Palavras de uma étoile

“Eu não tenho mais nenhum complexo ou coisas que você tem quando é jovem. E talvez seja quase egoísta porque se as pessoas não gostam de mim em Giselle ou Bolero, eu não me importo. É algo do tipo, tudo bem, sinto muito se você não gosta de mim, eu realmente sinto muito, mas eu não vou mudar, é dessa maneira que eu quero fazer e farei novamente. […] Eu não quero perder tempo pensando, eu não sou boa o suficiente, eu não sou bonita o suficiente e minha dança não é boa o suficiente. Eu só quero dançar. Eu quero tentar de tudo no palco. Eu não quero perder tempo.”

Aurélie Dupont, em entrevista concedida ao Time Out New York, 10 jul. 2012.

Esse pensamento não vale apenas para uma bailarina do seu patamar, mas para quem sabe que não precisa provar nada para ninguém.

A entrevista completa, em inglês, aqui.
A entrevista completa, traduzida em português no Google Translate, aqui.

Fonte: Pointe, Facebook.

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10 comentários sobre “Palavras de uma étoile

  1. Também não perderia tempo me oprimindo com a opinião dos outros, mas eu as analisaria para ver como posso melhorar, sim. Ela dança para si, não para o público. Muitas que fazem isso arrancam lágrimas da platéia, mas se Aurélie não consegue, é porquê tem bastante o que melhorar. Eu acho que ela pode transformar o orgulho que tem ao dançar para si própria em algo que também se estenda aos que vão assisti-la.

  2. Oi Cássia,
    Gostaria da sua opinião…

    Mudei de escola onde fazia Ballet para adultos, e percebi uma diferença considerável… no que tange as técnicas.

    Ou seja onde eu fazia minha professora era bem rígida, nas posturas em cada passo e o tempo todo nos alertando e analisando os nossos movimentos durante a aula.
    Agora nesta nova escola a professora deixa a gente mais solta, e cada uma desenvolvendo no seu tempo a seu modo, fiquei bem perdida e insegura pois a todo momento fiquei em duvida se estava fazendo tudo certinho….
    Pois bem para uma turma de adultos iniciantes qual das posturas na sua opinião é a mais apropriada para as aulas?

    Muito Obrigado

    1. Andressa, na verdade, a diferença entre essas professoras é didática e não técnica. Ambas estão corretas, o que muda é qual você prefere. Há quem goste de ser corrigida a cada respiração, há quem goste de aprender aos poucos. O fato de uma professora ser muito rígida não significa que ela esteja corrigindo exatamente o que deve ser corrigido, pois ela pode estar exigindo determinado nível que você ainda não pode dar. O fato de uma professora não cobrar tanto não significa que você está acertando o tempo todo, ela pode esperar para ver o seu desenvolvimento e só então intervir. O que você prefere? Eu já tive professores das duas maneiras e prefiro bem mais a segunda. Ser corrigida a toda hora sem que haja tempo para eu assimilar o que aprendi não funciona. Só fique atenta a uma coisa: a professora deve corrigir você em algum momento, mesmo sendo mais solta. O erro reside na professora que não comenta nunca! Aí sim, desconfie.

      Grande beijo.

  3. “A dança é tão artístico, e se você não vê fragilidade do dançarino um pouco, não é interessante. Com a técnica, há sempre alguém no mundo da dança que pode fazer mais piruetas do que você e saltar mais alto do que você. Para mim, isso não é dança. E eu queria ser atriz. Eu queria dançar histórias de amor, e eu queria chorar e eu queria rir no palco. E se você é tecnicamente perfeita, você não tem esses papéis, você não consegue dançá-los.”

    *-*

    Não que a técnica não seja importante, mas tenho um pouco de preguiça dos bailarinos que a colocam acima de tudo. Tem que dançar o amor, a vida, a dor e não simplesmente executar passos perfeitamente. Bailarinos que pensam assim me ganham, definitivamente.

    E acho que ela tá totalmente certa no ponto que você destacou. Diva.

    Beijos

    1. Isabela, pelo pouco que eu sei, os segundos solistas são os suplentes dos primeiros solistas. Caso os primeiros se machuquem ou haja algum outro imprevisto, os segundos assumem o posto.

      Grande beijo.

  4. Eu não me encantei pela entrevista, realmente não me comoveu. Não sei como é a vida dela, mas pela entrevista parece ter tido muita sorte e talento desde cedo, e daqui a pouco quando se aposentar vai parar de dançar pq tem preguiça? Nossa eu achei isso estranho. Acho que as facilidades que ela revelou não tiram nem um pouco seu mérito, mas para mim pessoalmente, que nunca li nada sobre ela antes, essa entrevista mostrou uma Aurelie muito pouco inspiradora. Se alguém quiser falar outras coisas boas dela, vou adorar ouvir. Eu me sinto muito inspirada pela Uliana Lopatkina, que saiu de casa sozinha muito nova para dançar ballet, era gordinha, não tinha desde cedo o perfil de primeira bailarina e ainda por cima parou dois anos e voltou a ser primeira bailarina de novo.

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