Bolshoi Brasil: processo seletivo 2012

Estão abertas as inscrições para o processo seletivo do Bolshoi Brasil.

De acordo com o site, “os candidatos inscritos e pré-indicados nessa audição passam por um exame realizado por profissionais de saúde e por professores de dança nos dias 28, 29 e 30 de outubro deste ano, na sede da Escola Bolshoi em Joinville/SC.”

“Para essa seleção que acontece em outubro, os candidatos com até 11 anos de idade não precisam ter conhecimento em dança.”

Para ler o edital, sua retificação e fazer a sua inscrição, aqui.
Para mais informações: (47) 3422-4070 ou secretaria@escolabolshoi.com.br

Querem ter uma ideia de como é a seleção? O primeiro vídeo mostra a etapa médico-fisioterápica, o segundo, a etapa artística.

Boa sorte! E quem passar, depois venha contar a novidade.

Anúncios

32 comentários sobre “Bolshoi Brasil: processo seletivo 2012

  1. Sou o fabiano tenho 13 anos e irei fazer o teste para o bolshoi en 2014 . Estou muito nervoso e tenho grandes chances de passar fiz dança contemporâneo por 6 anos e ballet por 3 anos nao é o tenpo que vai definir se irei passar ou nao é a minha dedicação e estou me dedicando

  2. Oii, eu sou Isabella, tenho 13 anos, e eu também sou bailarina. Ballet pra mim é hobby, amor, vida, dedicação, futuro, tudo. Eu quero fazer isso da minha vida e estou mais do que certa disso, não tenho dúvidas. Queria muito fazer parte do bolshoi brasil, mas pelo que eu vi nos testes, o que conta muito é o seu tipo físico, o que me deixou bastante preocupada. Porque eu sou magra, mas minhas pernas não são tão finas, por isso me dizem que eu tenho “mais ou menos” o fisico de bailarina. O que dificulta, fechar numa quinta pra mim é dificil, mas não tem problema. Mas será que eu teria chances se fizesse o teste? Minha mãe disse que daria apoio. Ah, e o blog está de parabéns.

  3. pois é,eu comecei o balé aos 12, mas agora aos 15 que treino pra valer,mas não perco a esperança de um dia conseguir chegar ao meu objetivo de ser uma bailarina profissional e quem sabe fazer parte de uma companhia de balé famosa ; )

  4. Olá!
    Achei bem legal as discussões dessa página, de fato, todo mundo tem um pouco de tristeza se pensar que poderia ter começado antes, a talvez chegado mais longe. Não apenas no balé, mas em tantas áreas (violino eu também queria ter aprendido!). Por outro lado, isso não vem apenas da falta de opções quando somos crianças ou adolescentes, mas da visão da sociedade de que há uma idade limite para fazer certas coisas, especialmente coisas que envolvam arte… Como se começar balé com 30 ou 40 anos, querer fazer os 8 anos e ter a formação completa, fosse menos valioso ou admirável que fazer isso com menos idade. Em cursos universitários nota-se a mesma coisa, quanto falam de uma pessoa que resolve fazer um curso diferente após muito tempo trabalhando em outra área… Eu, por exemplo, quero fazer biologia na faculdade, mas tenho vontade de fazer artes visuais bem mais tarde, mesmo não tendo muito talento. Simplesmente é algo que adoro também, e porque eu deveria colocar minha vida toda em um curso, e excluir totalmente outras coisas que também me completam? Como se com o tempo você não pudesse fazer mais nada além do comum, e todas as coisas diferentes estivessem destinadas apenas para quando somos bem jovens…
    Mas de certa maneira, fico pensando que há o lado positivo de fazer essas coisas mais tarde. A gente acaba tendo mais segurança do que quer. Eu sempre gostei de balé, mas de criança achava que era só para as meninas ricas e populares, e parei de dançar em casa porque meu irmão ria de mim. Hoje acho que não ligaria tanto para o que dizem (apesar que todo mundo tem suas fossas). Mas ninguém aqui está tão velho assim, haha
    Quanto ao Bolshoi, não vamos ficar tristes se não podemos participar, mas admirar quem está lá e continuar construindo nosso caminho do nosso jeito, e o melhor possível ;)

  5. Puxa!Quando eu penso que eu poderia ter tido a possibilidade de ter feito tanta coisa e não tive,porque a maioria das escolas não estão nem aí pro aluno e não oferecem a possibilidade de descobrir talendos e vocações,me deixa um tanto chateada.Durante a minha infância e adolescência não tive um projeto social ou da própria escola que me iniciasse em alguma coisa como música,teatro,esportes e até o ballet que eu amo.Agora que sou adulta me sinto um pouco frustrada por não ter tido a chance de nada na minha vida.Sei que estou parecendo um tanto drámatica,mas é o que eu sinto.Quando vejo meninas com 15,16 já se profissionalizando no ballet e seguindo uma carreira e muitas vezes nós com 25,30 sem saber o que queremos de verdade pra nossa vida,porque,não nos deram oportunidade de escolha quando éramos mais novos.Dá a impressão que só os mais jovens têm oportunidades na vida,porque a maioria de cursos e projetos socias,só são destinados a certas faixas etárias e os adultos sempre são excluídos.

    1. oie, gostaria de sabe como funciona as aulas
      e se o teste nas pontas é muito difícil, tenho 13 anos e gostaria de tentar ano que vem mas tenho pouco tempo de pontas

  6. Sim, Isabelle! Concordo com você. Eu também venho de escola pública e sei muito bem como a educação funciona nesse sistema. É bastante frustrante quando refletimos sobre o assunto. É uma bola de neve, pois os alunos que estamos formando agora nessas escolas serão os pais dos futuros estudantes e passarão a eles muito daquilo que vivenciaram do ensino. Na escola, nós não somos apresentados a modalidades esportivas, gêneros musicais, teoria musical, teatro, dança, artes plásticas, enfim a arte em geral, nem mesmo à construção das relações inter-pessoais que essas atividades proporcionam! Isso é um desastre. E não facilita muito iniciar os adolescentes nessas atividades da maneira totalmente descolada da realidade deles, como vemos fazerem várias instituições, até mesmo essas de cunho socio-responsável. Imagine como é ensinar ballet para uma adolescente que a vida toda só aprendeu a dançar funk! Até jazz fica difícil de ser trabalhado num corpo que só sabe executar movimentos desordenados e embalados por uma música repetitiva e com temáticas tão estritas como o funk. Você tem razão quando diz “Não creio que milagrosamente a mente vá abrir-se e tudo vai entrar…” porque realmente não é dessa forma que se dá a construção da educação e do conhecimento. Era essa a discussão que estava na minha cabeça também.
    Quanto a eles( alunos-Crianças)não quererem entrar nesse esquema da escola que você trabalha, achei um absurdo de erro pedagógico subordinar uma atividade esportiva ou artística ao rendimento escolar. São coisas que precisam andar juntas, elas fazem parte do desenvolvimento de uma pessoa na mesma medida, e sinceramente: se o meu rendimento em matemática determinasse a possibilidade de eu fazer ballet, aí sim eu seria um projeto frustrado de bailarina! Aliás, eu seria um projeto frustrado de ser-humano se essa filosofia fosse estendida a tudo. Mas mesmo assim, nenhuma das partes podem ser rejeitadas na vida de alguém, sejam as matérias obrigatórias ou as extras. No meu ideal de ensino, conhecimento intelectual, esporte e arte andam todos no mesmo ritmo se quisermos formar pessoas mais humanizadas e conscientes.

    Eu assim como você, não vi essas coisas na infância e adolescência dentro do meio escolar, mas também acho que essa falta não nos tornou invariavelmente deficientes. Ainda temos a escolha. E temos também a responsabilidade inegável de democratizar o alcance desse debate para que seja possível quebrar esses alicerces frágeis da nossa sociedade.

  7. Sobre o que a Kika disse “eu acho que existem muitas razões para esse processo de apresentação à possibilidades não terem acontecido com agente, dentre elas razões sociais, econômicas, familiares e culturais.”

    Eu como trabalho na Educação, vejo, que se houvesse realmente um empenho do governo em apresentar ao nosso jovens, um leque de possibilidades, seria melhor… eu tive alunas que não sabiam o que era certos tipos de dança além do “funk”, o ballet, forró são alguns deles…

    Kika, o que os pais vão passar para os filhos, se eles mesmos não tiveram nenhuma perspectiva para eles?

    Não creio que milagrosamente a mente vá abrir-se e tudo vai entrar…

    Estudei em escola pública e me questiono, pq nunca teve nem um projeto de capoeira na minha escola, onde trabalho tem capoeira, futebol, Muay Thai, ballet, teatro, e akelas músicas da época de corte…(esqueci o nome)

    Mas me diga, qual criança que quer? Nem pro Futebol, pq tem que manter boas notas…

    Infelizmente queria ter visto todas essas possibilidades mas minha vida foi diferente, agora o que nos resta, é tentar ser o melhor, e acreditar que seremos amanhã, melhores do que hoje! O pior naufrágio, ainda é akele que não saiu do caz…

    Carol Rodrigues: Se sua amiga não conseguiu, é pq não a avaliaram como uma possível candidata, mas ninguém ainda avaliou você, portanto não tem como saber sem IR! Não viva seja piolho (andando pela cabeça dos outros)
    O seu potencial é diferente do da sua amiga, da sua irmã gêmea! Vá a luta!!!!

  8. AH, e esqueci de dizer que eu acho que existem muitas razões para esse processo de apresentação à possibilidades não terem acontecido com agente, dentre elas razões sociais, econômicas, familiares e culturais.

  9. Pois é, Juhjuh, o Bolshoi não é mais para nós, mas desde que a Cássia fez esse post eu venho refletindo sobre todos as outras coisas que são para nós agora que somos mais velhas, porém mais maduras. Eu olhei bem pra minha vida até então e percebi que nunca serei a primeira bailarina de uma grande companhia como essa, mas serei bailarina de qualquer jeito e existem outras maneiras de fazer o meu talento ser reconhecido que não são de forma alguma inferiores. Algumas das meninas que estão entrando para o Bolshoi provavelmente serão grandes bailarinas, outras não! Pegando o meu exemplo, elas também provavelmente não serão bailarinas, historiadoras e violinistas ( sim, eu toco violino há 4 anos), tudo junto e ao mesmo tempo. Minha mãe me contou que lembra da primeira vez que eu disse que queria um violino: aos 6 anos, depois de assistir a algum desenho com violinos. Eu também assisti a desenhos com ballet, mas por algum motivo naquela época não me despertou o mesmo interesse. Nunca saberemos porquê. Onde eu quero chegar com isso tudo, é que de qualquer jeito acho positivo e saudável que sejamos apresentados ao maior horizonte alcançável de possibilidades quando bem jovens para podermos fazer essa experimentação. Mas se não fomos, existem infinitas possibilidades de nos sentirmos completas fazendo essas mesmas coisas. Agora eu sei que faço todas as coisas importantes pra mim. E a minha mãe também se orgulha da primeira vez que eu disse que queria fazer História: aos 12. E de primeira em que disse que queria um par de sapatilhas: aos 20. A lição que eu tirei foi que TUDO ISSO É PRA MIM.

  10. todos os dias me questiono sobre isso que a Kika falou também…
    oportunidades, noções…só agora com 23 eu enxerguei o que realmente queria, pra uns ainda tá cedo, pra mim já ta tarde! se eu pudesse voltar no tempo faria tudo diferente, pq hoje sinto amargo quando vejo meus encurtamentos e dificuldades durante as aulas e fico pensando que nunca chegarei lá…:(
    mas acho que devemos transformar os sonhos impossíveis em possíveis, como a Cássia já disse… Bolshoi entre outros não é mais para nós, mas se o sonho é dançar temos que nos permitir abrir outras portas, pq elas existem!

  11. Ainda tenho idade para participar, mas não é esse meu objetivo. Pretendo me formar como bailarina clássica, mas não trabalhar em uma grande companhia, exige uma entrega muito grande, e eu tenho outras metas. Isso não quer dizer que eu ame menos o ballet do que uma dessas meninas que tentarão entrar para o Bolshoi.
    Como já foi dito, existem outras formas de se realizar, de acordo com as possibilidades de cada um. Sonhar somente com o que é impossível só gera frustração.
    Toda carreira tem uma série de fatores limitantes, e com o ballet não é diferente.

  12. Exatamente, Cássia. Mas quando eu penso nisso meu questionamento vai mais para o lado do porquê nós não somos apresentados a um leque maior de possibilidades quando jovens? Muitíssimas vezes chegamos aos 25 sem uma noção consistente dos nossos interesses e das habilidades que nem descobrimos. Não vou ficar entrando muito nesse mérito da questão porque seria tema de uma discussão sem fim, mas que dá um amargo em mim não posso negar… rsrsrs.

    1. Kika, excelente questionamento, hein?! É verdade, não tinha pensado nisso, muitas vezes passamos dos 25, 30 anos e não tivemos noção de nossas habilidades, interesses e afins. Em mim, dá uns amargos às vezes também, viu?! Hehehe. Não se sinta só. ;) Mas acho uma discussão válida e vou transformar isso num post qualquer dia, posso?

      Grande beijo.

  13. Estou com a Val.
    “Nunca é tarde para aprendermos algo novo.”Se ficarmos parados nos lamentando do tempo que não volta atrás,ficaremos estagnados e jamais iremos a lugar nenhum.Existe a possibilidade sim como a Cássia disse.
    Eu tenho 41 anos de idade,inicie agora e acredito de verdade que posso me profissionalizar,só que claro,não numa grande compania de ballet,mas com outros meios como a Val falou,nos cursos na faculdade.Encaremos a realidade sem remorso ou dúvida.

    1. Dayenne, exatamente. O mundo é vasto e cheio de possibilidades, mas temos de ter clareza sobre como as coisas funcionam. E gostei muito, especialmente, do final do seu comentário: “Encaremos a realidade sem remorso ou dúvida.”

      Grande beijo.

  14. Eu entendo que muitas pessoas fiquem tristes por não terem mais idade para entrar em uma compania grande como a do Bolshoi e outras,até mesmo eu já fiquei triste,mas é como a Cássia disse,isso não quer dizer que nunca seremos profissionais,pelo contrário,é possível sim,só que com meios diferentes,sem ser os das grandes companias de ballet.
    Existem tantos cursos de dança,têm a faculdade e nunca e tarde para aprendermos algo novo.

  15. Uma amiga uma vez me disse: “se você seguir o conselho de outra pessoa, o máximo que você irá conseguir é chegar exatamente aonde esta pessoa chegou.” Depois disso entendi que não posso jamais desencorajar ninguém a fazer o que ama, porque as pessoas sempre podem surpreender a si mesmas e aos outros. Nada é impossível, apenas trabalhoso.

    1. Paula, há uma diferença entre desencorajar e encarar a realidade. Grandes companhias profissionais de dança ao redor do mundo não contratam bailarinos de 35 anos de idade que começaram a dançar aos 30. Ponto. Ainda sim é possível ser profissional? Claro que é. Mas não no Royal, no Bolshoi ou na Ópera de Paris. Quem não encara os fatos, não consegue alcançar o seu objetivo. É preciso sonhar, mas com os pés no chão.

    1. Kika, o Bolshoi é uma escola de formação, ou seja, um dos seus objetivos é formar bailarinos profissionais. Como fazer isso com candidatos de 20, 30, 40 anos? Eu sou uma das maiores entusiastas do ballet em qualquer idade, mas jamais vocês me verão questionar os limites de idade das escolas de formação, porque entendo que tem de ser assim. Mas nada impede que o Bolshoi dê cursos livres para alunos mais velhos, como acontece em outros lugares. Tomara que um dia isso aconteça. ;)

      Grande beijo.

Os comentários refletem a opinião das leitoras e dos leitores e não correspondem, necessariamente, à opinião da editora do blog.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s