Porque eu sou uma mulher

Na entrevista da Natalie Portman publicada na revista Criativa (para ler, aqui), ela fala o seguinte: “Ainda que o balé seja essencialmente feminino, são os homens que dominam o negócio. E eles fazem questão de oprimir a sexualidade das bailarinas, o que é uma forma de controle. […] Eles as querem cada vez mais magras e sem curvas, mantendo-as como garotinhas.”

Não entrarei na questão da veracidade do fato, porque não é essa a intenção. Especialmente porque vai além da opressão masculina, é algo que está arraigado no ballet clássico. As bailarinas não são vistas como mulheres. Sendo assim, não existe “um corpo de mulher”. E não me venham com as justificativas técnicas, porque há exemplos de grandes bailarinas que fogem do padrão.

Eu passei por uma situação meio absurda, mas vale contar. Eu estava no segundo ano de ballet clássico e também fazia fisioterapia. Já contei que eu tinha retroflexão e, graças ao tratamento, voltei a ter uma “curva” na coluna, acima do quadril. Porém, eu tenho bumbum de brasileira. Se antes ele era destaque, imaginem depois…

A professora e a fisioterapeuta são amigas; não só, a primeira encaminha as alunas para a segunda. Certa vez, a professora indagou a fisioterapeuta: “O que é aquela bunda empinada da Cássia?”. E seguiu-se a resposta: “Nem ouse mexer no corpo da Cássia, demorou mais de um ano para ficar daquele jeito.” (Só um adendo: recebi alta no fim de 2009 e nunca mais tive dor na lombar.)

A questão é: eu tenho corpo de mulher. Não só o bumbum, eu não sou esguia, e isso nada tem a ver com altura. E mesmo que eu emagreça, continuo sendo mais larga. Ou seja, não tenho aquilo que é considerado “corpo de bailarina”. E nunca terei.

Isso não é um problema, não sou profissional. Mas será que é mesmo bacana ver as bailarinas profissionais com aqueles corpos incríveis para dança, mas que não lembram o corpo de uma mulher normal?

Eu já tenho um sério problema: não me encanto ao ver bailarinas muito novas dançando. Acho lindo, mas não lacrimejo. Gosto de ver as bailarinas mais velhas. E, depois de começar no ballet, eu gosto de me identificar. Mesmo que eu jamais tenha aquele nível técnico, quero olhar e pensar: “Aquela poderia ser eu”. Afinal, a arte também não é uma representação da vida? Não poderia ser diferente na dança, tampouco no ballet clássico.

E os tempos estão mudando. Quando eu assisti à versão de O lago dos cisnes do American Ballet Theatre, fiquei encantada ao perceber tantas bailarinas diferentes no corpo de baile. Em dado momento, enquanto apenas duas dançavam, uma era mais baixa e japonesa. A outra, alta e loira. Tremi de emoção. Sem falar na Misty Copeland, a primeira negra alçada à solista da ABT. Linda, dança impecavelmente e tem um corpo curvilíneo. O mundo está mudando.

Eu escolhi algumas bailarinas que representam o que quero dizer. Nada do ar angelical e frágil, elas têm corpo e postura de mulher.

Aurélie Dupont, étoile da Ópera de Paris, a minha sempre preferida.

Jenifer Ringer, primeira-bailarina do American Ballet Theatre. Ela foi chamada de “gorda” pelo crítico do New York Times no ano passado e foi defendida por todos. Ela é linda e encantadora.

Misty Copeland, solista do American Ballet Theatre. Quero ver alguém falar do meu bumbum daqui em diante.

Se vocês se lembrarem de outras bailarinas, divirtam-se nos comentários.

Fontes das fotos: [1] [2] [3]

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30 comentários sobre “Porque eu sou uma mulher

  1. Cássia, desde a semana passada, quando descobri seu blog, venho lendo e posso dizer que não li um ou dois, mas vários posts e é um blog superinteressante e bem feito, você escreve bem e me identifiquei com algumas ideias colocadas nele. Porém, entendi perfeitamente o que a Mikaeli quis dizer, pois lendo todos os comentários me deu vontade de escrever exatamente a ideia que ela quis transmitir: que idependentemente da bailarina ser magra, ou gorda, ou gordinha, ou baixinha, ou alta ou com bundão, essas características não são, ou não devem ser, as que definem sua graciosidade. Você talvez não tenha expressado assim, visto que, como vc mesma disse, o termo “corpo de mulher” está entre aspas, mas senti que os comentários foram caminhando pra essa linha que a Mikaeli disse, como se “corpo de mulher”, pra ser corpo de mulher de verdade, tivesse que ser encorpado, com curvas e uma “boa estrutura”. Então vejo da mesma forma que ela: corpo de mulher de verdade é qualquer corpo, das magrinhas às gordinhas. Reforço que provavelmente não deve ter sido o que você quis transmitir com seu post e, principalmente com o termo “corpo de mulher” (mesmo entre aspas), mas foi a impressão que deu e foi a visão da maioria das pessoas que comentaram. Não vejo problema nenhum em alguém expressar uma visão diferente, achei totalmente pertinente, tem tudo a ver com o que muitos estavam dizendo. E também a vida é assim: nem todos pensamos da mesma maneira e acho que o belo disso é sabermos aceitar uma opinião diferente sem desmerecê-la. E mesmo entre aspas, eu me incomodei com você falando “corpo de mulher”, pois eu sou magrinha e, como a moça acima disse, sou assim por uma questão puramente genética e não acho que o meu corpo não é um “corpo de mulher”, nem entre aspas. E nem me acho “feia e sem sal”, como o Adriano ali acima disse…
    Penso que pra reconhecermos a beleza do amarelo, não precisamos diminuir o verde.
    Concordo plenamente com a essência do que você quis passar com esse post, só essa expressão que acho que não foi bem colocada mesmo.
    Espero que entendas meu ponto de vista. Já adianto que não estou levando pro lado pessoal e nem afirmando que estou certa, mas aqui temos a oportunidade de conversar sobre o que é publicado e/ou comentado, sim!?
    Um bom dia!

  2. Bom, nesse caso me desculpe por deixar minha opinião em seu blog, axei que o espaço dos comentários eram para isso também. Em nenhum momento tive a intenção de inferiorizar o que você escreve ou dizer que é para você parar de escrever sobre isso, nesse sentido assim como você não sei o porque de tanto incômodo com minhas palavras. Além disso o fato de eu postar um comentário nesse post não significa que estou escrevendo apenas para ele e que não tenho conhecimento dos assuntos de outras publicações. Entenderei se não aprovar esse comentário pois não falei sobre dança. Se minhas palavras voltaram vazias então realmente me incomodei por nada.

  3. em momento algum falei de sensualidade tbm… o que falei foi a SENSIBILIDADE de quem ve, tenho plena consciencia de que falamos de dança e não de atração. Não levei para um lado desnecessário, apenas quis expor minha opinião e uma crítica construtiva. Muito obrigada pela atenção.
    Bjo.

    1. Mikaeli, o termo “sem sal” nada tem a ver com sensibilidade. Além disso, você foi além do “bailarina” e falou sobre a “mulher”, por isso falei sobre ser atraente. Em relação a sua crítica, ela não é nem construtiva, tampouco corresponde a uma crítica… O ponto central deste espaço é ir muito além dos “aspectos físicos da dança”, mas sem esquecer que a dança também está ligada ao corpo e isso deve sim ser levado em consideração. Ou seja, percebe-se que nem leitora do blog você é, pois reclama de algo que sempre existiu por aqui. Você realmente se incomodou a troco de nada.

      Beijos.

  4. Bem, eu sou bailarina… e sou muito magra, mas não é porque quero ser muito magra, é porque a genética e a rotina faz isso por mim, e estou loge de ser aquelas que nem comem. Me incomoda a expressão “bailarinas que não tem corpo de mulher”, eu sou sim mulher e por ser mulher tenho corpo de mulher. Assim como tem mulheres mais encorpadas, existem também as mais magras. Descordo totalmente das pessoas que pensam ” bailarina magricela é fio e sem sal “… não é o corpo que define a beleza da dança, é o amor, a emoção e a sensibilidade de quem ve. Existem bailarinas maravilhosas magras e outras maravilhosas com mais corpo. A bailarina perfeita é aquela que se esforça e que se cuida independente do corpo que tem.

    1. Mikaeli, você está levando para o lado pessoal sem necessidade. Você percebeu que o termo “corpo de mulher” está entre aspas? E em momento algum eu falei de sensualidade, não misture as coisas. E tanto concordo que não é o corpo que define a beleza da dança que isso vem sendo questionado neste blog há tempos. O ballet é para vários tipos de corpo. Só tome cuidado para não levar para um lado absolutamente desnecessário. Aqui falamos de dança e não sobre o quão atraente uma mulher pode ser. ;)

      Beijos.

  5. Bailarina magricela é feio e sem sal. Acho q elas ficam assim para facilitar a execução de alguns movimentos. As amadoras deviam se desligar desse estereótipo. Mil vezes mais bonito assistir alguém com que possamos nos identificar.
    Tá Cassinha, reconheço q é uma arte #prontofalei :p

  6. Pois é, Cássia e Sarah, também fico me perguntando qual a credibilidade que esses jurados passam, porque acho que eles pensam que estão em uma audição de uma grande companhia, se sentindo os “importantões” p/ falar mal assim da aparência dos bailarinos né!
    Mas é verdade Cássia, naqueles tempos eu, com 15 ou 16 anos, pesava 58 quilos devido a uma combinação bombástica de hormônios desajustados e descontar problemas pessoais na comida. Não cheguei a ficar exatamente gordinha, mas não tava dentro do padrão exigido, entende?
    Fui a uma nutricionista e emagreci sem ficar doente, por sorte! Hoje, 11 anos depois, com os hormônios mais sossegados e a alimentação reeducada, sou magrinha, porém com curvas hehehehe! (precisa, por causa da dança do ventre néam? ^^)
    Mas é inspirador ver uma pessoa superando obstáculos e deixando sua alma dançar, independentemente do corpo, igual a essa mocinha maravilhosa aqui: http://www.youtube.com/watch?v=hI5gaet_2eU

    =****************************

  7. eu me indignei na primeira vez q vi esse programa..nem merece ser chamado de Programa de dança pq é só mais uma porcaria sensacionalista e tentativa desesperada por audiência…é triste ver o qto esse cara desrespeita os candidatos,é preconceituoso e faz cada brincadeira de mal gosto… o programa em si é uma ofensa à dança ..Não vale a pena assistir nem um segundo òó

  8. Ai Cássia, não sei porque, mas sempre que vejo ou leio uma entrevista da Natalie Portman falando sobre o Cisne Negro, quando ela fala sobre o ballet clássico, sinto levemente um tom de crítica sempre. Você tmb tem essa sensação?? Parece que de alguma forma, ela tenta passar uma imagem ruim do ballet classico…. ela estava maravilhosa no filme, e mereceu o oscar… mas essa impressão que ela tem passado nas entrevistas… me encomoda.
    O que pensa disso??

    beijosssss

    1. Débora, a Natalie não quer passar uma imagem ruim do ballet clássico, ela só não tem os olhos deslumbrados de paixão que as bailarinas têm. O que ela fala não é mentira, nós que relevamos muita coisa porque colocamos o ballet acima desses problemas todos. Ela viu as coisas “de perto”, o diretor tem uma irmã bailarina profissional, o Vicent Cassel (o Thomas), fez ballet por sete anos e é filho de bailarino. Ou seja, todo mundo ali sabe bem o que diz e talvez o mundo do ballet se incomode porque eles têm razão.

      Grande beijo.

  9. eu tenho 17 e comecei as aulas com 16, não sou nem nunca fui magra mas sempre tive vergonha, ano passado fui em uma apresentação de sapateado da minha prima no theatro municipal de niteroi(RJ) e vi várias bailarinas com mais corpo, até a filha da fundadora da escola era muito gordinha e baixa, tinha o corpo da Simone Gutierrez da versão brasileira de Hairspray e ambas dançam muito! Me encorajei e me matriculei, ainda tô no começo e na meia ponta é claro mas adoro o que faço!

  10. Tema polemicíssimo e muito delicado! Por sorte as companhias estão mudando aos poucos os parâmetros. É beeeem aos poucos, mas é bom ver talentos verdadeiros brilhando com seus corpos definidos e curvilíneos. Tempos atrás a Globo fez uma reportagem no ABA para falar do filme Cisne Negro, e qual não foi minha agradável surpresa ao ver que grande parte das bailarinas eram musculosas, tinham seios grandes naturais, panturrilhas e coxas grossas! Sorri intimamente e me lembrei de anos atrás, quando fiquei de fora de uma montagem de O Lago Dos Cisnes porque estava 8 quilos acima do peso. Hoje emagreci, sem neuras e sem passar fome nenhuma, mas na época foi duro, cheguei a entrar em depressão. Foi muita sorte não ter tido distúrbios alimentares.

    Isso me recordou uma reportagem que li por esses dias, que me causou profunda revolta: http://shaidehalim.blogspot.com/2011/03/e-o-meu-vai-tomar-no-cu-do-dia-vai-para.html

    Sem noção é pouco!

    =***********************************

    1. Carol, nossa, você ficou de fora da montagem por conta do seu peso? =/ Um dia eu verei cisnes de todos os jeitos, ah!, vou. Hoje você está bem, sem sofrer com seu corpo? Eu já tinha ouvido falar que esse jurado maltrata os bailarinos, fala do peso de todo mundo, um horror. Adorei o texto, porque ele não tem noção. Nem ele, nem a loura. Não entendo o que os dois estão fazendo lá.

      Beijos.

  11. Adorei Cássia, mais uma vez vc está de parabéns….eu sei bem o q é sentir na pele o preconceito, sempre tive corpão, com 9 anos já dava pra ver meu quadríceps desenhado e sempre estudei ballet nas melhores escolas q vc possa imaginar. Qdo consegui estudar na Escola Municipal de Bailado de São Paulo, sofri muito com meu corpo e detalhe eu era bem magrinha, porém sempre com pernão, toda semana tínhamos q pesar e era anotado o nosso peso, eu sempre levava bronca na frente de todos, chorava qdo chegava em casa…, estudei por quatro anos lá e saí justamente pq estava ficando doente e meus pais perceberam a tempo, não queria mais comer. Enfim, minha mãe teve q me levar ao médico e ele me disse: menina vc tem corpo violão, sempre terá pernas grossas, cintura fina e baixinha, é sua anatomia, ficar sem comer não mudará isso. Depois disso aceitei o meu corpo e claro continuei estudando em outras escolas. Confesso q ainda sou meio neurótica com meu corpo, rsrs, marcas do passado, talvez.
    Mas hj dou valor a dança, independente do corpo de minhas alunas, claro q bailarina sempre deve se cuidar, sempre falo isso pra elas, mas o principal é sentir-se bem e estar saudável acima de tudo…beijos

    1. Veruska, que tristeza você passar por isso. Mas realmente é como o médico falou, o corpo da gente é de tal maneira e não vai mudar. Ou aceitamos ou viveremos em guerra. Eu acho lindo bailarinas com corpos diferentes, afinal, não somos iguais. E bacana você ter outra postura com as suas alunas, porque é mesmo legal a gente se cuidar, mas não adoecer.

      Grande beijo.

  12. concordo muito com você Cássia ! Acho que o ballet dançado por uma mulher com corpo de mulher de verdade é muito mais bonito, ninguém quer ver esqueletos dançando …. Quanto a opressão da sexualidade só as profissionais podem dizer, imagino que exista sim .
    Parabéns pelo blog ! beijos

  13. eu sei que é muuito pessoal mas, gostaria de saber qual é seu custo financeiro quanto as aulas de balé?

    Ps. Fiz a pergunta porque estou querendo fazer mas nao tenho ideia de preço!

    1. Paola, o preço varia de acordo com a região, cidade, bairro. Por exemplo, em São Paulo, há escolas que cobram de R$ 100 por duas aulas na semana a R$ 200 por uma aula na semana. Depende muito mesmo. De onde você é?

      Beijos.

  14. Parece que finalmente a consciência está finalmente atingindo a camada artística, de que bulimia não é modo de vida. Está caminhando a passos de tartaruga, mas está caminhando. Ao mesmo tempo que ocorre essa “mudança” no padrão físico das bailarinas, discute-se a saúde das top models.

    Acho que não tem nada a ver com “homens dominando o negócio”. Um sistema é um sistema, independentemente de haverem homens ou mulheres; e o atual sistema prega esse tipo físico prejudicial à saúde.

    Já é ruim que bailarinas acabem se sentindo tão pressionadas a ter esse corpo de menino de 12 anos a ponto de ficarem doentes, anorexia, bulimia. Fica ainda pior quando isso se torna um “ideal” de beleza e meninas que não têm intenção de ser bailarinas nem modelos, mas inseguras quanto à própria aparência e altamente influenciáveis, começam a ter distúrbios alimentares acreditando ser gordas – enquanto são perfeitamente saudáveis, e atraentes, do jeito como são.

    No mundo de hoje temos pirralhinhas de 10 anos com anorexia. Isso mostra o quão “conturbada” está a nossa sociedade.

    Eu realmente espero que esse “vício” mude e que a consciência atinja o ramo artístico de vez.

    1. Fábio, como eu respondi à Juliana, acho que o ballet sofreu o reflexo da repressão ao corpo e sexualidade da mulher. Sim, isso existiu (e ainda existe, mas em menor grau). No caso das modelos, elas são vistas como cabides humanos, aliás, se por um lado há críticas em relação às tops, por outro, elas mesmas afirmam que se não forem tão magras, elas não trabalham. É complicado isso. E acho que há uma neura generalizada em relação ao corpo de uma maneira geral. Acho que a sociedade precisa mudar, deixar esse culto ao corpo, beleza e juventude de lado e começar a valorizar a beleza da mulher e do homem da maneira que ela se apresenta. Espero MESMO que um dia a gente chegue nesse nível, mas o simples fato de nós vermos tudo isso de um outro jeito já é um passo. ;)

      Grande beijo.

  15. Eu acho que o esteriótipo de bailarina anorexica tende a desaparecer. Mas a eu achei a “suposta” declaracao da Natalie Portman nesta entrevista muito exagerada. Muitas sao realmente magras, mas ate que sao bastante musculosas. Eu acho que nao tem nada a ver esta historia de repressao a sexualidade. Quisera eu ter um fisico de bailarina. Alem disso, o que dizer das modelos de passarelas e das praticantes de esportes olimpicos, seja qual for a modalidade? Eh a minha opiniao. Beijos

    1. Ju, a repressão ao corpo e à sexualidade da mulher existiu sim (ainda existe, na verdade), por muitos e muitos e muitos anos, não foi algo específico do ballet clássico. Acho que foi um movimento contrário, o ballet clássico sofreu o reflexo dessa repressão. Sobre as modelos de passarela, há críticas pesadas sobre aqueles corpos esqueléticos. Eu, particularmente, acho horrível. Já os atletas não são magros, eles têm massa muscular definida, se cuidam, é diferente. Atleta não passa fome, senão ele não rende. Na verdade, atletas se cuidam superbem, o contrário nem sempre acontece com bailarinas e modelos.

      Grande beijo.

  16. eu bem que sei o que é ter bumbum grande rsrsrsrsrsrs o meu e bem grandinho….. e além disso, minhas pernocas são bem grossinhas viu…. coisa de brasileira neh… rsrsrsrs
    no começo do ballet, eu confesso que tinha um pouco de vergonha, pq as meninas que faziam aula comigo, eram todas magras (até as adultas que eras minhas amigas), elas tinham “corpo de bailarina”, mas eu tenho uma grande sorte, e minha professora nunca me deixou pra baixo, muito pelo contrario….
    Ela sempre dizia que a gente tinha que tentar emagrecer um pouco, mas nem tanto pelo estético e sim por nossa saúde e pra facilitar um pouco tb, afinal subir nas pontas com sobrepeso ninguem merece neh rsrsrsrsrs….. e assim hj não sinto vergonha alguma de ser “a maior” da minha turma, (tanto de altura quanto de largura rsrsrsrsrsrs)…..
    Uma vez eu fui assistir à Companhia de Dança de São Paulo, e no corpo de baile estavam umas bailarinas com corpo sabe…. era notório as pernas grossas no meio de algumas mais fininhas rsrsrsrs mas afinal estamos no Brasil, aqui e muito mais difícil encontrarmos bailarinas esquálidas…. encontramos lindas bailarinas pernudas e com bumbum grande, e que são lindas e talentosas…..

    Um beijoooooo

  17. Hum! A Maya Plisetskaya é um grande exemplo de bailarina que tinha corpo de mulher. Foi Prima Ballerina do Bolshoi até uma boa idade, e chegou a fazer uma apresentação aos 80 anos. Uma mulher cheia de vida e vontade de dançar!
    Aqui tem ela fazendo o Cisne Negro. Eu particularmente não sou fã do Cisne Branco dela, mas AMO a Odile da Maya. Ela tava bem “cheinha” para os nossos atuais padrões, mas ela dança com graça e prova que uma bailarina não precisa ser palito para ter boa técnica e talento.

    E aqui ela um pouco mais magrinha, mas ainda assim com corpo de mulher, fazendo Carmen. Eu simplesmente amo essa coreografia!

    1. Ju, a Maya Plisetskaya! Enquanto eu escrevia o post, eu pensava que essa ideia de bailarina alta e magra tinha vindo da Rússia, nem lembrei da Maya. Eu já tinha assistido aos dois vídeos, mas só no pas de deux eu “sabia” que era a Maya, hehehe. O de Carmen, eu nem liguei o nome a pessoa. Como ela dançava, nossa! Lindíssima e com corpo de mulher. Eu também amo essa coreografia de Carmen, mas é raro a gente encontrar uma bailarina que saiba dançá-la com esse “poder” que o papel exige. E a Maya dança como se fosse a coisa mais tranquila do mundo!

      Grande beijo.

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