Existe um tipo físico ideal?

Há dias, eu publiquei o grand pas de deux do cisne negro, de O lago dos cisnes, com a Maria Alexandrova e pedi para vocês prestarem atenção no vídeo. Também disse que escreveria dois textos: o primeiro foi “90 graus” e o segundo texto será, basicamente, sobre o tipo físico considerado ideal para dançar ballet. Falarei sobre o padrão imposto para as bailarinas e criticarei esse modelo que, a meu ver, é nocivo para o mundo da dança e não tem razão de ser.

Para começar, precisamos saber quais são os tipos físicos possíveis. São três: mesomorfo, endomorfo e ectomorfo. A diferença entre eles pode ser vista aqui. O tipo considerado ideal para as bailarinas é o ectomorfo. Esqueçam isso, tudo bem? Há bailarinas profissionais dos três tipos.

Agora podemos responder à pergunta do título: Não, não existe um tipo físico ideal para dançar ballet clássico. O que existe são características e habilidades necessárias para dançar bem.

Quais são elas? Força muscular, equilíbrio, coordenação motora, flexibilidade e en dehors. Além disso, há outros aspectos exigidos nas escolas de formação e nas companhias de dança, como colo de pé, determinados parâmetros de altura e peso, e corpo proporcional. Poderia acrescentar musicalidade e expressividade, mas há vários bailarinos profissionais sem esses dois (o que é uma pena).

Quando colocamos essas características no papel, percebemos por que é tão raro encontrar uma grande bailarina. Tudo isso em uma única pessoa é como ganhar sozinha na loteria. Por isso, acho estranho exigir tanto de um artista, de verdade.

Para mim, os itens mais importantes são: força, equilíbrio, coordenação motora, flexibilidade e en dehors. Sem eles, não dançamos ballet. Podem pensar em qualquer passo, ele precisará de uma ou mais dessas características para ser executado. No máximo, é possível ter um en dehors mais ou menos; há grandes bailarinas na história da dança que eram en dedans. Mas só.

Agora, vem cá, por que exigir um grande colo de pé? Segundo Agrippina Vaganova, no livro Princípios básicos do ballet clássico, o pé ideal é quadrado e com pouco colo, conforme eu expliquei aqui. Mesmo assim, todos amam um pé Alessandra Ferri, mesmo atrapalhando imensamente na hora dos giros. Tudo bem, questão de gosto.

Mas vamos ao ponto mais importante: as características inatas do corpo. Em maior ou menor grau, todos podemos ser fortes e flexíveis, ter equilíbrio e coordenação motora e treinar para melhorar o en dehors. O problema existe quando altura, peso e proporção do corpo entram nessa soma. Cada companhia de dança possui os seus parâmetros, mas, de maneira geral, bailarina é esguia. Não apenas na dança profissional, mas no imaginário coletivo. Corpo estreito, magra, alta ou mediana, pernas e braços longos, pescoço fino e alongado, mãos e pés que prolongam ainda mais os membros. Praticamente um polvo. Precisa mesmo disso?

Pensemos: essas exigências são estéticas. Ser esguia é uma das possibilidades de beleza, mas não garante qualidade técnica e artística. Nada disso é necessário para ser uma grande bailarina. O ballet é essencialmente estético, mas a beleza existe em várias formas. Nós fomos acostumadas a um padrão e levamos isso conosco como se fosse a única forma possível.

Neste momento, senti milhares de tomates e pedras em cima de mim.

No passado, as exigências em relação ao corpo dos bailarinos era bem diferente. Em Noverre: cartas sobre a dança, de Marianna Monteiro, descobrimos que Jean-Georges Noverre discorreu sobre diferentes tipos físicos dos bailarinos e quais papéis eram mais adequados a cada um deles. (Prometo fazer um post apenas sobre esse livro.) Hoje, eles são exigidos de tal maneira que devem ser incríveis em tudo. Ninguém é, em nenhum lugar do mundo. Acredito que essa exigência influencia diretamente a saúde desses profissionais. Basta lembrar que antes os bailarinos dançavam até os 50, 60 anos; agora, eles começam a pensar na aposentadoria aos 30 e poucos anos. Precisava ser assim?

Além disso, eles devem corresponder ao padrão estético da sociedade. Na minha imensa ingenuidade, achava ser algo específico do ballet clássico as bailarinas serem muito magras. Que nada! Vivemos em uma sociedade que ama a magreza e oprime os obesos. Os índices sobre obesidade são sempre divulgados, mas é raro ouvirmos sobre anorexia e bulimia, mesmo os transtornos alimentares sendo tão presentes na sociedade. Porque ninguém vê problema quando os ossos do corpo de alguém saltam aos nossos olhos. Em vez disso, soltam um “Você emagreceu, está linda!” Eis o imperativo da magreza.

No ballet, talvez isso tenha surgido antes, com George Balanchine. No documentário Ballets Russes, descobrimos que ele passava a mão no tronco das bailarinas, para sentir as costelas. Se ele as sentisse com os dedos, as bailarinas estavam no peso ideal. Percebem o quão doentio isso é? Infelizmente, na dança, ainda há muitas pessoas sofrendo da “Síndrome de Balanchine”. Agora, somem a pressão do ballet com a pressão da sociedade e concluam qual é o resultado.

Mas as transformações já estão acontecendo. Os espectadores do English National Ballet reclamaram da magreza excessiva das bailarinas e Tamara Rojo, atual diretora da companhia, disse que mudará isso. A bailarina Jenifer Ringer, do New York City Ballet, foi chamada de gorda por um crítico do New York Times e quem sofreu as consequências foi ele. A bailarina Anastasia Volochkova processou o Bolshoi Ballet depois de ser demitida por causa do seu peso. A bailarina Mariafrancesca Garritano falou abertamente sobre o alto índice de transtornos alimentares no La Scala; infelizmente, ela foi demitida, mas trouxe o assunto à tona. A atriz Kaitlyn Jenkins foi capa da revista Pointe. Uma coisa aqui e outra ali, até tudo mudar de vez.

O mundo do ballet clássico não se resume à Svetlana Zakharova, Ulyana Lopatkina e Alina Somova, mas achamos que sim. Não só, consideramos que apenas bailarinas com esse tipo físico são capazes de serem grandes artistas e de dançarem divinamente. Estamos fixas nesse modelo que não olhamos ao redor. Sim, porque sequer consideramos que há grandes bailarinas bem distantes desse padrão. Vemos e não enxergamos.

Selecionei várias bailarinas de diferentes tipos físicos. Eu fiz essa seleção por dois motivos: para vocês prestarem atenção em outros tipos e questionarem esse assunto com propriedade. Sei que muitos defenderão a bailarina-alta-e-muito-magra e dirão que só assim é possível dançar bem. Quem disser isso, eu saberei que passou batido por esta lista.

• Adeline Pastor: biografia e vídeo
• Agnès Letestu: biografia e vídeo
• Alina Cojocaru: biografia e vídeo
• Ashley Bouder: biografia e vídeo
• Carla Körbes: biografia e vídeo
• Darcey Bussell: biografia e vídeo
• Diana Vishneva: biografia e vídeo
• Evgenia Obraztsova: biografia e vídeo
• Jenifer Ringer: biografia e vídeo
• Kathryn Morgan: biografia e vídeo
• Lauren Anderson: biografia e vídeo
• Maria Alexandrova: biografia e vídeo
• Maria Kochetkova: biografia e vídeo
• Marie-Agnès Gillot: biografia e vídeo
• Misty Copeland: biografia e vídeo
• Myriam Ould-Braham: biografia e vídeo
• Natalia Osipova: biografia e vídeo
• Olesya Novikova: biografia e vídeo
• Paloma Herrera: biografia e vídeo
• Sara Mearns: biografia e vídeo
• Tamara Rojo: biografia e vídeo
• Xiomara Reyes: biografia e vídeo

Altas, baixas, medianas, curvilíneas, longilíneas, com coxas grossas ou tronco mais largo. Todas lindas e artistas de primeira grandeza. Porque se somos mulheres de tipos diferentes, o ballet também deve ser.

*

Fontes:
O texto “Dancers Dream”, de Andrew Greenwood. Para ler, aqui.
O vídeo “Ballet & Body Type”, com Misty Copeland. Para assistir, aqui.

26 comentários sobre “Existe um tipo físico ideal?

  1. oi, eu gostei muito do seu post. eu gosto muito de balé meu sonho é poder aprender e msm que vc tenha dito que n exista um tipo certo de corpo para a dança eu fico receosa pq tenho quinze anos fiz nataçao durante um tempo e meus ombros ficaram meio largos sem falar que digamos que eu tenha um corpo um pouco bruto kk, isso seria prejudicial se eu começasse a fazer aulas? ficaria muito estranho na hora de dançar?

    1. Érika, fique tranquilo, não ficaria nada estranho na hora de dançar. Pesquise sobre a Adeline Pastor, ela tem um corpo semelhante ao seu, e também sobre a Natalia Osipova, ela tem um jeito mais vigoroso de dançar (um pouco mais bruto, por assim dizer, hehehe). Quem sabe as duas inspirem você! Grande beijo.

  2. Ola, adoramos seu blog!! estava pesquisando pois minha filha fará dia 21/10 a seleção do Bolshoi Brasil, e estou pesquisando muito, pois a primeira eliminatória é justamente essa do corpo, o que é triste tbm pq desclassifica mts crianças realmente boas… Bem minha filha dança desde pequena mas o corpo dela nao é magrinho, é mais definido.. Infelizmente nao tenho como leva-la a um nutricionista pois é $$ kkk e as vezes pecamos na hora de alimentar nossos filhos.. estou a procura de algo para isso, nao para emagrecer, mas para ela estar bem disposta pois faltam 40 dias e realmente é bem dificil montar uma nutrição que nao deixe ela tonta ou passe mal nos treinos…

  3. eu fico triste pois não tenho quase nenhum colo de pé e nem tenho a altura perfeita . minha medica disse que eu só terei 1.55 de altura ; Minha sorte é que eu tenho muita perna e sou magra e tenho flexibilidade . Eu pretendo fazer a audição do Bolshoi este ano , e não sei se eles vai me aceitar por causa da minha altura
    Você acha que eu tento ou não ?

    1. Giovanna, a bailarina Adeline Pastor quase não tem colo de pé e a Evgenia Obraztsova, primeira-bailarina do Bolshoi, tem a sua altura. Se você tem muita perna, é magra, tem flexibilidade, não há motivos para desistir por causa da sua altura. Aliás, as audições já aconteceram, não é? E como foi o resultado, você passou? Grande beijo!

  4. Nossa, que blog maravilhoso! Menina, você me conforto muito nos últimos 3 dias e nem sabe, porque eu estava querendo fazer ballet, mas tinha dúvidas e alguns medos ( tipo aquela coisa do pé de bailarina ser feio).
    Bom, estou comentando porque hoje vou me matricular e começar a dançar. Tem alguma dica especial para mim? ^^

    1. Kézia, que excelente notícia! Já se matriculou? As aulas começaram? A dica especial é: tenha paciência. O ballet é difícil, é preciso tempo e dedicação, mas uma vez bailarina, é para sempre. Bem-vinda ao clube! Imenso beijo.

  5. eu nao entendo uma coisa … eu sou magra nao mt alta mais sou magra , e tem pessoas que caçoa de mim por ter esse tipo de corpo , mais vendo oque vc escreveu , meu corpo e considerado ideal para dançar ballet falo isso pq eu nao consigo ganhar massa muscular e tenho pernas e braços magros , mais oque eu n entendo oque é correto ?? eu danço ballet , e expresso os meus sentimentos na coreografia e a minha professora fala que fica lindo cada vez q eu coloco a sapatilha , mais eu ainda nao sei oque e correto , tipo de corpo e etc …

    1. Ester, como bem disse no post, não existe um “correto”, mas pelo que você me contou, existe um grande erro: as pessoas caçoarem de você. Se isso acontece na sua escola, o que sua professora faz a esse respeito? Importante é o seu desenvolvimento como bailarina, não o que as pessoas dizem de você. Grande beijo.

  6. É difícil tá em um físico perfeito.Muitas das bailarinas da minha escola tem mais chance de serem mandadas para uma via se tiverem um físico bom (braços e pernas longas)eu não tenho esse tipo de físico,tenho 16 anos com coxas grossas e braços pequenos mas acredito que tenho muita experiência no ballet pois comecei desde de muito pequena.É chato ver que as meninas “fisicudas” tem 90% de chance de entrarem numa cia enquanto eu…..nem se fale .Treino muito e meu sonho é entrar Numa cia antes do 18,mas acho difícil. Sera que ainda tenho chance ?

    1. Isabelle, você tem chances sim, e quanto mais talentosa e tecnicamente boa você for, mais chances terá; pesquise por companhias que aceitam outros tipos físicos além do considerado padrão. Grande beijo.

  7. Cássia, eu tenho 15 anos, nunca pratiquei ballet, mas sempre foi um sonho meu. Eu tenho 1,71 de altura, dizem por aí que as altas dançam de jeito desengonçado, tenho medo disso e das outras alunas caçoarem. O que você acha?

    1. Tayná, algumas das bailarinas mais importantes da história da dança (Darcey Bussell e Sylvie Guillem, por exemplo) são mais altas do que você. Se alguém caçoar de você, além de não te respeitar, não entende nada de ballet. O dançar desajeitado não depende da altura, pode ficar tranquila. Faça as suas aulas e use a sua altura a seu favor. =) Grande beijo.

  8. O pior é que é uma ditadura mesmo. Quando eu disse que ia começar a fazer balé, eu bem me lembro. Alguns amigos diziam que eu era muito velha e outros diziam que eu não tinha corpo de bailarina. Está no imaginário das pessoas, mas tem que mudar, com certeza.

  9. Oi, eu amo seu blog, amo como você escreve e sobre os temas que escreve! Parabéns!
    Eu sou do tipo que ama a magreza, invejo uma amiga que tem o tipo físico “ectomorfo” e sei o quanto isso é doentio. Mas eu nunca tinha me preocupado com o meu corpo até entrar no ballet. A pressão é quase absurda e nem sempre vem dos professores, vem das colegas de turma que você ouve fofocando. “nossa, olha como tal menina esta gorda” e você acaba se olhando no espelho todos os dias pra tentar achar uma gordurinha a mais, porque não quer ser o assunto da fofoca. Mas eu sei que tenho que parar e estou fazendo um esforço enorme. Não posso reclamar, meu tipo físico é o “mesomorfo”, mas estou sempre desejando emagrecer mais e mais.
    Enfim, gostei muito do texto, me ajudou bastante e eu continuo na luta pra parar de desejar tão ardentemente a magreza!

  10. Nossa, Cássia! Você tem uma mente muito aberta para escrever um post assim, parabéns!
    Não sou de comentar, mas dessa vez é preciso!
    Eu comecei a fazer ballet com uns 9 ou 10 anos, naquela época eu era fã da Svetlana, quando eu vi ela em La Bayadere, nossa! Tomei horror daquele repertorio em apenas uns 3 segundos, vi o quando ela era magra e inexpressiva, acabei passando uns bons anos sem aproveitar e me deslumbrar com a beleza desse repertório. Nos espetáculos da vida assistidos pelas coxias, eu vi Satiago Gil e Bruna Gaglianone (era Diana e Acteon), quando vi Satiago fiquei apaixonada! Sabem o porque? Ele simplesmente dançava, tipo, dançava! Não consigo descrever, como se a técnica estivesse vindo de dentro para fora, ele não precisava fazer alguns movimentos legais, do estilo “tem que ser profissional para fazer isso”, mas era um conjunto, por isso era bonito e não só por um movimento cheio de técnica ! Há alguns meses, eu vi uma bailarina japonesa chamada Naomi dançando a variação de Gamzatti, e eu fiquei tipo “COMO ASSIM EU NÃO TINHA VISTO ISSO, EU TAVA FOCADO EM APENAS UMA PESSOA, EM APENAS UM PADRÃO”, pronto! Naomi é linda, tem a minha idade e samba na minha cara e o que lhe faz bela, não é uma perna em x e nem uma super flexibilidade, mas todo um conjunto! Passeando pelas pages, blogs e forúns da vida, saquei uma coisa: Hoje em dia, até mesmo o bailarino se desvaloriza!. Porque quando veem uma foto de uma mulher com o nariz no pé e a outra perna alcançando o teto é LINDO MARAVILHO E ELA É SUPER TALENTOSA, tipo então, por uma foto eles já viram ela encarnando sei lá, a Seung Won Shin! (Seung Won Shin é uma das minhas preferidas hoje em dia, é difícil achar coisas sobre ela, mas ela é fantástica). Enfim, seria tão bom que as bailarinas deste mundo compreende-sem, que ter um super colo de pé daqueles da Sve ou da Alessandra, uma flexibilidade esplendorosa da Alina, a força da Cecilia ou en dehors da Isabelle Ciaravola, não adianta de nada se não tiverem uma beleza que vem de dentro da alma, que mostra a paixão pela dança e que encanta os olhos de quem ver. Atualmente a maior parte das bailarinas jovens que ainda estão iniciando seus caminhos, parecem robozinhos, porque têm técnica até pra piscar e ainda não sabe de coisas tão legais como que a técnica nós aprendemos e arte é algo que temos dentro de nós e é este o brilho de uma bailarina.

    Abraços.

  11. Escrevi uma resposta enorme aqui, mas deu pau na tela e perdi tudo, acredita?

    Enfim, o que eu ia dizer era que esse é um dos posts mais importantes do blog. Eu falei também do absurdo de algumas exigências que pra mim soam completamente extremistas, e até mesmo perigosas pois acabam acobertando coisas sérias como racismo (por que é tão raro ver bailarina negra no ballet clássico? Inclusive no corpo de baile?). Também falei de como acho que a Alina Somova é horrível (desculpem fãs, mas pra mim ela não tem expressividade, nem musicalidade e uma técnica porca, ofuscada por uma hiperflexibilidade que todo mundo adora). Falei do meu amor pela Misty Coppeland (:) ) e em como eu queria que ela fosse primeira bailarina e dançassem um Lago dos Cines da vida ou mesmo um A Bela Adormecida (imagina que coisa maravilhosa!). E falei também de como acho a seleção da Vaganova uma coisa humilhante e horrível que deveria ser varrida do ballet clássico de uma vez por todas.

    Infelizmente, muita gente ainda tenta justificar o corpo do bailarino “ideal” pela exigência técnica, mas isso não faz o menor sentido. Todos os corpos podem aprender a técnica clássica. Nem todos vão se tornar grandes bailarinos, mas a ideia é que um grande bailarino possa sair de qualquer lugar.

    Resumido do originalmente imenso, mas é isso.

    1. Melissa, eu olho torto pro Vaganova desde que vi as seleções também. E a Alina Somova é simplesmente uó! E a Misty é uma lindona! Ela dança a morte do cisne, já viu? hehe
      Concordo muito com você! ^-^

      ah, e eu ri muito no que a Laryssa disse: “tem técnica até pra piscar!” porque é isso mesmo. Não vejo graça nenhuuuma nelas, enquanto o pessoal da minha sala quase beija o chão. tsc.

      Beijo.

    2. Muito horrível aquela seleção da Vaganova. Eles tratam as crianças como um pedaço de carne. Esticam daqui, esticam de lá. Vêem se seus rostinhos são bem angelicais, pois até o rosto eles reparam bem. E se for bom o suficiente para o nome “Vaganova”, eles passam. E como eles tratam aquelas crianças no decorrer das aulas? Já assisti a cada documentário que dá vontade de chorar. Que falta de amor.

  12. tô aqui lendo e concordando com tudinho! :D
    Quando eu vi o nome da Ashley Bouder, lembrei na hora da edição horrorosa da foto dela, pra deixá-la mais magra. É triste. Mas é bom perceber que isso está mudando. Aos pouquinhos, sim, mas está!

    beeeijo

  13. Eu amei muito o post Cássia e acredito que há uma visão distorcida do ballet de valorizar aquele objetivo impossível (magreza e extrema flexibilidade), sendo que as próprias pessoas que pensam assim muitas vezes nem são tão fisicamente boas e criticam os outros como não sendo ideais!! Senti falta de você falando da Aurelie Dupont, porque acho ela um exemplo de que vc não precisa ser extremamente flexível para encantar e ser referência!! Beijos!!!

  14. Amei o texto, Cássia! E é engraçado, me cobro, quero sempre perder peso (e, admito, não movo um dedo pra isso! Continuo comendo igualzinho sempre comi!) mas não consigo fazer isso com outras bailarinas, profissionais ou não! Sempre acho que estão todas lindas, e sempre digo que tipo físico não importa, mas em mim continuo encontrando defeitos!

    Quando você colocou o vídeo para assistirmos, pensei “aposto que a Cássia vai falar do corpo dela… mas pq? Ela é tão magrinha!”. Viu como são as coisas? Cada um só vê o defeito que quer ver, e eu não consigo achar que uma bailarina profissional seja gorda. Seu texto é muito explicativo para quem tem esses preconceitos bestas, e tem inclusive um professor no meu estúdio que deveria lê-lo…

    Um beijo!

  15. Ótima Matéria, adorei, e é isso mesmo, hj em dia não tem um padrão de bailarina, tem aquelas que amam o ballet e se esforçam pra transmitir emoção através de sua dança,eu tenho alunas de todos os tipos, e nem sempre aquela q é mais magra é melhor.
    Eu tenho muita raiva de ser magrinha, as pessoas olham pra mim e dizem:Essa é bailarina, olha a cintura dela”, o engraçado q todas as minhas professoras eram gordinhas, e como eu queria ter uns 10 kg a mais.
    Isso prova que nem toda bailarina é magra,e não existe um tipo físico pra dançar ballet, o ballet foi feito pra todos que queiram aprender essa linda arte.
    Pra mim bailarina mesmo, é aquela que me tira do chão, que me faz sonhar e sentir que a vida é bela, seja ela, magra, gorda, feia, bonita ……………etc…

  16. A quantidade de pessoas que precisam ler esse post é imensa <3 É muito bom saber – e ver – que mudanças estão acontecendo, mesmo que muita coisa ainda tenha que mudar, começando pela mentalidade das pessoas que vivem o ballet clássico de alguma forma :)))

  17. Quase tive um treco enquanto lia seu texto, pensando: “Precisa citar a Misty Copeland, precisa citá-la, precisa, vamos lá Cássia”, rsrsrs.
    E claro que para meu deleite ela estava lá, tanto na lista de bailarinas, quanto nas fontes de inspiração.
    Fica aqui todo meu apreço por ela, que é “bem” fora desse esteriótipo de bailarina de caixinha de música.
    Morena jambo, músculos fortes, coxas grossas e seios fartos e ainda sim, parece uma pluma dançando no vento.
    Tenho ela como minha maior inspiração.
    O Ballet é para quem ama o ballet, essa deveria ser a única restrição para dançá-lo.
    Bjs

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