta arte. Quanto mais eu conheço os seus meandros e seus caminhos, menos eu me identifico, especialmente com o ballet clássico. Amo a dança na sua essência, não no seu modus operandi, por assim dizer.

Pergunta da Maria Mariane

Você já fez espetáculos de ballet?
Maria, eu apenas participei de espetáculos de fim de ano das escolas onde estudei. Em todas as vezes que dancei ballet, foram músicas de repertórios e coreografias criadas pelas próprias professoras. Em 2007, foi uma música de Esmeralda; em 2008, Quebra-Nozes e Le papillon; e em 2009, La bayadère.

Perguntas da Letícia Magalhães

Qual a sua reação ao saber que faria seu primeiro solo? Quantos anos você tinha de ballet?
Letícia, eu nunca dancei um solo. Como muitas bailarinas adultas, ganhar uma variação para chamar de minha é um sonho distante, infelizmente.

Perguntas da Cyndi Oliveira

Quais tipos de exercício você gosta? (adágio, allegro, grand battement, sei lá)
Cyndi, sem dúvida alguma, allegro. Para mim, é a essência do ballet, mas o meu amor é inversamente proporcional a minha habilidade. Eu sou uma perdida nos allegros, demoro para “pegar o embalo”.

Qual passo você mais gosta de fazer? E qual faz melhor?
Eu tenho fixação por quatro: tendu, grand battement, cloche e arabesque. Dificilmente eu passo um dia sem fazer algum deles. Desses, sou melhor no tendu. Também sou boa em giros na diagonal, o que é inexplicável, já que apanhei anos para girar no centro. Vai entender!

Tem alguma recordação de um momento da dança que te faz chorar? E que te faz gargalhar?
Foram tantos os momentos que me fizeram chorar, mas vou contar um que merece uma grande discussão: no estúdio em que estudava, vi as fotos do espetáculo e voltei chorando para casa porque me achei gorda. A questão é: eu nunca fui gorda. E por que isso surgiu? Patrulha sobre o meu corpo nas aulas de ballet durante mais de dois anos. Percebi a gravidade da situação quando, numa conversa banal na pós-graduação, uma amiga da turma me disse: “Você que é magra…” Eu quase a corrigi. Não me apresento no palco há cinco anos, não faço aulas regulares há três e ainda controlo o meu peso. Imagina quem segue o caminho profissional. Assim nascem os transtornos alimentares.

Uma recordação que me faz gargalhar: em uma aula, pliés no centro, aquela concentração, chegou a hora do grand plié em primeira posição. Todo mundo desceu e voltou, eu caí de bunda. Eu me abri de rir e todo mundo ficou sério. Eu me senti mais tonta pela risada do que pela queda.

Há alguma coisa que todo(a) bailarino(a) deveria saber?
Toda bailarina e todo bailarino deveria saber que: o ballet não começou com você, tampouco terminará com você. O ballet já existia antes e existirá depois, mas muitas se comportam como se tivessem inventado a pirueta. A dança existe independentemente de você, tudo bem?

Qual figurino seu que você mais gosta?
O primeiro que usei, este aqui. Eu o mantenho guardado para usá-lo novamente um dia. Como eu gostaria de dançar uma variação vestida com esse figurino!

Qual música de ballet que você mais escuta/gosta?
Gosto de muitas, mas nada supera a música de O lago dos cisnes. Toda vez que ouço, tenho vontado de abraçar o Tchaikovsky.

Pergunta da Fabiana Falcão

Você teve muitas dificuldades com ele (o espacate)?
Fabiana, lamento te decepcionar, mas até hoje não consegui zerar o espacate. Já cheguei bem perto, mas não consigo, sabe por quê? Negligência minha, eu paro de treinar. Se você quiser zerar o seu, treino diário e paciência. Não tem outro jeito.

Pergunta da Adriane

Gostaria de dicas de cursos regulares de ballet onde adultos possam ingressar. Na minha cidade (Joinville), só existem duas escolas que oferecem curso regular, porém só aceitam crianças. O resto é curso livre.
Adriane, logo em Joinville, a cidade da dança, você não consegue um curso regular que aceite adultas? Eu não publico nomes de escolas no blog, mas tampouco conheço algum curso na sua cidade, infelizmente. Se alguém souber, por favor, indique nos comentários. Vou abrir essa exceção de aniversário.

Pergunta da Nathalia

Gostaria de saber se você tem algum livro bom de passos de dança para indicar.
Nathalia, no seu comentário você contou que fez ballet quando criança e que hoje faz jazz. Eu só conheço livros de ballet e há dois muito bons para começar: “Princípios básicos do ballet clássico”, da Agrippina Vaganova, e “Curso de balé”, do Royal Academy of Dancing.

Pergunta da Lia

Gostaria de outras indicações de música no estilo do post acima (este aqui), músicas de filmes, comerciais, etc. que derivem do ballet clássico.
Lia, de acordo com o post, essas são músicas de ballet que foram utilizadas pela Disney. Eu só saberia falar dos ballets, não de outras obras nas quais essas músicas foram utilizadas. Sendo assim, minha única indicação possível é você pesquisar repertórios e ouvir suas músicas.

Pergunta da Katia Carmelo

Poderia nos explicar melhor as definições do vocabulário do balé clássico. […] Vi que tinha começado um dicionário de balé e parou. Gostaria muito que voltasse, pois existem muitos passos e termos que não são explicados na internet ou se acham em inglês e outros idiomas que não são o português.
Katia, eu comecei um dicionário de repertório e o objetivo é explicar apenas os termos referentes aos repertórios, não os passos de ballet. O grande problema de pesquisar essas definições na internet, ainda mais em outros idiomas, é a dificuldade em entendermos as explicações. A melhor maneira de aprender é vendo como o passo funciona. Há um material incrível, o “Videodictionary of Classical Ballet”, em que praticamente todos os passos de ballet são devidamente demonstrados. Você pode assistir online ou baixar, parte 1 e parte 2.

Perguntas da Sara

Gostaria de saber um pouco sobre a sua rotina de estudos e as referências.
Eu fiz um post explicando a minha rotina de estudos, você poderá lê-lo aqui.

Falar um pouco da dança enquanto arte, talvez?
Sara, para isso precisaríamos de mil livros, sem exagero. Esse é um assunto extenso e cheio de meandros. Em todo caso, volta e meia eu questiono o ballet como arte e tento discutir sobre seus aspectos artísticos. Quando você tiver um tempinho, passeie pelo blog que você encontrará bastante coisa.

Fazer um draft do que seria seu sonho de espetáculo (bailarinos, orquestra, músicas, figurino, detalhes!).
São dois sonhos de espetáculo, eles já aconteceram e jamais se realizarão novamente: Margot Fonteyn e Rudolf Nureyev em O lago dos cisnes, e Carla Fracci e Rudolf Nureyev em Giselle. Ainda bem que existem os DVDs, aqui e aqui, mas a grandeza de vê-los no palco, só na minha imaginação.

Falar dos petit secrets do ballet: aqueles detalhes que não levamos tanto em consideração e que fazem uma enorme diferença!
As mãos e o olhar. Sou tão atenta a isso que um “pulso quebrado”, um “dedo levantado” ou um “olhar vazio” são capazes de acabar com uma coreografia para mim. Em compensação, quando ambos são levados em consideração, existe algo a mais ali e ninguém consegue perceber o que é. Como se uma bailarina encantasse mais do que as outras, mas ninguém conseguisse entender o motivo. É isso.

Pergunta da Tatiana Alves Raymundo Lowenthal

Sabemos que existem diversas versões dos repertórios de ballet. […] Sabemos que os repertórios, quando criados, foram registrados em libretos, onde há registro específico do que foi criado. Logo, existe uma necessidade de “registro” prévio ou “autorização” para que uma versão original seja modificada e passe a ser considerada oficial também? Ou será que apenas pelo fato da modificação/adaptação ser feita por uma grande e renomada companhia já a promove com “status” oficial?
Tatiana, para eu conseguir explicar claramente, terei de lhe fazer um pedido. Sabe tudo o que você disse? Esqueça, vamos começar do zero.

Em um repertório, pense em três grandes aspectos gerais: libreto, música e coreografia. No Dicionário de Repertório eu já expliquei dois deles, libreto e música. O libreto é um termo que veio da ópera e nada mais é do que a história contada detalhadamente.

Você falou das diversas versões dos repertórios e citou os libretos. Como nas montagens recentes as grandes diferenças entre uma e outra companhia estão nas coreografias e não nas histórias, parti do princípio que é disso que você está falando.

Sendo assim, coreografia é outra coisa. Os registros das coreografias são feitos por notações coreográficas, semelhante às partituras musicais. Um exemplo, aqui. O assunto é vasto, mas para falar brevemente, essas notações são mais antigas que o ballet clássico. Há vários tipos de notação, inclusive para as mais diversas modalidades de dança. Uma das mais conhecidas e utilizadas no ballet clássico é o Benesh Movement Notation, e sua história e difusão são mantidas pelo The Benesh Institute, ligado ao Royal Academy of Dance. Se você quiser saber mais sobre o assunto, leia o texto “A escrita da dança: pequeno histórico sobre a notação do movimento”, de Ana Lígia Trindade, aqui.

No Dicionário de Repertório, eu expliquei o significado de repertório, aqui. Para ser considerado um, é necessário que uma obra tenha sido montada e remontada ao longo do tempo. Pense em O lago dos cisnes, apresentado pela primeira vez no século 19. Imagine um período em que as notações não eram sistematizadas e arquivadas como são hoje. Acrescente a tradição oral do ballet clássico, em que as informações são passadas de geração para geração. Some os intercâmbios de bailarinos, remontadores e coreógrafos ao redor do mundo (Petipa, francês, fez sua história na Rússia; Balanchine, russo, fez sua história nos Estados Unidos e por aí vai). Acrescente o fato das obras já serem de domínio público. Deu para imaginar a mistura? Sendo assim, não podemos falar em “obra original” porque é impossível saber exatamente qual a coreografia original que Petipa e Ivanov fizeram para O lago dos cisnes. O que existe é a tradição de cada companhia. Quando você assistir a uma remontagem do Royal Ballet, aquele é o resultado de anos de montagens e remontagens realizadas por todos os profissionais que passaram pela companhia. Um mudou um passo, o outro mudou uma sequência, mais um acrescentou outro detalhe, tal maestro trouxe uma partitura perdida e por aí vai.

O mais legal de assistir às montagens de repertórios das companhias é entender essa história. A Julimel, do “Vídeos de ballet clássico“, é especialista nisso, ela sempre explica essas diferenças no seu blog. É muito interessante perceber essas mudanças, tanto ao longo do tempo como de companhia para companhia.

Mas e a vontade de sabermos como é a coreografia original? Não sei como está agora, mas tempos atrás algumas companhias tentaram resgatar isso. São as chamadas reconstruções. É uma tentativa de remontar a obra o mais próximo possível do original. O Bolshoi fez de O corsário, o Mariinsky fez de A Bela Adormecida e o Pacific Northwest Ballet, de Giselle, para citar alguns exemplos. Para saber mais sobre reconstrução, há um excelente post do The Ballet Bag, em inglês, aqui.

Perguntas da Ilka Wirti

Sempre foi tutu prato? De onde e quando surgiu? O tutu romântico veio primeiro?
Ilka, o predecessor do ballet clássico foi a dança de corte. Pense no minueto, aqueles vestidos longos, os passinhos contidos, os pés mal apareciam. Veio o ballet de corte, a primeira academia para estudo da dança e as primeiras bailarinas profissionais. Marie de Camargo encurtou as saias e as tornou mais leves, para facilitar os saltos e para mostrar como eles eram realizados. Marie Sallé mudou os tecidos dos figurinos, tirou os saltinhos dos sapatos e assim facilitou a amplitude dos movimentos. No romantismo, a Marie Taglioni criou de vez o tutu romântico, usando corpete e saias de tule, além de ser a primeira a usar sapatilhas de ponta.

Com o declínio do romantismo, surgiram os grandes repertórios na Rússia. Os tutus continuaram a diminuir de tamanho à medida que as coreografias ficaram mais complexas; quem simboliza essa transição do tutu romântico para o tutu clássico é a Anna Pavlova.

Qual o objetivo disso? Além de mostrar as habilidades da bailarina, esse figurino facilita o seu trabalho. Impossível fazer fouettés utilizando tutu romântico. Parece óbvio, mas nem sempre percebemos a importância dessa relação entre figurinos e coreografia. Quer um excelente exemplo para entender isso? Jewels, de Balanchine. As três partes desse ballet mostram claramente essa relação entre um e outro.

Algumas dessas informações eu descobri no trabalho “O tutu e o movimento: a liberação do corpo e a morfologia do figurino no ballet clássico”, de Amanda Marques de Rezende. É uma aula de tutu! Para ver, clique aqui, e siga as setas do grande retângulo que aparece no topo da página.

* * *

Sanei as dúvidas? Querem perguntar algo além do que escrevi?

Muita obrigada pelas visitas, pelos comentários, por construirmos juntas o “Dos passos da bailarina”. Seis anos! Confesso, nem eu imaginava que chegaria tão longe.

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12 comentários sobre “Seis anos

  1. Saudades, xará!! Você é preciosa e fico feliz por ter chegado até aqui! Parabéns pela persistência e o carinho com a dança!! Deus te abençõe muito! Grande bjo da xará de BH, Cássia Motta

  2. Oi Cássia, tudo bem? Nunca comentei aqui no blog, mas já acompanho a quase um ano. Vim aqui pra te contar que depois de uma pausa de dois anos finalmente voltei para o ballet!! E o melhor de tudo: estou fazendo curso regular pela primeira vez! Já fiz duas aulas essa semana e estou amando!! Claro, meus músculos estão acabados, mas vale a pena! Além do mais, minha nova escola usa o método francês (e como eu sei do seu amor pela Ópera de Paris, queria vir aqui e contar)!
    Enfim, é isso! Vou tentar comentar mais por aqui, afinal de contas eu AMO o seu blog e seus posts me ajudaram a ter coragem e voltar a fazer aulas! Muitos beijos, Anna!

    1. Anna, você voltou às aulas, em um curso regular e no método francês! É muita notícia boa em uma mesma frase, hehehe. Obrigada por compartilhar isso comigo, amei saber que você está estudando pelo método francês. <3 Comente quando quiser, você sempre será bem-vinda. E fico muito feliz em saber que os posts te ajudaram a voltar. Beijo gigante!

    1. Larissa, é verdade, tenho publicado cada vez menos. É falta de vontade. Não tenho tantas fotos, mas qualquer hora escaneio algumas e publico, prometo. Beijos!

  3. Olá!!
    Nem me fale, imagina a minha decepção… Sim, em Joinville, a cidade da dança tem poucas opções de cursos! Adoooro minhas aulas, porém gostaria de ingressar em um curso regular… Talvez eu precise mudar de cidade, rsrs.

    Parabéns Cássia! Adoro seu blog!

    1. Poxa, Adriane. Se eu soubesse de uma escola aí em Joinville que aceita adultos no curso regular, juro que já tinha repassado a informação. Se eu descobrir, prometo, eu te aviso. E muito obrigada! Grande beijo.

  4. Apenas alguns comentários…

    “Volta e meia penso em parar, mas a dança não deixa.”
    E é possível ficar longe da dança?

    “Gosto de muitas, mas nada supera a música de O lago dos cisnes. Toda vez que ouço, tenho vontade de abraçar o Tchaikovsky.”
    De abraçar só não, mas de passar um mês inteiro com ele trocando ideias e agradecendo pelas composições que ele criou! E pensar que um dia ele sentiu vergonha de ter composto “O Lago dos Cisnes” e chegou a desejar nunca tê-la criado… seria uma perda terrível para o mundo da dança!

    E obrigada pela menção e pelo título de “especialista”. Essas diferenças entre repertório são o que mais me encanta no ballet… É simplesmente incrível!!!!

    E sabe, tava aqui comentando com a minha mãe, seu blog faz 6 anos hoje, o meu faz 6 em dezembro. Criamos nossos blogs com uma distância de quase 1 ano!!!

    Parabéns Cássia, quem venham muitos anos pela frente ainda…

    1. Julimel, você entende muito de repertórios, mas não se limita ao que já sabe, sempre há mais para estudar e conhecer. Só falei a verdade. =) Então nossos blogs foram criados bem pertinho um do outro! E muito obrigada pelos parabéns! Grande beijo.

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