Quando você descobriu que era para valer?

Quando criança, eu também sonhei em ser bailarina. Aos cinco anos, falei o que queria com toda a convicção do mundo. O meu pai me dissuadiu: “A filha do meu amigo faz ballet e chega chorando em casa todo dia. Os pés dela sangram por conta das sapatilhas”. Aquilo foi o suficiente para eu desistir para sempre.

Nunca mais quis saber de ballet clássico. Pensei em fazer jazz e sapateado. Passava horas ouvindo música clássica e conhecia O Quebra-Nozes e O lago dos cisnes porque amava Tchaikovsky. Tutu? Nem sabia o que era.

Aos 22 anos, pensei em fazer dança do ventre, mas havia começado as minhas aulas de teatro. E foi ele, o teatro, o meu companheiro pelos cinco anos seguintes. Parei porque eu trabalhava o dia inteiro e só tinha tempo nos fins de semana. O jeito foi procurar outra coisa para me dedicar. Era a hora da dança do ventre.

Encontrei um estúdio. E além da dança do ventre, resolvi fazer a aula anterior para preencher o horário. Era, justamente, de ballet clássico.

Não é nada poético saber que a minha história começou sem lágrimas, sofrimento ou espera, não é? Porque amamos um sacrifício. No meu caso, ele não existiu.

O restante da história é fácil adivinhar. Eu me apaixonei pela dança e passeei por várias. Pelas contas, entre aulas regulares e experimentais, foram sete: ballet clássico, dança do ventre, dança cigana, jazz, dança oriental contemporânea, street dance e dança clássica indiana.

Eu escolhi apenas uma.

Quando comecei nas pontas, há pouco mais de um ano e meio, elas me incomodaram demais. Lembro da dor, de querer sair logo da aula, de acabar com aquilo. Sentia saudade da meia-ponta. Talvez eu ouvisse, lá no fundo: “A filha do meu amigo chega chorando em casa…”

Parei as aulas. Voltei às aulas. Dia desses, as sapatilhas de ponta voltaram aos meus pés.

Durante a aula, a dor não me incomodou. No dia seguinte, um dos dedos estava bem dolorido. Mesmo assim, fui para a minha barra treinar tendu, plié e rond de jambe. Só então eu entendi todos os bailarinos do mundo. Eu realmente não me importei com a dor. “A filha do meu…” Problema dela. Aquela visão do sofrimento não faz mais parte do meu imaginário.

No outro dia, acordei com bastante dor, cuidei do dedo, está bem melhor. E, pela primeira vez, eu me senti uma bailarina de verdade. Porque, agora sim, descobri que é para valer.

Ballet clássico, nós nos casamos e você nem percebeu.

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26 comentários sobre “Quando você descobriu que era para valer?

  1. Oi! Tenho 12 anos e faço Ballet desde os 5. Sou de Recife, 5º grau esse ano. Quando eu tinha de 5 a 7 anos, eu fazia Ballet só por fazer, só porque minha mãe tinha colocado e pronto. Não levava muito a sério. Mas, em 2009, com 7 anos, sofri um corte na perna esquerda e tive que colocar pontos. Fui obrigada a deixar o Ballet de Agosto a Fevereiro. Já era rotina fazer Ballet. Eu havia me acostumado, e queria voltar. Não gostei de ficar sem. Em 2010, quando voltei a academia, a professora (que desde o 2º grau até hoje não mudou), estava falando com todas as meninas sobre quem queria levar a sério. Ela disse que muitas iam deixar o Ballet, e eu, em impulso disse “Eu nunca vou deixar de fazer Ballet. Eu quero ser bailarina profissional quando crescer.”. Na hora, falei só falando, mas tinha um fundo de verdade. Desde quando eu entrei, no 1º grau preliminar até hoje, só continuaram 3 meninas desde lá. Nossa turma tem em média, 10 alunas, mas todas, modestamente, bem esforçadas. De mais ou menos 10 anos para cá, comecei a levar a sério. Hoje meu empenho é totalmente diferente. Até ano passado, quando eu estava em dias ruins, eu não fazia boas aulas. Mas esse ano, posso estar feliz, exaltada, triste ou acabada, cansada, com fome, sono, qualquer coisa. Sempre faço uma boa aula. Meu mundo lá fora já não importa mais no Ballet. Porque quando estou na aula, me sinto livre, me sinto fazendo o que eu quero pra minha vida, minha paixão. Eu já conhecia o Site há uns anos, porque minha mãe minha mãe disse pra eu levar o Ballet pra casa também e começar a pesquisar. mas eu só havia feito isso, no máximo, 2 vexes no ano. E encontrei esse Site e segui ele, colocando meu e-mail também. E hoje, fui imprimir um trabalho para o colégio, abri meu e-mail e uma coisa me chamou atenção: Nova publicação em Dos passos da bailarina: Como eu aprendi a fazer pirueta. Eu sempre recebia as notificações no Site mas nunca vinha ver. Só que eu tenho uma dificuldade na pirueta por causa do meu colo de pé, que eu tenho, porém não tenho força na musculatura, só colo de pé mesmo. Levo minhas aulas a sério para fortalecer os pés também, e quando temos de fazer uns saltinhos no plié na ponta, meu pé vira e não consigo. Mas continuo treinando! :D
    Vou começar a acompanhar o Site! Gosto muito daqui! :) Se puderem responder, obrigada!

  2. Olá, eu me encontro frustrada nesse momento… Eu faço balé há aproximadamente 4 meses, tenho 19 anos e estou há 5 cm dos dois espacates, e hoje ensaiando uma coreografia com o grupo de minha igreja, uma das meninas que não faz balé ou jazz e não pratica nenhum tipo de alongamento e NÃO estava aquecida, simplesmente desceu no espacate, e fiquei muito frustrada, pois me alongo todos os dias por uma hora ou mais e tá dificil de diminuir esses 5 cm e quando tento ultrapassar um pouco mais começa a dor e sou obrigada a parar, ela é apenas um ano mais nova do que eu, então não é por questão de idade, SERÁ QUE EU VOU CONSEGUIR FAZER ESPACATE SE CONTINUAR PRATICANDO?
    OU HÁ PESSOAS QUE MESMO PRATICANDO NUNCA CHEGARÃO LÁ?. EU CHEGUEI A CHORAR DE TÃO FRUSTRADA QUE FIQUEI AO VÊ-LA FAZER COM A MAIOR FACILIDADE SEM AO MENOS SE AQUECER!!!!
    Por favor, me dê uma luz…

    1. Luana, em primeiro lugar, vamos combinar uma coisa: não se compare com os outros. ;) Há pessoas que são naturalmente flexíveis e farão coisas que para outras são mais complicados. Sim, você conseguirá abrir o espacate, mas tenha paciência. Continue se alongando todos os dias e, em algum momento, esses 5cm vão desaparecer.

      Grande beijo.

  3. Aaaah, que lindo! Adorei este post. Bem, eu tenho 15 anos e eu acho que sempre soube que era pra valer. Minha mãe fez ballet durante dez aos, e até ia fazer faculdade de dança, mas engravidou de mim e não pode mais. Então, desde bem pequena, eu quis fazer ballet, mas minha mãe não deixava. Fiz dança de rua (eu era péssima) e dança do ventre e por fim, não teve jeito, entrei no ballet aos nove anos. Mas, fiz dois anos com uma professora e depois mudei, e tive que aprender tudo novamente, e desde o ano passado estou nas pontas.
    A primeira aula de ponta… é um terror… Meus pés estavam comprimidos na sapatilha, e como eu uso Contempora, eu não conseguia fazer meia-ponta por nada. Não é costume da minha professora colocar as alunas que entraram na ponta agora para dançar no fim do ano com as pontas, mas ela me escolheu para dançar com outras garotas que já faziam há um ano e meio. E lá fui, ensaiar, duas coreografias, uma na meia-ponta e a outra, ponta. Mas eu torci o pé e tive uma tendinite, e infelizmente, só pude dançar na meia ponta. Foi muito frustante para mim.
    As vezes tenho bolhas e elas estouram no meio da aula, e arde tano, não é? Mas mesmo assim, eu vou até o fim, até as últimas consequencias, porque eu amo ballet.
    é como você disse: ballet, nós nos casamos e você nem percebeu!
    beijos!

  4. Oi! Adorei seu blog! Como vc, eu tb tentei fazer ballet quando criança e meus pais nunca deram bola.. achavam que era coisa de criança! Depois de adulta fui fazer dança do ventre, assim como vc! hehe E hoje aos 28 anos, iniciei o ballet! Amo do fundo do meu coração! Me sinto realizada quando estou em aula.. e quando não tenho aula, conto os dias!! Se vc souber algum dvd legal, ou algum livro, que possa ajudar iniciantes, pode me repassar? kaalberton@hotmail.com
    Parabéns pelo blog! bjss :)

  5. Adorei o post. Bonito…
    Acho que esse argumento das sapatilhas uma coisa muito boba. As pessoas sõ falam isso e muitas, acredito eu, falam para si mesmas, como se fosse preciso encontrar um motivo para não se desafiarem e não se entregarem ao ballet clássico. Eu também me casei. E não largo nunca!

    Beijos, Cassinha
    Também estou com um dedo machucado =/

  6. É realmente assim que acontece. Comecei nas pontas faz pouco tempo, 1 mês… e confesso que adorei quando surgiu o primeiro calo. Me senti mais bailarina. Afinal de contas, uma dorzinha ou outra não me impedirão de fazer o que mais gosto nesse mundo!

  7. amei quando você falou que nem se importou com a dor porque é assim que eu também sinto. Quando dançamos não nos importamos com nada e a dor do dia seguinte é um sinal de superação e conquista. Lindo!

  8. Poxa vida… Entrei neste blog sem querer… Danço desde quando me lembro… Mas nunca dancei clássico. Tava me achando velha demais pra começar uma faculdade de dança… com 25… Mas teu post me deu ainda mai vontade e força…

    Obrigada

  9. Lindo post Cássia.
    É massa qd por acaso tem contato com o ballet e sente essa identificação, esse gostinho de “quero mais”.

  10. Interessante esse post, porque eu tive esse momento de dor,lágrimas e espera para perceber que o ballet era para sempre. Eu comecei a fazer ballet adulto em 2009 e só conseguir fazer um mês, pois eu estava faltando aulas no cursinho para poder fazer as aulas de ballet. Tranquei a matrícula e fui para o cursinho em seguida. Quando cheguei lá tive uma crise de choro e fiquei mal o resto do ano. Agora já estou na faculdade e faço ballet a 1 e meio, além de pesquisar tudo sobre o assunto compulsivamente: livros, vídeos, blogs, revistas, qualquer coisa!! E muitíssimo feliz!!!!

    Acompanho o blog a um tempão e nunca comentei, mas esse post não dava pra deixar passar em branco. Foi bom pensar nisso.

    Parabéns pelo post. Bjs…

  11. Emocionante o post Cássia, lágrimas cairam por aqui…
    Nunca consegui esquecer o ballet, minha mãe me colocou qdo eu tinha 3 anos, ela disse que fez isso pq tudo que eu ia fazer/andar/pegar ficava na “meia ponta”, fiz aulas por muito pouco tempo, um ou dois meses no máximo, mas lembro até hj da voz da professora pedindo pra gente fazer o exercício da “borboletinha”… logo depois a professora de ballet fechou a escola e foi embora para dar aulas numa cidade maior, minha mãe disse que eu chorei qdo soube que não ia mais às aulas… o tempo passou outra academia de dança abriu na minha cidade e na época a moda era o jazz, perguntei pelo ballet e a “dona e bailarina” da academia disse que ballet era para crianças e que eu ja era “velha e dura” (na época eu tinha 13 anos)para ballet, o mais indicado era o jazz…fiz o jazz e depois fiz ginástica olímpica para ficar menos “dura”, mas sempre tinha o ballet no pensamento, chegava mais cedo para ficar olhando da porta do vestiário as aulas de ballet com as pequenas… depois larguei tudo, esqueci o jazz e a ginástica mas o ballet mora no meu coração… o ballet é paixão antiiiiga ainda não correspondida, mas eu tenho certeza que um dia a gente vai se encontrar de verdade e aí vai ser pra sempre! :)
    Bjos! e Parabéns pelo post.

  12. Tá com tempo (rsrsrs)? Bem, eu sempre gostei de dançar e quanto eu era criança e espoleta, minha mãe perguntou se eu queria fazer jazz ou ballet? Ai, como eu assitia “Dirty Dancing” e “Flashdance”, pensei.. JAZZ! Fiz 3 anos e tive que parar, por problemas de grana. Aos 17, quando tinha meu $$, achei que poderia voltar a dançar. Fiz 2 anos de flamenco e voltei para a academia que fiz quando criança, para o Jazz. Eu sempre via as alunas fazendo ballet, mas achava aquilo do outro mundo… Minha professora falava para eu fazer e eu respondia “ah Rose, tô muito velha”. Mas sempre achei lindo, uma coisa do outro mundo,,, Quando eu completei 24, minha professora me disse “faça ballet para melhorar o jazz” – eu tinha problema de coluna (lordose, cifose e escoliose) e era praticamente corcunda, mas mandava bem no Jazz,,, Então pensei,,, hum, posso melhorar o jazz? Por que não? Então, aos 24 anos, fiz minha primeira aula de ballet clássico… Nossa, que choque, que loucura, tudo muito diferente, muito difícil… Assim foi minha vida até os 29 anos, com 1 HORA DE BALLET POR SEMANA, porque eu não tinha outros horários disponíveis (nem preciso dizer a bailarina tosca que eu era…). Então, apareceu o André, professor da academia, e decidi, pela primeira vez, dançar um pas-de-deux (estilo livre). Mas ele, muito esperto, me deixou curiosa para ver os pas-de-deux clássicos, dizendo “imagina a gente dançando isso”…. Na minha primeira aula de pas-de-deux, eu voei… longe. E decidi: é isso o que mais amo e quero na minha vida. O ballet é a coisa mais linda que alguém pode fazer. Eu tenho desenvoltura, agora tenho mais tempo livre, então… VOU FAZER BALLET PROFISSIONALIZANTE E ME FORMAR. Então, aos 30 anos, fiz minha matrícula no curso profissionalizante. Hoje, faço 4 aulas semanais de ballet, 2 de condicionamento físico, 1 de jazz e ensaios diversos. Então, há 2 anos, considero o meu despertar para o ballet clássico. Nunca desejei, tão ardentemente, algo em minha vida. Estou progredindo, me esforço muito, sinto MUITA DOR… Mas não choro. Não reclamo. Porque isso é o que quero na minha vida. Resultado – a técnica, melhorou muito, mas ainda falta um abismo para ultrapassar. Desde então, sempre danço pas-de-deux… Mas esse ano, será especial – meu primeiro de repertório – Paysant, de Giselle. Bom, em resumo (eu perguntei se tinha tempo….) a hora que eu entendi o que era isso, que a minha vida iria mudar, que eu desejava isso mais que tudo, foi a primeira vez que, em uma das minhas primeiras aula de pas-de-deux, há 1 ano e meio atrás, me olhei no espelho, dançando, e disse “Por que não?” Bjus

  13. Que texto lindo!! Amei!
    Eu fiz ballet clássico dos 13 aos 16 anos e me lembro que gostava bastante….mas sei lá, acho que não tinha a percepção do que realmente estava fazendo…era apenas um hobby, uma coisa que gostava de fazer…Aos 17 anos tive que parar pois comecei a trabalhar, perdi meu pai, entrei na faculdade…ou seja, minha vida deu uma guinada e eu só tinha tempo pra me preocupar com trabalho, faculdade e contas para pagar!
    Ano passado, 10 anos depois de ter parado, descobri que existia uma escola na minha cidade montando uma turma de ballet adulto para iniciantes…Era a oportunidade que eu estava esperando e nem sabia!! Voltei e estou há 6 meses, muito feliz!! Hoje em dia descobri que é pra valer! me dedico muito e fico super feliz em ver que minha memória corporal não me deixou esquecer o básico de postura, pés e braços! :)
    Às vezes bate um arrependimento de ter parado, de não ter tentado seguir carreira na dança…mas, a vida é assim, ela nos leva por caminhos que nem sempre entendemos o porquê…o que importa pra mim é a realização que sinto em cada aula, em cada avanço!
    Beijosss

  14. Quando eu era criança achava o Ballet lindo. É o sonho de toda menina. Só sonho,e não vontade. Como percebi que não iria fazer aulas mesmo,parei de pensar. Aos 15 anos a paixão voltou. Comecei a pesquisar tudo sobre ballet e não importava o quanto eu descobria sobre dor,sofrimento,torsões,estiramentos…parecia que a vontade só aumentava. Não sei,o fato de ser difícil parecia fazer a coisa valer a pena. Procurei por escolas que ofereciam bolsas de estudos,já que nunca tive, nem tenho agora,condições de bancar aulas de ballet. Consegui agendar uma audição. Fui reprovada.Eles precisavam de pessoas com experiência e eu não tinha nehuma. No ano seguinte eu estava lá,na mesma escola pra fazer o teste. Descobri que estava “velha” para entrar como bolsista. E aqui estou eu,quatro anos depois da explosão de amor pelo ballet,esperando por uma oportunidade de fazer as tão sonhadas aulas.

  15. Cássia,

    Sou leitora assídua do blog, amo o que escreve, o que vc nos conta e como vc ama o ballet.

    Sempre leio mas nunca comento, já até participei da pesquisa de qnd vc queria saber do andamento do blog.

    Dessa vez eu tive q vir aqui, pq esse texto… (pausa para um suspiro) é sem dúvida um dos, se não o mais lindo!! Essa sua forma de escrever interage totalmente com o leitor, e como eu adoro!

    Mt obrigada por sempre nos proporcionar essas ótimas leituras.

  16. Lindissimo, Cassia!
    Minha historia é parecida… eu tinha uns 3 anos quando entrei no ballet classico, baby class ne? e sofri algum tipo de bullying na sala, sei que eu saia chorando todos os dias. Resultado nao durei nem um mês por la. Minha mae diz que eu nem lembro, mas eu lembro da angustia que sentia.
    Anos depois, nao me separei da dança, fiz 5 anos de jazz… deixei de lado pra me dedicar aos estudos da escola, pq enganada estava, mas achava q estudar é q seria meu futuro…e nada mais!
    Vivi anos atormentada longe da dança, engordei demais e usava isso como desculpa pra nao voltar a dançar, até q tomei coragem e fui fazer dança de salão. Durei 3 meses la, porque o lugar não era legal…mas a sensação incrivel das aulas é inesquecivel.
    Só ano passado minha ficha caiu, qd iniciei o Flamenco: é disso que eu quero viver. Eu quero dançar pra valer. e graças a Deus tem lugares como seu blog pra gente ler incentivos dessa forma, pra empurrar os próprios sonhos pra frente, sabendo q não estamos sozinhas!

  17. Adorei o “nós nos casamos e vc nem percebeu” . no meu caso eu passei duas semanas falando “quero fazer ballet” incessantemente para os meus pais, eu tinha 4 anos e fiz ballet até os 10, mas não considero muito este período. Não havia seriedade, nem comprometimento, não de minha parte, mas das escolas e professores.

    Acho que casei com o ballet no (segundo) primeiro dia de aula! Porque desde este instante a minha professora me instruiu ‘pra valer’. Era com seriedade, broncas, correções, melhoras mínimas e aflitivas, mas comemoradas, que minhas aulas eram regidas. Então eu pensei ‘não quero saber, não vou desistir’. Diante de algumas dificuldades o meu pensamento, confesso, foi ‘de onde eu tirei essa idéia de fazer ballet?’, mas não significava que ainda não estava casada, era apenas imaturidade por conta do relacionamento jovem. Hoje ouço muito mais, acredito muito mais. E nesse relacionamento mais maduro já suporto as mazelas, e o faço com muito gosto. Meu corpo está todo dolorido por conta do ensaio do final de semana, no fim nem aguentava mais as pontas, mas queria continuar dançando. Começar a semana cansada? Não, não estou cansada, estou feliz! Passei o final de semana com o ballet! =0)

    Não vivo sem o ballet e convivo muito bem com tudo aquilo que ele traz consigo, é um amor/relacionamento respeitoso*!

    *e submisso também!!! =0)

  18. Oi Cássia, adoro o blog.
    Eu comecei cedo no ballet aos seis anos, dancei até os 12, já estava na ponta há uma ano quando meus pais decidiram mudar de cidade, saí da capital para uma cidadezinha do interior de 30k habitantes, perdi a escola de ballet, procurei muito por uma substituta onde pudesse dançar, a única escola da cidade era fraquinha e nem um pouco profissional, eu até tentei pegar a estrada(duas horas de viagem) e vir à capital para poder continuar as aulas, estudava de manhã almoçava correndo e pegava o onibus para poder fazer a aula das 16:00, fiquei 2 meses assim, mas meus pais não me deixaram continuar, afinal eu chegava quase às 21:00 em casa, isso 3x na semana, estava prejudicando os meus estudos, chorei muito na época, mas o tempo cura tudo, depois entrei na faculdade e o ballet foi “esquecido”, aos 22 voltei a morar na capital, tentei voltar ao ballet, mas um estiramento no meu joelho direito(que não aconteceu dançando e sim descendo uma escada) me afastou por muito muito tempo, não tinha mais esperanças, agora com 30 anos voltei, são os 3 meses mais felizes da minha vida, por causa de todo o treinamento técnico que já tive e que, ainda bem, não foram esquecidos, combinados com a minha “muito” boa força no pé e tornozelo, voltei às pontas faz 2 semanas. Digo com todas as letras, agora é pra valer!!

  19. liiindo o “nós nos casamos e vc nem percebeu” rsrsrsrsrs.
    Quando eu era pequena tinha uma fantasia de bailarina que não queria tirar p/ nada e dançava pela casa inteira. Minha mãe até falava em me colocar no ballet mas como eu sabia das condições financeiras, acabei desistindo da idéia. Eu nunca imaginei a dança na minha vida, mas sempre soube que queria ser artista. Já quis ser cantora, atriz principalmente, vivia imitando as protagonistas de novela.Mas nunca soube que a dança iria tomar conta da minha vida assim. O Ballet então, nem se fala.
    Hoje sou apaixonada e não largo o ballet por nada. Acho que assim como você, todas as bailarnas se casaram com o ballet, rsrsrs.

  20. Que lindo, Cássia! meus olhos marejaram…

    Muito bom você começar assim. Eu tive que esperar, e foi horrível!
    E a dor, sei lá, eu até gosto. Me sinto mais bailarina com ela, não sei, é esquisito… muito, porque até com dor eu vou à aula, e sentir não é comigo.

    Ainda não entendi essa minha relação com essa chata, mas tudo bem.
    Quando eu crescer eu entendo.

    Beijocas!

  21. Que lindo esse post! Bom eu descobri a pouco tb que era para valer! Eu dancei ballet dos 7 aos 16 e parei! Eu lembro que na época eu gosta bastante, fazia inclusive jazz dance e sapateado americano. Mas de uns dois anos para cá, comecei a sentir uma saudade imensa do ballet! Uma saudade de me sentir exausta, de me sentir toda dolorida no dia depois da aula ( aliás, agente só sabe que marcou bem os passos, quando no outro dia acordamos com a musculatura dolorida). Resumindo, mês passado voltei ao ballet, com minha antiga professora! e nunca me doei tanto para a dança! Quero muito ter uma barra fixa em casa!

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