Homens no ballet, parte 1

Falarei sobre o assunto em duas partes. A primeira será apenas para nos fazer repensar algumas coisas. Contarei três situações que realmente aconteceram. Leiam. Pensem. E conversamos para valer no próximo post.

Situação 1

Eu estava no meu segundo semestre de ballet, em 2008. Pela primeira vez, um rapaz faria parte da nossa turma. Ele mal colocou os dois pés na sala de aula e soltou a frase: “Ó, já vou avisando, eu sou homem!”

Situação 2

Dentre tantas informações sobre o blog das quais eu tenho acesso, uma delas refere-se ao sistema de busca. Eu sei, por exemplo, quais termos as pessoas usaram para chegar até aqui. Há menos de um mês, apareceu a frase: “Bailarino brasileiro é gay.”

Situação 3

Ouvi essa história há algum tempo. Aconteceu no vestiário de uma academia. Um rapaz estava se trocando e presenciou a cena. Ao lado, um outro homem também se trocava e estava acompanhado pelo seu filho. O garoto, todo empolgado, contava ao pai sobre o vídeo de ballet que havia assistido. Falava sobre o bailarino e tentava imitar os passos. O pai, cheio de vergonha, fingiu que não ouviu. Quem me contou a história, o rapaz que viu isso acontecer, disse que queria rir. E, aliás, ele riu quando me contou. Eu não ri. Só conseguia imaginar que, naquele instante, um futuro bailarino acabara de morrer.

Infelizmente, nem sempre a vida acontece como nos filmes. E nem todos conseguem ser como Billy Elliot.

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31 comentários sobre “Homens no ballet, parte 1

  1. Meu filho tem três anos, ama música e dança. Na escola em que estuda, os meninos fazem judô e as meninas ballet e ele pediu pra fazer uma aula, mas a escola não estava preparada para ter um menino fazendo ballet e recusaram esse pedido. Minha prima faz ballet e o levei para fazer uma aula experimental. Estavam todos muito contentes com a presença dele, mas senti preconceito de uma criança sobre o fato dele fazer a aula com ela e o avô, ao invés e ensiná-la, apenas pedia para ela parar de falar. Na hora me deu vontade de ir embora… ninguém quer que o filho seja discriminado num lugar onde se espera que esse tipo de coisa não aconteça, mas ele não percebeu e estava feliz por estar lá, resolvi ficar e aguardar a aula começar.
    Pude ficar junto por alguns minutos e senti muito orgulho dele e de mim, por chegarmos até lá… ele estava tão disciplinado, prestando atenção e repetindo os passos que me emocionei… ele olhou pra mim e sussurrou: Mãe, eu estou muito feliz por estar na aula de ballet!
    As duas famílias são muito preconceituosas e essa aula gerou muito falatório e chegaram a dizer que eu me arrependeria (insinuando que o menino se tornaria homossexual). Passado um mês, meu filho diz que não gosta mais de ballet porque é coisa de menina e isso me entristece, pois alguém fez a cabeça dele e eu nem sei quem foi. Aos poucos ele está voltando a assistir Angelina Balerina e percebo seus pés qdo eles dançam no desenho…
    Tenho esperança que com a minha ajuda e do pai, ele vencerá esse preconceito e fará as aulas de ballet.

    1. Renata, é encantador ver o amor do seu filho pelo ballet e dá uma imensa tristeza como todo esse preconceito pode acabar com o bailarino que existe dentro dele. Mas ele tem o apoio mais importante: da mãe e do pai. Já pensou em levá-lo a uma escola pública de dança? Geralmente, essas escolas são ligadas aos teatros municipais da cidade. Como o objetivo dessas escolas é formar bailarinos profissionais, o seu filho será acolhido. Tenha certeza que torcerei muito para ele voltar as aulas de ballet. Se precisar de alguma ajuda, pode contar comigo. Imenso beijo.

  2. Boa Noite pessoal, sou mae de um menino lindo chamado Matheus, de apenas 6 anos e apaixonado por ballet, eu o coloquei e ele amou, a professora ate chorou quando o viu lah, e eu confesso q eu tb, uma postura linda, totalmente delicada e masculina, porem, o pai dele, ficou sabendo, e o reprimiu de tal forma que me fez tirar ele, e ele esta tao cabisbaixo… isso aperta meu coracao, meu filho eh uma crianca mto especial… carinhoso, e ate fez uma namorada no ballet rs…
    me sinto impotente d nao poder fazer e indignada que o preconceito vem d dentro de casa.
    nao sei oque fazer, estou totalmente perdida…
    Penso em baixar alguns videos na internet para podermos fazer algo juntos, quero aprender para poder ensinar a ele, e tenho ctz q meu filho ira calar a boca de mta gente.

  3. Olá a todos! Bom, queria dizer que sou “novo” no universo da dança, faço ballet clássico há um ano e já posso dizer uma coisa com certeza: Eu sou apaixonado pela dança!
    Meu nome é Sérgio Cunha Neto e tenho 18 anos de idade, farei 19 agora no dia 5 de janeiro. Sinto em dizer que sou o UNICO homem na academia de dança em que faço Ballet. Esse ano participei no espetáculo de final de ano da minha academia com o tema “O Quebra-Nozes” e como sou o único homem de lá, tive a grande oportunidade de interpretar o próprio quebra-nozes e o que eu senti quando entrei naquele palco foi algo inimaginável. Algo que não posso dizer em palavras, coisa que nunca senti em toda a minha vida. Já estudei na EPCAr, morei sozinho por dois anos na cidade do Rio de Janeiro e nada do que fiz chegour sequer perto do que eu senti naquela noite. Estou com muita vontade de dar prosseguimento com a dança em minha vida. Mesmo sendo contrário a quase totalidade da minha familia – Com exceção da minha tia e minha madrinha – Mas eu estou achando que estou “velho demais” para seguir com isso. Minha mãe quer que eu faça uma faculdade e me disse que no ballet só é bom quando se vai dançar fora do país. Estou muito indeciso, quero seguir na dança porque eu realmente gosto, mas não sei se estou “velho demais” para fazê-lo. Sei que aqui não é o local certo para isso, mas foi o lugar em que achei a oportunidade de ouvir opiniões de pessoas mais especializadas nisso. Muito obrigado a todos!

    1. Olá, Sérgio, tudo bom? Em primeiro lugar, fique tranquilo: você não está velho demais para dançar. Para os homens, a idade é mais flexível, por assim dizer, é possível começar mais tarde e ser profissional, inclusive de grandes companhias. Dia desses, o Bom Dia SP (telejornal local da Rede Globo) fez uma matéria bem bacana sobre o assunto: http://g1.globo.com/videos/sao-paulo/bom-dia-sp/t/edicoes/v/homens-vencem-o-preconceito-e-dancam-bale/2277110/ Sobre dançar fora do país, é o seguinte: lá fora existem mais companhias de dança com repertório de ballet clássico, além de mais vagas de trabalho. No Brasil, há pouquíssimas com montagens de ballet, mas você pode ser profissional em companhias de dança contemporânea. Algumas, como a São Paulo Companhia de Dança, possuem algumas obras de ballet clássico em seu repertório.
      Resumindo: sim, dá para você ser profissional. Mas entendo a sua mãe em querer que você faça faculdade. Quem sabe você consiga fazer as duas coisas?

      Grande beijo.

  4. Se pararmos pra pensar e ridículo esse tipo de preconceito, primeiro os bailarinos estão em contato direto com garotas de meias e collants super apertados, isso deveria ser um pequeno incentivo para os preconceituosos, depois os bailarinos ficam com um fisico incrivel, têm equilibio e força.
    Infelizmente as pessoas nao compreendem q homossexualidade é algo particular, e nao é a dança q se pratica ou a roupa q se usa q define a opção sexual d cada um.

  5. Corrigindo minha última frase: Ganham tanto respeito, admiração e bom tratamento quanto qualquer outro artista, independente do sexo ou arte. Com tanta diferenciação, positiva ou negativa, o preconceito só aumenta. Igualdade é algo que temos que acentuar!

  6. Como eu gostaria que meninos entrassem pro studio onde faço ballet! É como se faltasse metade do espetáculo.
    A opção sexual não define a pessoa. Bailarinos(as) precisam ser pessoas fortes para aguentar toda a pressão, não só física, mas também psicológica e, mais no caso dos bailarinos, social. Quando falamos de ballet para alguém leigo e acabamos entrando no assunto ”homens”, a outra pessoa acaba falando na ironia. Depois de uma lição de moral, sai envergonhada. Queria ver um machista (ou mesmo uma garota com preconceito) aguentar tudo o que bailarinos aguentam. A dança não é uma arte para almas fracas.
    Gays não precisam ser atraídos por coisas delicadas. Aliás, qual o problema de ser delicado? O único significado que deveria ser atribuído à ”gay” é ”gostar de pessoas do mesmo sexo”. Gays afeminados que são atraídos por ballet normalmente têm mais cultura, mais valores e são muito mais respeitáveis que aquelas pessoas que riem deles.
    Cássia, achei simplesmente trágica a primeira situação. Um bailarino tendo preconceito dele mesmo. Isso é mais uma prova que até mesmo dentro da dança existe!
    De mim, bailarinos só ganham respeito e admiração.

  7. Eu acho que assim, como a Nohara Coelho disse lá em cima, os bailarinos são atraídos por delicadeza, beleza.
    O problema é o preconceito das pessoas quanto á isso. Vêem um bailarino, e já começam a apontar, falar que é FEIO. O grande problema das pessoas é que elas não sabem pensar antes de falar. Poxa, não é por que dança Ballet que é gay.

  8. Ia postar sobre Billy Elliot essa semana! Ontem, vi o filme novamente e chorei feito criança. Lindo, dá orgulho…

    Homens no ballet. Assunto delicado. Eu acho que é o próprio país, com essa cultura machista, que prejudica as escolhas. Da mesma forma que vi um amigo meu desistir de fazer moda porque todo mundo ia achar que ele era gay, isso ainda acontece no ballet. E da mesma forma que, quando você faz moda, ou ballet e entra nesses universos femininos, todo mundo começa a desconfiar ou já te ver como gay, isso (na MIIINHA opinião) influencia na escolha sexual de alguns, inconscientemente, sem lhes dar muita escolha. Triste. As pessoas deveriam ser livres e ter a mente aberta para escolher tudo, da sexualidade até fazer ballet ou não, sem necessariamente se preocupar se um modifica outro.

    Beijos!

    1. Carol, só uma coisa: “escolha” sexual não existe. A pessoa não acorda e fala “Vamos ver, hoje eu vou sentir atração por mulher e vou me apaixonar por uma!” e, no dia seguinte, começa a amar um homem perdidamente. Se a sexualidade humana fosse tão simples, não seriam necessárias tantas análises, estudos, pesquisas e debates sobre o assunto. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Justamente por essa ideia de “vai virar gay porque faz ballet” que temos uma visão tão distorcida das coisas. Um homem pode ser gay sendo lenhador. Um homem pode ser hétero sendo cabeleireiro. Não podemos jamais confundir as coisas. É opinião sua, mas como o blog leva o meu nome, não posso deixar passar esse tipo de comentário sem fazer um adendo. E, sem dúvida, deixarei clara essa questão no post 2.

      Beijo.

  9. Vou mostrar esse post ao meu marido, pq tenho um filho (lindo *-*), e ele AMA dançar, tem só 3 anos, quero colocá-lo em alguma aula de baby class, mas meu marido, quadrado, não quer de jeito nenhum, alias, mostrei pro meu filho, aquele video, daquele menino lindinho, dançando a variação da Esmeralda, e ele amou, ficou tentando imitar, coisa linda ahhaha. Meu marido quando viu, ficou bravo, acredita?
    Vou dar um basta nisso já!
    Também vou procurar o filme pra baixar, pra mostrá-lo..rs
    Beijos Cássia

  10. realmente isso é muito triste!!
    na minha própria casa quando falo que vou ensinar meu sobrinho (2 anos) a dançar, todos riem da minha cara e falam que não vão deixar!!
    isso é muito triste, tenta falar com eles, mas o preconceito é grande!! :(

    até mais!!
    ainda tenho esperança de conseguir!! :)

  11. Homens no ballet, mulher no futebol… As pessoas ainda acreditam num padrão pré-(e muito pré)estabelecido.
    Meninas brincam de boneca e dançam ballet. Meninos brincam de carrinho e jogam futebol. Mas e se eu quiser dançar ballet e jogar futebol?! Ou e se o seu (ou meu filho) quiser fazer o mesmo?!
    E é uma pena, a gente perde muitos talentos.
    Eu por exemplo, amo ballet, bonecas – meu quarto parece de criança de tanto rosa – e estudo enfermagem, “O” curso de mulherzinha, mas adoro futebol e entendendo mais de carro que muito homem. Deixei de ser “mulher” por isso? É claro que não!
    Eu conheco um rapaz que faz enfermagem, ama ballet, diz pra quem quiser ouvir, que adora rosa, joga futebol e sabe muito de carro. Ele é gay? Não! Alguma coisa em comum entre a gente? Muitas!
    Quando as pessoas pararem de julgar as outras pelos gostos, atividades, escolhas, elas vão ver o quanto nós somos parecidos…
    Beijão e o blog tá lindo e ótimo #comosempre

  12. muito bom esse blog, bom mesmo…faço balé em Maceió e tenho sonho de integrar uma grande Cia da cidade. começei em 2008 e ainda não estou fazendo ponta. em novembro me apresentarei com o espetáculo daacademia, onde todas da minha turma vão dançar na ponta menos eu, e muitas delas começarm depois de mim. e estou muito acima do peso, as vezes acho que é isso, não sei. vi alguns vídeos e fiquei encantada com tanto talento. muito bom.

  13. Cássia, adoro teu blog! Infelizmente, em vários países, especialmente os com tradição latina, ballet é entendido como “coisa de menina”. É comum colocar a menina no ballet e o menino no futebol.
    Eu queria achar a reportagem inteira pra te mandar, mas não consegui encontrar. Neste programa do Sportv Repórter eles entrevistaram o ex-boxeador Evander Holyfield – que pratica ballet – e mostraram como essa linda dança fortalece o corpo e controla o impacto nos joelhos, o que é excelente para qualquer atleta. Na África do Sul, se não me engano, mostraram que os meninos do time de futebol juvenil são obrigados a praticar ballet, e que no começo os treinadores tiveram que lidar com a resistência e a vergonha da equipe. Te mando a chamada só…

    http://video.globo.com/Videos/Player/Esportes/0,,GIM1539280-7824-CHAMADA+SPORTV+REPORTER+BALE+E+ESPORTE++A+ARTE+DO+MOVIMENTO,00.html#

    Enfim, a nós nos resta lutar contra esse preconceito bobo. Abçs!

  14. É muito, muito triste. Um grande bailarino da minha academia foi assassinado por preconceito anos atrás, ele era um dos melhores. Eu acho tão lindo homem que faz ballet.

  15. É uma pena, tanto pelo fato de não explorar o potencial dos meninos brasileiros quanto pelo fato das bailarinas brasileiras ficarem sem par. Triste, e deprimente. reparem também que é um estereótipo totalmente sem fundamento e que infelizmente acontece só aqui no BR (se não só aqui, em alguns poucos países)

  16. O mais chato é que nós não somos tratados com naturalidade. É sempre: “que legal, um homem!”
    Quem sofre preconceitos de outros tipos na vida deve saber bem como é. Apenas quer ser tratado como os demais, nem melhor nem pior.
    Associar com a opção sexual é bizarro. Por que alguém com atração por outros homens iria querer ficar numa atividade que tem muito mais mulheres? Dizer que o homem fica afeminado também é ignorância, basta assistir os ballets de repertórios.

  17. Se fosse assim, todos os jogadores de rugby, futebol americano e lutadores em geral deveriam ser todos heterossexuais. Século XXI e as pessoas ainda continuam com esse pensamento machista…ridículo.

  18. Não devemos discriminar uma pessoa por opção sexual,raça,cor ou religião e etc.
    Todos nós sabemos disso,mas são poucos os que seguem isso à risca.
    Não vou dizer que não tenha homossexuais no ballet,pois eles estão em todos os lugares e ignorar isso é um erro,mas ter preconceito,discriminar e ridicularizar só porque é homen e faz ballet é um crime.Isso me lembra de como há pessoas de mente fechada que acham que todo homen no ballet é viado,como o caso do Pedro Bial que disse que ballet é coisa de viado.
    Que vexame!!!

    Devemos ter educação e respeito com todos.
    Vamos praticar isso!!!

  19. Sabe o que mais? tem preconceito nas próprias meninas que fazem ballet. Por exemplo, uma (uma não, várias) disse que quando tivesse uma filha colocaria ela no ballet rapidinho. Eu perguntei se menino ela colocaria e ela disse não, e fez aquela cara…
    Sei lá, assim fica difícil…

    Beijocas!

  20. Infelizmente,aqui no Brasil as pessoas não tem e também não procuram ter conhecimento sobre vários assuntos,entre eles o ballet. Por isso que há essas falsas ideias sobre homens no ballet e também ballet adulto. Há um grande equívoco em relação ao comportamento masculino,o que se pensa “ser um homem de verdade”. Geralmente masculinidade está ligada à promiscuidade, é só reparar nas propagandas de mídia e no próprio discurso de muitos homens,que infelizmente passam isso aos seus filhos. Ser homem vai muito além,é tarefa difícil. E se os homens de hoje continuarem ensinando baboseiras e coisas inúteis aos seus filhos, teremos amanhã homens muito piores. Com pessoas ainda pensando assim,como pode pensar em ser desenvolvido um país desses?

  21. E é claro que o problema não é nenhum pouco que as pessoas achem que os bailarinos são gays. O problema é o caráter negativo que se atribui ao diferente, àquele que de fato é gay (bailarino ou não) ou ao homem que, mesmo que não seja, tem mais sensibilidade, se atrai pelo delicado e belo, não pelo violento. No fundo, isso é o machismo normativo, que atribui inferioridade ao que é feminino. Feminino, nesse sentido, sendo tudo o que é repudiado pela estética do machão: do rude, do forte, do terrível, do violento.

  22. Semestre passado um garoto participou da aula comigo. Deveria ter a minha idade, uns 18 anos. De sapatilha e tudo, tudo que ele fazia mostrava que ele sabia o q estava fazendo. Eu fiquei me perguntando o que aquele bailarino de verdade estava fazendo na aula do preparatório. Mas a professora perguntava se ele sabia o nome dos passos e ele não sabia quase nada de vocabulário, o que era bem estranho, já que ele sabia fazer tudo. Depois da aula perguntei para a minha professora quem era ele. Era filho de uma bailarina, dançava várias danças, mas não ballet clássico. Depois ouvi que não o deixaram fazer ballet clássico quando pequeno, pois recebera uma educação muito ‘tradicional’. Ali, eu tenho certeza, poderia haver um solista de uma grande companhia.

  23. Ridículo ! A opção sexual de uma pessoa nada tem a ver com a dança ou esporte que ela pratica. Eu não sou a favor do homossexualismo e tal mas acho que não tem nada a ver discriminar, principalmente só porque ele dança Ballet, Jazz ou outra dança …

    1. Olá meninas, eu acho que a confusão toda gira em torno da preferência sexual. Eu amo o universo feminino, meu sonho era fazer ballet desde que eu era criança. Morria de inveja das minhas primas e das minhas irmãs que tinham esse direito. Contudo, nunca senti atração por homens, não sou homosexual nem de longe. A sociedade impôs um padrão que parece às vezes ser seguido com muita rigidez. Tem muito machão ai que gosta de homem…já no meu caso, o fato de curtir moda, ballet, ter vontade de usar as malhas adequadas para dança e outras coisas que parecem ter sido determinadas para sere exclusivas do universo feminino não me tornam homosexual, nem gay, nem afeminado (embora não tenha preconceitos).

      Obs. não sou nem metrosexual…rs

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