Bailarinos brasileiros no exterior

Este post estava de molho há bastante tempo, desde que a Juliana (querida leitora e amiga) me passou vários links sobre bailarinos brasileiros no exterior. Ela própria mora em outro país.

Foto: Thiago Soares e Roberta Marquez, em Giselle. Royal Ballet.
Quem encontrou a imagem foi a Juliana, depois de tê-la visto por Londres diversas vezes.

Para delimitar o assunto, selecionei algumas companhias para pesquisar sobre as nacionalidades dos bailarinos. Foram elas: Bolshoi Ballet, Royal Ballet, American Ballet Theatre, San Francisco Ballet e Ópera de Paris. Pensei que, assim, teria poucos na lista e poderia falar sobre cada um deles. Santa ingenuidade! Só não há bailarinos brasileiros na última. Nas demais, há mais de um.

Eu não sou ufanista, nacionalista ou bairrista. Não acredito, sinceramente, que ter nascido em determinado lugar faz alguém ser especial, ou o contrário. Eu admiro quem consegue o seu espaço com dedicação e talento, não importa de onde tenha vindo. Por outro lado, ao encontrar pessoas do mesmo lugar que nós, temos a sensação de pertencimento. A gente se reconhece. Sendo assim, o objetivo é que essas histórias nos inspirem, tanto no ballet quanto na vida.

Aqui estão os bailarinos, suas funções, suas respectivas biografias e vídeos de alguns deles. Aliás, tarefa árdua essa, encontrar material audiovisual de bailarinos brasileiros. Queremos vê-los dançar!

Mariana Gomes, Bolshoi Ballet, corpo de baile
Para ver o seu nome na lista do corpo de baile, aqui.
Para vê-la dançar, aqui.
(Não encontrei um vídeo bacana, por isso, boa imagem mesmo apenas no comercial do HSBC. E ela já foi tema de post no blog e comentou, sabiam? Justamente o que deu a ideia para este aqui. Todo mundo dando oi para ela já!)

Marcelo Gomes, American Ballet Theatre, primeiro-bailarino
Para ler sua biografia, aqui.
Para vê-lo dançar, aqui.
(Ele é meu bailarino preferido. Comentei vagamente aqui.)

Thiago Soares, Royal Ballet, primeiro-bailarino
Para ler sua biografia, aqui.
Para vê-lo dançar, aqui.

Roberta Marquez, Royal Ballet, primeira-bailarina
Para ler sua biografia, aqui.
Para vê-la dançar, aqui.

Isadora Loyola, American Ballet Theatre, corpo de baile
Para ler sua biografia, aqui.
Infelizmente, não encontrei vídeo algum.

Renata Pavam, American Ballet Theatre, corpo de baile
Para ler sua biografia, aqui.
Infelizmente, não encontrei vídeo algum.

Marcella Paiva, American Ballet Theatre, ABT II
Para ler sua biografia, aqui.
Para vê-la dançar, aqui.

Irlan Silva, American Ballet Theatre, ABT II
Para ler sua biografia, aqui.
Para vê-lo dançar, aqui.
(Ele é o bailarino do documentário Only When I Dance.)

Vitor Luiz, San Francisco Ballet, primeiro-bailarino
Para ler sua biografia, aqui.
Para vê-lo dançar, aqui.

Daniel Deivison-Oliveira, San Francisco Ballet, solista
Para ler sua biografia, aqui.
Para vê-lo dançar, aqui.

Créditos dos retratos dos bailarinos:

[1] © Cristiano Gastaldi
[2] [5] [6] [7] [8] © Ballet Theatre Foundation, Inc.
[3] [4] Royal Opera House
[9] [10] © David Allen

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25 comentários sobre “Bailarinos brasileiros no exterior

  1. Parabéns a esse pessoal talentoso e esforçado que rala tanto para alcançar seus objetivos. Que eles consigam todo o sucesso que merecem. Mas é muito importante estarem atentos de onde vêm essas oportunidades de trabalho e bolsas de estudo. Este tipo de arte é um dos meios mais visados por aliciadores para o trabalho escravo no exterior, assim como o trabalho das modelos de moda e arte. Cuidado para ao invés de realizar um sonho, acabar realizando um pesadelo.

  2. Eu é quem peço desculpas por não me explicar direito, pq nem era tanto por querer falar da vida dele, e sim pq o fato dele ter se assumido já é tão natural hoje em dia, que eu tinha estranhado rsrs! Mas agora vi que o depoimento no blog da Myrna é bem antigo.

    Parabéns pelo blog!

    =***************

  3. Marcelo Gomes é um “divo”! Sem palavras!
    Quanto a ter orgulho desses bravos guerreiros e guerreiras que estão fazendo fama lá fora, eu pelo menos o faço, não por questão de ufanismo, e sim pelo óbvio e lamentável fato de que ser bailarina aqui neste país é matar um leão por dia, imagine ser bailarino… Nossos melhores craques precisam mesmo ir p/ fora p/ brilharem.

    *momento hã?! não entendi!: o Marcelo tem namoradA? Que eu saiba, ele se assumiu gay numa revista, até saiu na capa com o seguinte título: Romeo is Gay.*

    1. Carol, eu mesma disse no post que eles merecem ser vistos como exemplo porque conseguiram chegar onde chegaram… a meu ver, ser brasileiro nada tem a ver com isso. ;) Merecem porque são bons. Quem disse que ele tem namorada? Não há nada escrito nem no post, tampouco nos comentários que dê margem a essa interpretação. Sim, ele é gay, também vi essa capa de revista. E, aliás, sinceramente? A vida pessoal dos bailarinos, e de quem quer que seja, passa longe de ser assunto alheio. ATUALIZAÇÃO: Carol, eu vim me desculpar. Não tenho bola de cristal, não sabia que você tinha lido o post do blog da Myrna, em que o Marcelo Gomes fala da namorada. Mas pelo que entendi, na época do texto ele tinha 21 anos. Hoje ele tem uns 30 anos. Ou seja, deve ter se assumido de lá para cá.

      Beijos.

    1. Ju, quando eu li uma entrevista da Aurélie Dupont, até cheguei a publicar aqui no começo, eu entendi porque a adorava desde sempre. Ela dizia que dançava por amor, para fazer diferença, não pelo papel principal. A minha admiração não era apenas no palco, era a sua postura como bailarina. Aí li o post do blog da Myrna e leio isto: “Conta apenas talento, dedicação e força de vontade.” E me abri de chorar ao ler esta parte: “Aos 7 anos, terminei uma redação sobre o tema ‘O que eu quero ser quando crescer’, com a seguinte frase: ‘Sei que sempre, em algum lugar do mundo, haverá uma sapatilha me esperando’.” Eu sabia que ele é o meu preferido por algum motivo que eu ainda iria descobrir….

  4. Que post lindoooo!

    E que orgulho dos nossos bailarinos.

    Eu tenho um vídeo da Marcella Paiva dançando o Grand Pax de Deux do Dom Quixote como bailarina convidada no 18º Passo de Arte de Indaiatuba. Jesus, como ela é linda! Eu mesma gravei, por isso a qualidade do vídeo está péssima, mas não apago de jeito nenhum hahaha.

    Todos os bailarinos são lindos, fiquei muito feliz com esse post.

    1. Marcela, a sua xará é mesmo lindaaaaaaa! E você a viu dançar “de perto”, que bacana. Você assistiu ao vídeo que coloquei, ela no Prix de Lausanne? Eu gostei ainda mais do contemporâneo, ela brilha dançando. Todos os bailarinos são lindos mesmo, mas eu queria tanto encontrar material de qualidade sobre eles. Isso porque estes fazem parte das companhias mais renomadas. Seria ótimo que eles fossem nossas referências na dança. Quem sabe eles leem o post e começam a publicar seus próprios vídeos? Olha a minha pretensão, hehehe.

      Grande beijo.

  5. Eh verdade. No Royal os ingleses sao minoria e os estrangeiros estao no mesmo barco. Coitada da Mariana, a situacao dela eh mais dificil. Mas quando eu vejo um brasileiro ( eu digo isso pra mim) se sobresaindo, o meu coracao bate mais forte. Quando eu vi a foto do Giselle espalhada pelo metro, voce nao sabe a alegria que me deu.

    1. Ju, você ficou tão feliz com o post que não notou este trecho: “Por outro lado, ao encontrar pessoas do mesmo lugar que nós, temos a sensação de pertencimento. A gente se reconhece.” ;)

  6. Eu sei Cassia. Eh que eu conheco de perto o preco da discriminacao, da barreira da linguagen (falada e nao falada). Eh muito dificil. Eh realmente um peso a mais. Eu vi uma entrevista do Thiago (se eu achar eu posto aqu) em que perguntaram qual era a diferenca entre o bailarino brasileiro e o bailarino estrangeiro. Ele disse: o brasileiro tem a urgencia que o Europeu nao tem. O brasileiro danca como se nao tivesse amanha e o Europeu pode esperar. O dele esta garantido. Eu me identifiquei na hora. Eu tambem vi um depoimento do Manuel Legris naquele documentario ballerina, que fala muito sobre as russas. Ele disse que as russas tem uma aura especial e que sempre estao prontas para trabalhar quando sao escaladas. Ja as europeias ocidentais tem mais escolha. Se nao estao passando bem, ou se nao se sentirem preparadas elas logo dizem que nao podem dancar. Tem uma entrevista da Mariana Gomes (uma que eu te mandei via email) e tambem numa outra em que ela deu no programa Altas Horas em que ela relata as dificuldade. Infelizmente sao dois pesos e duas medidas, por isso eu dou valor.

    1. Ju, eu entendi o que você quis dizer, você que não entendeu o que eu disse. ;) Falei que brasileiros não são especiais… nem europeus, asiáticos, africanos ou afins. Claro que há dificuldades em trabalhar no exterior, não apenas para bailarinos, mas para qualquer um, porque é outro país, outra cultura, outras pessoas. Não existe melhor ou pior, mas há diferenças e é preciso aprender a lidar com elas. Sobre o que o Thiago disse, o “alto escalão” do Royal é feito, basicamente, de estrangeiros. Querendo ou não, todo mundo ali está no mesmo barco. Acho muito mais complicado para a Mariana, que está cercada de russas por todos os lados. É como se um russo viesse jogar futebol no Brasil. Por isso eu dou valor para todos, não importa de onde tenham vindo. E não acho esses bailarinos especiais porque são brasileiros, mas porque lutaram pelo seu espaço. A Mariana diz no vídeo do HSBC que consegui tudo sozinha. E foi mesmo. Não conseguiu por ser brasileira, conseguiu porque mereceu. E é isso que valorizo.

    1. Dayanna, eu falei logo no começo do post que limitei a minha pesquisa às companhias citadas. ;) Sendo assim, não faltou ninguém, porque sei que há grandes bailarinos brasileiros ao redor do mundo. Se eu fosse mencionar todos, teria de fazer um blog só sobre o assunto.

      Grande beijo.

  7. Cassia,
    Amei o post. Muito lindo. Conforme eu disse, agora eu tenho um mundo de coisas para estudar e aprender. Eu levanto, tiro o meu chapeu e aplaudo essas pessoas. Nao e nacionalismo, nao!!! Mas que o coracao bate mais forte, isso bate. Eu sei o quanto e dificil viver fora do pais. E ser bailarino ja e dificil, e ser primeiro bailarino brasileiro fora do Brasil eh mais dificil ainda. E uma competicao imensa. Eu que nao sou bailarina profissional passo dificuldades (voce sabe). O mundo do ballet e muito dificil, muito competitivo. Eu ja vi depoimentos da Aurelie e Elizabeth Platel comentando sobre o meio. Ja vi comentarios do Thiago e do Marcelo Gomes dizendo o quanto eh especial dancar no Brasil para o publico brasileiro. E com certeza eh. Beijos imensos.

    1. Ju, mas o fato de ser especial dançar aqui é porque eles são daqui. ;) Da mesma maneira que deve ser incrível para o Carlos Acosta dançar em Cuba. Não sou adepta do “O Brasil é o melhor país do mundo.” É sim, para os brasileiros de nascimento ou coração. O mundo é tão vasto, diferente e incrível que me recuso a ver o nosso cafofo com olhos especiais, de verdade. Beijo doce.

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