Dançar desde o princípio

Prestem atenção nesta bailarina…

Ela também é professora de dança e essa coreografia é para iniciantes adultos. Não é lindo? Somos acostumados, pelo menos a maioria, a apenas reproduzir passos. Só pensamos em “dançar” nas apresentações de fim de ano. Na verdade, deveríamos ter a dança na mente e no corpo o tempo todo.

Quando eu fazia dança cigana, a professora sempre colocava as alunas para dançar no fim da aula. Escolhia uma música e todas rodopiavam como quisessem. No começo, eu era dependente do espelho, por conta do ballet clássico. Um dia ela percebeu, veio até mim e disse: “Não olhe para o espelho, olhe para dentro de você.”

Como isso não é comum nas aulas de ballet clássico, vamos nos inspirar nessa bailarina, escolher uma música e deixar os passos surgirem. Sem medo de errar.

*

ATUALIZAÇÃO: Eu pensei que fosse uma bailarina iniciante (antes o post começava afirmando que ela era, eu alterei), mas trata-se da bailarina  Tania Wong, que também dá aula para adultos. Essa é apenas uma proposta de coreografia para iniciante adulto. Quem descobriu foi a Nirjara. O post perdeu um pouco o sentido, porque era para incentivo todos dançarem, mas deixarei assim mesmo.

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17 comentários sobre “Dançar desde o princípio

  1. Oi querida… Meu nome é Fernanda tenho 23 anos e faço ballet já estou na ponta mas estou tendo problemas com minha sapatinha tenho uma PARTNER 183, mas com penas uma semana de aula eu quebrei ela, ela esta tão quebrada que eu não consigo subir…. Sou gordinha e gostaria de saber qual sapatinha de ponta é mais recomendada pra quem é gordinha….. As vezes penso até em para de fazer sinto tanta vergonha de não conseguir subir na ponta….
    Bjos aguardo resposta… :)

    1. Fernanda, a sapatilha de ponta ficar “mole” desse jeito não significa, necessariamente, que é por conta do seu peso. Pode ser também pela força do seu pé. Há magrinhas que acabam com uma ponta fácil fácil… Nem se preocupe com isso. Também não precisa sentir vergonha de subir na ponta, porque isso acontece com muitas bailarinas. Há quem demore bastante tempo para encontrar uma sapatilha que sustente o seu pé e a sua força. Eu fiz um post que seria bacana você ler https://dospassosdabailarina.wordpress.com/2010/04/09/quebrar-a-sapatilha/ Sobre a recomendação, há sapatilhas da Só Dança (http://www.sodanca.com/americalatina/portugues) que são super-reforçadas. Outra marca que aguenta bem os pés fortes é a Millenium (http://www.sapatilhasmillenium.com.br/). Escreva para eles, conte a sua história, e vão te indicar onde comprar e qual o melhor modelo para você.

      Grande beijo.

  2. É mesmo necessário deixarmos os passos surgir e fluir ao ritmo da música. O ballet é muito disciplinado e não nos dá muita margem de criatividade quando estamos a aprender, então para nosso próprio bem, para a nossa serenidade mental é tão agradável quanto saudável fazer uso daquilo que aprendemos sem a preocupação de uma técnica perfeita, mas somente para agradarmos a nós mesmas. Eu faço isso. Ponho música, qualquer música apelativa e danço. E a sensação é óptima!

  3. Mesmo se tratando de uma bailarina professora, já com todos aqueles anos de experiência, a dança continua a ser na mesma vocacionada para iniciantes adultos. Por isso Cássia, penso que o post não perdeu o sentido. Trata-se de uma coreografia alternativa, inserida num registo diferente da dança clássica, o que motiva os bailarinos a puxarem pelo seu lado mais artístico para a executarem.
    Gostei mundo da dança e do texto. Fez-me lembrar os momentos em que a minha professora pede para fazermos dança livre, com uma música escolhida na hora. Não há tempo para pensar, treinar, ou experimentar. Apenas uma música a tocar que espera pelos nossos passos. E é esse o espírito que toda a bailarina ou bailarino deve ter bem presente na sua vida.
    Beijinho.

  4. Nossa Cássia, é lindo mesmo. Faço dança do ventre e a professora sempre faz isso no final da aula também. Na verdade a dança é isso: deixar os passos surgirem de dentro de você e não apenas ficar seguindo coreografias. Eu ainda fico bastante quando danço de improviso, mas deixo rolar de acordo com a música e tá tudo certo !
    gente, entrem no meu blog : http://www.allthedance.blogspot.com e comentem, por favor !

  5. Linda bailarina.

    Eu algumas vezes (poucas) meio angustiada, chegava mais cedo na escola, abria a sala e dançava deixando sair muitas mágoas.

    E sabe que elas saem? Mas a gente precisa deixa-lás sairem.

    Beijos

  6. Que isso, Cássia. Seu post não perdeu sentido não. Continua com proposta inicial que é sobre dançar com corpo e alma. Se é possível dançar uma coreografia tão simples de uma forma tão linda, é um incentivo para estarmos sempre presente na dança não importando qual é o movimento. Fiquei impressionada como um simples sequencia de tendu pode ser tão grasiosa. Lembrarei disso na próxima aula de barra!

    1. Nirjara, eu tentei descobrir sobre a bailarina do vídeo, entrei no site onde ela dá aula, mas sei lá o motivo, achei que não fosse a mesma pessoa. E esse post daqui estava de molho há tempos! Quando você falou que realmente era a professora dançando, fiquei decepcionada comigo, hehehe. Mas você tem razão, ela transformou uma sequência de tendu, ficou uma graça!

      Grande beijo.

  7. Olá, novata por aqui. Há uma semana decobri o seu blog e esse é o primeiro comentário que deixo por aqui. Simplesmente fantástico o seu espaço :D Já percorri, sem exageros, umas 45 páginas de posts seus e agora sou seguidora fiel! Só a título de apresentação, tenho 18 anos, sou afixionada pelo ballet desde os 14, mas só agora que comecei a trabalhar e ganhar o meu dinheirinho vou começar a fazer aulas. Minha primeira aula de verdade será no dia 4 de fevereiro ;] Mesmo assim, coisa que eu faço muito, mesmo que sem muita noção de passos e técnica, é colocar música de repertório, ou mesmo qlqr musica que me agrade, para tocar e dançar no meu quarto. Por horas, se duvidar, me achando a própria bailarina. Sem isso, não vejo por que alguém quereria dominar uma técnica, se não for para te libertar dos seus limites e te deixar dançar mais e mais livre. Mesmo sem estudo formal de técnica classica, minha avó, que as vezes me pega no flagra dançando, jura que a neta é bailarina. No meu coração eu sou e agora é correr atrás para que meu corpo me permita corresponder a essa vontade imensa de acreditar nisso.

    1. Nohara, nossa, você leu muita coisa do blog de uma vez! :D E se você sempre foi bailarina de coração, agora será bailarina de fato. Dia 4 de fevereiro está chegandoooooooooo! Depois você volta para contar como foi?

      Grande beijo.

  8. Fiquei chocoda, pensei, se essa bailarina é iniciante deve ser superdotada. posicionamento de ombro, de braço, encaixe, uso de pés. pirueta dupla. fiquei um pouco com baixo auto-estima.
    mas na verdade trata-se da bailarina Tania Wong propondo uma versão de coreografica para adultos iniciantes. ufa.
    De qq jeito, foi muito interessante. Serviu de inspiração:Como dançar esses movimentos básicos de uma maneira graciosa e linda. Fico só pensando em detalhes (bunda, barriga, cutuvelo, ombro, escapula etc etc) e esqueço que estou dançando. Vou pensar nas coisas que vc. falou na próxima aula. obrigada!!

  9. Hum… interessante o ” deixar os passos surgirem” estou lendo o livro A dança… de Klauss Vianna, e ele fala basicamente que as formas puras são frias, mortas, já o movimento é vida. E esse movimento está dentro de cada um.

  10. Este eh o segredo!!! Olhar para dentro de si. Na maioria das vezes quando tento copiar as pessoas, nao da certo :-) Achei brilhante, por ser uma bailarina adulta. Adorei os arabesques :-)

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