Bom Dia SP: o poder transformador da dança

Na semana passada, o telejornal Bom Dia SP fez uma série de reportagens sobre o poder transformador da dança. Gostei bastante, por vários motivos: primeiro, fugiram do senso comum sobre a dança. Segundo, eles abordaram três públicos que geralmente ficam de fora: as mulheres adultas, os homens e os deficientes. Ou seja, eles mostraram que a dança, em especial o ballet clássico, é para todo mundo.

Mulheres descobrem o prazer de dançar depois de adultas.
Para assistir, aqui.

Para mim, o mais importante foi mostrar tantas adultas em uma aula tradicional de ballet. Só porque cresceram não podem realizar isso? De maneira alguma. Depois, não me incomodei com a aula de ginástica e a fusão dos passos de ballet e movimentos de pilates. Se há tantas pessoas que procuram isso como condicionamento físico, que assim seja. Sim, já critiquei essa postura, mas agora vejo como prepotência da minha parte, cada qual faça ou utilize a dança como quiser. E antes que fiquem bravas com “isso não é aula de ballet!”, nós sabemos. Ou alguém aqui faz aula usando pesos e bolas? Não. Então, nada de estresse. E quem acompanha o blog Vídeos de Ballet Clássico? A autora aparece no começo da matéria, a Juliana Mel.

Homens vencem o preconceito e dançam balé.
Para assistir, aqui.

Se alguma vez fizeram uma matéria sobre homens no ballet de maneira tão abrangente, eu não vi. Essa foi a melhor. Mostraram meninos, homens, adolescentes, profissionais, estudantes. Falaram sobre o preconceito, as barreiras, a vontade de dançar, a profissionalização. Não só, eles foram dançar no centro de São Paulo, que sensacional! No começo da reportagem, um dos meninos, o Murilo, contou que pediu à mãe para fazer ballet e ela respondeu: “Tudo bem”. Palmas para essa mãe, por favor!

Deficientes visuais superam limites e redescobrem a vida pela dança.
Para assistir, aqui.

A Cia. Ballet de Cegos está se tornando cada vez mais conhecida. É lindo ver toda essa estrutura profissional acontecer. Enquanto tanta gente se gaba por se apresentar no próprio bairro, lá estão essas lindas bailarinas apresentado um repertório completo no Teatro São Pedro, um dos mais bonitos e renomados de São Paulo. Eu sempre me perguntei como era o esquema para a apresentação acontecer e a matéria mostra como tudo funciona. E as crianças com outras deficiências que também dançam ballet? É de chorar de lindo. Além disso, mostraram uma bailarina e professora de dança do ventre com um mero detalhe que nem sempre percebemos no começo. Minha mãe, por exemplo, diz que só percebeu depois.

O Bom Dia SP está de parabéns! Como é bom ver a dança tratada de maneira abrangente e sem os clichês todos que vemos por aí.

Bônus: Na mesma semana, a Rede Globo surpreendeu novamente. No The Voice Brasil, durante a apresentação da candidata Ellen Oléria, há uma bailarina no palco. Para ver, aqui. Bailarina de verdade, dançando de verdade, nada de uma pessoa enfeitada de tutu. Gostei de ver.

Quando vejo o ballet clássico sendo tratado sob outros pontos de vista, e de maneira tão bem-feita, eu ganho o dia.

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3 comentários sobre “Bom Dia SP: o poder transformador da dança

  1. Muito legal seu blog… Adorei as reportagens. Meu filho de 5 anos começou a fazer ballet este ano e as pessoas sempre me perguntam: “Mas por que vc o colocou no ballet?”. Eu sempre respondo que ele queria fazer dança e a dança que eu achei que seria melhor para a idade dele era o ballet. O levei a uma aula para ver se ele gostava e ele gostou, se enturmou com as meninas e começou a brincar e a dançar. Na apresentação de final de ano ele foi o “partner” de uma das meninas e a segurou pela cintura enquanto ela girava. Fiquei toda boba… O único problema que estamos enfrentando são algumas pessoas da família que não aceitam… Mas vou tentar mantê-lo afastado de qualquer forma de preconceito para que ele também não desenvolva nenhum tipo de preconceito.

  2. Maravilhosas as reportagens! É mesmo muito bom quando falam de dança do jeito certo, quebrar os preconceitos ao invés de estimulá-los. Achei o máximo os rapazes dançando na rua e pedirem a opinião dos passantes. E sou fã daquela professora de dança do ventre, muito diva.

    Beijos!

  3. Essa série de matérias foi realmente linda!!!! Só achei que por ser uma série, todas as matérias deveriam ter, mais ou menos, o mesmo tempo de duração; A primeira foi mais curta que as duas seguintes… Mas valeu pela mensagem: todo mundo pode dançar, independente da idade, sexo ou condição física!!!!
    Realmente adorei!!!!

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