Encaixe de quadril não existe

Em maio de 2009, eu escrevi um post intitulado Depois da lua de mel… em que contava a minha primeira grande desilusão com o ballet clássico. A minha questão, à epoca, nem era a minha evolução técnica. Eram as constantes críticas ao meu corpo. Além do meu abdome, que eu não conseguia “manter preso”, a frase mais ouvida era “Cássia, o quadril!”.

No começo, eu tinha retroflexão, ou seja, minha coluna estava reta e não existia aquela curva antes de chegar ao bumbum. O caso oposto é a lordose, quando a curvatura da coluna é acentuada. Um corpo saudável não está nem reto nem muito curvado. Depois de um longo tratamento de fisioterapia, minha coluna finalmente voltou ao lugar. Em ambos os casos, sempre ouvi a mesma frase: “Cássia, o quadril!”. Era o meu tormento.

Dia desses, resolvi pesquisar sobre o assunto para escrever um post. E encontrei a resposta para um ano e meio de angústia.

*

O “encaixa quadril” surgiu da necessidade das pessoas hiperlordóticas “atenuarem” a curvatura levando-a a posição anatômica mais cômoda. Atenuar não significa “retificar” a coluna como temos visto em algumas academias.

As quatro curvaturas: sacral, lombar, dorsal e cervical têm a função de dissipar as forças no sentido horizontal e são capazes de dividir por dez uma pressão resultante de uma carga e/ou impacto. A retificação de uma delas, normalmente a lombar, diminui em 50% a capacidade de dissipar forças sobre a coluna. […]

Mais uma vez defendo o professor especialista na Educação Física escolar e do fitness, um dando continuidade ao trabalho do anterior a fim de se evitar absurdo como esse tal “encaixar quadril” para fazer exercícios em pé.

Luiz Carlos de Moraes, trechos de Encaixe de quadril não existe.
Para ler o texto completo, aqui.
Para ler o currículo do professor, aqui.

*

Vocês leram? Entenderam? Releram? Encaixe de quadril não existe. As professoras de ballet, com total despreparo e desconhecimento do corpo humano, exigem a retificação da coluna. Essa história de “empurrar o quadril” para a frente, a fim de deixar nossa coluna reta e o nosso bumbum o menor possível. Com isso, a pressão em nossa coluna aumenta. As consequências? Dores e problemas na coluna.

Eu escrevi ao professor Luiz Carlos de Moraes e contei a minha história. Eu passei muito tempo achando que o problema era meu, por não conseguir manter o meu corpo como deveria. Não era. Confiei na minha fisioterapeuta, de que enfim meu corpo estava são. E o professor me respondeu: “Parabéns por escolher a sua saúde”.

Infelizmente, o “encaixa esse quadril!” é imperativo nas aulas de ballet. Vamos esquecer isso de uma vez por todas. Postura correta é isto aqui. E não venham com essa história de “no ballet é assim”. Isso é fruto de desconhecimento do corpo humano, não de ballet clássico.

Professoras, aprendam: técnica clássica vocês sabem. Está na hora de estudar anatomia e fisiologia.

Bibliografia sugerida pelo professor Luiz Carlos:
1) Miranda, Edalton. Bases de anatomia e cinesiologia. Rio de Janeiro: Ed. Sprint, 2000.
2) Kapandji, A. I. (Ibrahim Adalbert). Fisiologia articular. Editora Panamericana. Volume 3 – Tronco e coluna vertebral.

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33 comentários sobre “Encaixe de quadril não existe

  1. sofro com o encaixe do quadril, mas poucas vezes ouvi a expressão ligada a deixar a coluna reta.
    Meus professores graças a Deus estudao bastante sobre o ballet e sobre anatomia mesmo, rsrs, e o que eu escuto é que o encaixe do quadril esta ligado a rotaçao das pernas. tente fazer o en dehors sem estar encaixada, alem de ser mais dificil sobrecarrega o joelho, o en dehors começa pela coxa e para tal temos que estar encaixadas. Mas reconheço que existem professores que nem saibam disso e que quando veem qualquer sinal de bunda acreditam que estamos erradas. É uma pena.

  2. Ahh entao nao parou de fazer aula! Entedi, pois parecida que tinha parado.
    Sinto muito por ter colocado em voga novamente, o fato que no texto voce parece generalizar a categoria, mas como vê nao fui a primeira que identifiquei a frase, e nao a conheco para dizer se és uma pesssoa que considera excecoes ou nao. Eu ainda concordo com o fato que bailarinos/professores devem ter conhecimento de anatomia, mas acho que Educacao Física nao é o melhor. O curso de Fisioterapia é mais adapto, assim como o Pilates ou Alexander Thecnique (conhece esta técnica? É maravilhosa! http://www.alexandertechnique.com/ ), entre outras técnicas já citadas aqui por outros leitores.
    Espero que o blog continue avante pois e um ótimo local de informacao para iniciantes na danca e amadores, para que abram os olhos e nao continuem a pensar que existe um único tipo ideal de bailarina(o), que aprendam a origem do ballet e todos os seus pormenores. Abracos!

  3. Olá Cássia,
    Li o artigo e achei bem interessante pois é verdade que o termo encaixar o quadril nao é correto. Agora, generalizar os professores de ballet por nao saberem já nao é bem assim.
    Sou ex-bailarina profissional e professora, formada na Europa, já fiz parte do ballet da Ópera de Viena, de Munique e das Finlândia e garanto que existem sim professores de ballet com esse conhecimento, mas claro existem sempre muitos professores incompetentes, onde a maioria desses nunca fizeram um curso para tornar-se professores de ballet. Digo isso porque quem é formado em Pedagogia da danca estuda anatomia e fisiologia.
    Outro ponto importante é o fato da técnica do ballet ter sido criada a patir de um determinado tipo físico. Nao quero dizer que quem tem bunda grande (como eu), nao tenha elasticidade nem endehor jamais será bailarina, tudo depende de dedicacao e trabalho. Cabe ao bailarino conhecer o próprio corpo e cabe ao professor desenvolver à ele uma “técnica específica”, um modo de fazer um movimento aqui e acolá de certa forma que se adpate melhor ao corpo. Fiz aulas com Vogel, do Stuttgart, ele nao faz exercícios lentíssimos porque a musculatura dele nao precisa, ele faz o
    exercício em determinado tempo para que ele obtenha melhores resultados. A mesma coisa Lucia Lacarra, a técnica que ela usa é diferente, é específica.
    A palavra “encaixe” é usada erroneamente. Botar a bunda pra dentro é errado, é a pior coisa para uma pessoa que faz ballet, nao importa se a nível profissional ou amador. Caímos novamente na má formacao de professores de ballet. Infelizmente no Brasil, nao existe um curso descente de Pedagogia da danca. É revoltante!
    Agora a frase do professor “Parabéns por escolher a sua saúde” é mais revoltante ainda… É mais do que velho o problema bailarinosXprofessores de educacao física, sempre vao achar que o que fazemos nao tem nexo, é ruim pro corpo, nao sabemos nada de anatomia. Teve um antigo decreto que queria fazer com que todos os profs. de ballet tirassem o curso de ed. física. Até que seria útil já que nao se há um verdadeiro curso para professores de ballet.
    Enfim, o ballet é uma arte nao um esporte, vamos seguir o Martha Graham um vez disse, ” A danca é linguagem secreta da alma”.

    P.s: nao tenho todos os acentos no meu pc, entao desculpe pelas ortografia =(

    1. Carmen, eu não generalizei. Quando falo “os professores de dança”, é claro que não estou falando de todos eles. Não é a primeira vez que me cobram isso, mas eu simplesmente não preciso colocar no texto que as exceções existem, certo? Além disso, o professor de educação física estava certo sim em me parabenizar por eu ter escolhido a minha saúde, porque eu fazia aula onde estavam me prejudicando. Não parei de fazer ballet, só mudei de escola. Sobre a “disputa” educadores físicos X professores de dança, é cada vez mais comum bailarinos e estudantes de dança fazerem faculdade de educação física, especialmente bailarinas clássicas. Enquanto existe uma guerra de braço entre um lado e outro, há quem esteja unindo os dois, o que acho ótimo. Um grande beijo.

  4. Na verdade o ballet, foi sim, criado para corpos específicos. O que acontece é que temos que trabalhar com corpos que não darão o resultado que as escolas pretendem , dentro do tempo por elas determinados para a formação de um bailarino profissional. Talvez a pressa para “acertar-se ” com o método, faça com que tantas pessoas sofram com o uso da técnica em busca do que é realmente para o BALLET seja fundamental.
    Não recrimino nem um professor que diga para “encaixar o quadril” , porque ele também aprendeu assim, e olha que dependendo da estrutura física, pode ter dado certo.
    Cada corpo é um, cada um carrega sua historia, suas possibilidades para o ballet e seus limites também. Eu acredito que há corpos em que o Ballet se adapte. Assim omo uma jogadora de voleibol tem como principio básico a estatura alta, a ginasta a estatura baixa… e assim por diante. Não estou dizendo que se você não tem o corpo especifico para o Ballet vc jamais poderá faze-lo, muito pelo contrario. Daí existe o Talento, que muitas vezes impera mais que o dote físico.
    Beijocas

  5. Cassia

    sofrro com isso tambem coloca esse bumbum pra dentro encolhe essa barriga srruma as costa so com 3 anos de ballet nao da ne

    e ainda por sima tenho 11 anos e ja estou com a sapatilha de ponta

    amo fazer as aulas mais a prof quer que eu fassa a apresentação de ponta e meu medo e de cair

    por favor responda se der e se quiser pode mandar uma historia sobre suas aulas e apresentaçães de ballet

    um bjo leitora

    iza

    1. Desculpa? Juliana, imagina! Eu só tenho a agradecer. Já estou seguindo no Twitter, já estou participando no Facebook e já estou lendo o blog, fora os outros links que visitarei depois. Obrigada mesmo, muito muito muito!

  6. Cassia,

    Esqueci de colocar esses links tambem.

    http://franklinmethod.wordpress.com/ – Este blog eh otimo. Inclusive ha videos de pessoas que fizeram o treinamento com ele.

    http://twitter.com/franklinmethod

    Outra coisa: no livro conditioning for dance ha uma serie de exercicios que podemos fazer. Ele disse que da para fazer uma aula inteira de ballet com o uso das bandas elasticas de resistencia. No workshop a gente fez alguns tendus e port de bras com as bandas. Senti um pouco mais de estabilidade. Bom, qualquer novidade eu te conto. Agora vou ficar esperando pelo seu post; parabens sempre pelo blog que continua bombando. Beijos juju

  7. Pois eh Cassia. Vou procurar saber melhor. Eu ouvi essas coisas da boca dele. Deve ter algum sentido, pois o cara viaja pelo mundo dando palestras pelo mundo inteiro, inclusive no Royal Ballet e no American Ballet Theatre. Entao deve ter algum fundamento. Entretanto, hoje fui a aula e o meu professor disse para continuar prendendo o abdome e apertando o bumbum. O meu professor tambem eh super bom e ja deu aula para a Tamara Rojo. Fiquei meio confusa. Mas de uma coisa eu tenho certeza: “encaixe o quadril” nao existe! Eu vou tentar entrar em contato com ele para saber se ele tem os contatos ai no Brasil. Quem sabe em Sao Paulo? Bom, qualquer novidade eu te conto. Eu nem te conheco pessoalmente, mas eu quis dividir isso contigo. Beijos Juliana

  8. Cassia,

    “Encaixe o quadril” nao existe mesmo nao! Eu agora descobri o “Franklin method”. Nao sei se vc ja ouviu falar. Eric Franklin (ex bailarino Suico) desenvolveu uma tecnica para aprimorar os movimentos do corpo, incluindo ballet e pilates atraves do uso da imagens metaforica do corpo humano. Este fim de semana tive o privilegio de participar de um workshop com ele aqui na Inglaterra. Fizemos varios exercicios de relaxamento dos ombros que fizeram minha perna voar no grand battement. Ele defende a ideia de que 80% dos casos de bloqueio mental em bailarinos e por que eles nao usam todo o potencial que tem. Alem disso, ele nao acredita que devemos trancar o abdome porque: primeiro temos que respirar; e segundo nao se pode trabalhar com musculos enrijecidos. O mesmo acontece com as posicoes que exigem equilibrio (ex. attitudes e arabesques). Desde que estejamos alinhados, o equilibrio vira naturalmente e a tensao so atrapalha. Enfim, voltando a estoria do quadril, ele diz que o mesmo nao pode ficar estatico, pois alem dos musculos precisarem estar livres para uma re-organizacao do sistema como um todo, com o movimento das pernas a pelvis ira se movimentar (abrindo e fechando automaticamente) sem nenhum movimento voluntario. Ele tem varios livros e em um deles, ele sugere o relaxamento ao inves do alongamento (ja encomendei para ver como funciona). Eu sei que ele ja ensinou no Brasil (vou descobrir os detalhes). Vou deixar os links aqui, se voce quiser dar uma olhada.

    http://www.physiopilates.com/equipamentos/acessorios/franklin-method

    http://www.franklin-methode.ch/content-n40-sE.html

    http://www.franklin-methode.ch/international/webautor-data/40/0703_Pointe.pdf

    http://www.amazon.co.uk/s/ref=nb_sb_noss?url=search-alias%3Dstripbooks&field-keywords=eric+franklin&x=12&y=11#%2Fref%3Dsr_pg_1%3Frh%3Dn%253A266239%252Ck%253Aeric%2Bfranklin%26keywords%3Deric%2Bfranklin%26ie%3DUTF8%26qid%3D1288656669&enc=1

    http://www.amazon.co.uk/Dance-Imagery-Technique-Performance-Franklin/dp/0873229436/ref=sr_1_7?s=books&ie=UTF8&qid=1288656773&sr=1-7#reader_0873229436

    Enfim, a experiencia foi fantastica, vale a pena conferir.

    Beijos,

    juliana

    1. Juliana, estou impressionada com a aula que você acabou de me dar! Muuuuuuito obrigada. Além de tanta informação, isso de não prender o abdome sempre foi outro problema na minha vida. Sempre ouvi sobre o encaixe do quadril e prender o abdome. E eu não consigo e ouvia ouvia ouvia ouvia. Saber que ele defende o contrário, nossa. Eu lerei tudo o que você mandou, vou salvar o seu comentário para reler e estudar melhor. Farei até um post sobre o Franklin Method, pode deixar. Obrigada imensamente! :D

      Grande beijo.

  9. NOSSA! estou salva..
    sempre tive bum bum grande, e era difil encaixar pra deixar tudo retinho princilpalmente no grand plié.
    agora que descobri num preciso mais!
    uhuuu te amo CASSIA!
    (meu nome é parecido com o seu! Giovana Cássia! rsrs)

  10. Ótimo texto!!!!
    Sou bailarina há 17 anos e profissional há 6. Estou no 4º período da faculdade de Educação Física e concordo plenamente com o título do seu texto. A vida inteira sofri com professoras (especialmente do método RAD) que diziam que eu não encaixava o quadril nem por reza e que assim não seria uma bailarina. Tanto sofrimento para uma brasileira (de bumbum arrebitado, porém com curvatura natural, e não lordose), obrigada a trabalhar o “encurtamento” do músculo iliopsoas na tentativa de diminuir o tamanho do do bumbum. Segundo elas, contrariava a estética do ballet clássico, feito para corpos esguios e tábuas como os das russas. Não foi à toa que decidi estudar para não lesionar minhas alunas e nem a mim mesma! Contrair o abdomem é uma coisa, encaixar o quadril é outra!

    1. Viviane, se você soubesse como fiquei feliz ao ler o seu comentário. Você é bailarina e profissional, faz Educação Física e SABE do que está falando. É um alento, porque a gente realmente sofre, e muito, com professoras despreparadas. Muito obrigada pelo esclarecimento. E com bailarinas e profissionais iguais a você que tal absurdo vai mudar.

      Grande beijo.

  11. Bom Cássia,
    Agora que compreendi o que queria dizer, que é a mesma coisa que escrevi. hehe

    Relaxa…… sério.

    Tenho visto vocÊ muito estressada com pouco, vai acabar pior do que eu.
    Acho que não leu (em meu blog), mas quase tive um “treco” por estresse.

    Bjs…. desculpa qualquer mal entendido.

    1. Tays, o que te falei não foi pessoal, viu?! Eu ando sim estressada, com o blog. Fico feliz que ele me dê tanto retorno, mas algumas coisas estão passando da medida. Acredite, o meu estresse não é por pouco, porque vocês não leem algumas coisas que deveriam vir para cá. Há quem venha disputar, se divulgar, falar por falar e estou realmente perdendo a paciência. Especialmente, porque não vou encher a paciência no blog de ninguém, escrevo e questiono apenas no meu. Eu li sim, você colocou o link no Twitter, e é bem preocupante. Se cuida, mesmo! Quando o corpo da gente começa a gritar, temos de ouvir. Eu já tive treco por conta de estresse, quando tinha 19 anos. Nunca mais quero isso na vida.

      Grande beijo e não precisa pedir desculpa. ;)

  12. Sinceramente Cássia,

    Eu li várias vezes esses texto tentando compreender o que “você” queria passar.

    Vejo que faltou algo nesse texto, por que EU e muitas outras bailarinas que leram ficaram na mesma opinião.

    Resumindo foi isso que entendi

    “Que bailarinas não deveriam encaixar o quadril”

    Compreende??

    1. Tays, em primeiro lugar, estou falando do texto do professor de educação física. Segundo, eu sei que as pessoas não leem tudo, porque elas comentam coisas que estão presentes no texto ou não entenderam nada. Terceiro, poucas não entendem, ou seja, o problema não está na maneira que eu escrevo. Quarto, a questão da opinião é que não aceitam que não existe encaixe do quadril, mas posição adequada da coluna vertebral. Ou seja, você e todas entenderam certo. Isso não existe. Se vocês não aceitam, sério, não é problema meu. E não venham vir aqui querer provar para mim que isso existe, tudo bem? Falem sobre isso nos blogs e aulas de vocês.

      Beijo.

  13. Cássia fico triste que professores tenham ensinado isso p,ara você.

    Sei que meu ponto de vista não ti interessa, mas vou dizer o que aprendir, com professores:da escola, do municipal e um professor estrangeiro.

    O meu aprendizado:
    A palavra Encaixe de quadril é simplesmente mais uma GÍRIA do mundo do ballet, porque se for analisar o quadril já é encaixado na coluna vertebral o termo correto seria o “Posicionamento correto do quadril em relação ao corpo”
    Como minhas professoras me ensinaram coloque o quadril na posição correta, o que sobra é o Seu bumbum normal e deixe ele no cantinho dele.

    Se você não colocar o quadril no posicionamento correto em relação ao corpo, ira trazer varios problemas na coluna e nos joelhos.

    E para quem não sabe, o “encaixe de quadril” é usado em várias modalidades de esporte como boxe, natação, volei, tênis e até em hidroginástica
    Tudo isso por que na verdade o “encaixe de quadril” é para ajudar a postura.

    Tudo feito com exagero trás muitas complicações, e o grande problema do balé é a tensão no movimentos dos passos. Colocar muita força na região do quadril a longo prazo trará problemas horriveis.

    Outra coisa, é que o posicionamento correto do quadril em relação ao corpo, não que dizer que sua coluna ficará uma tábua, nem deve, se for analisar a coluna terá a curvatura.

    Desculpa pelo texto.
    E também não quero debater com você, nem subir aqui uma confroto.

    Meu objetivo é mostra que existe bons professores, e na verdade o vilão da história é a Interpretação de como foi levado isso aos alunos.
    Por isso que vemos profissionais mal qualificados.

    Bjs..^^

    1. Tays, o que você disse é exatamente o que foi explicado no texto citado no meu post. E a questão não é confronto. É que as pessoas comentam sem terem lido o texto ou não terem entendido exatamente o que lá está.

      Beijo.

  14. p.s: eu tenho lordose, quase hiper… pra mim, as vezes é necessário o encaixe do quadril, pra consertar… né? rs não sei!

    beijo

  15. Nossa, que revelação!
    Será que não devem ter mais pesquisas a respeito? Será que todas as bailarinas sofrem de dores então, por causa disso? Não é cedo afirmar que encaixar o quadril faz mal?

    Minha professora sabe de anatomia. Ela sempre explica algumas coisas, porque ela mesma tem um braço mais torto que o outro e sofreu com professoras que não prestavam atenção nesse “defeito” e gritavam com ela, como se estivesse errada! Ela me explica sempre que fechar o quadril é fundamental para abrir o en dehor desde cima. Quem não encaixa o quadril direito desconta nos joelhos, que caem pra frente nos pliés e, com o tempo, se deteriorizam.
    Bem… é isso que ela me explica sempre…

    Beijos!

    1. Então, Carol, como o professor de Educação Física diz no texto, essa ideia de “encaixe” surgiu como indicação para pessoas com lordose tentarem diminuir essa curvatura. É diferente de retificar, que significa eliminar essa curvinha entre a coluna e o bumbum. Geralmente, quando as professoras dizem para a gente encaixar o quadril, elas querem a eliminação dessa curvinha. E sobre o que você disse, se não encaixa o quadril desconta nos joelhos, mas se encaixa desconta na coluna. O correto é o meio termo: alongar os músculos das costas, prender o abdome e o quadril ficará exatamente onde deve estar, nem lá nem cá. ;)

      Grande beijo.

  16. Parabéns mesmo cássia,por ter a coragem de não ficar repetindo o que os professores falam,sem analisar o corpo humano como um todo,sem pensar na saúde.Vc pode ser bailarino,mas ainda é um ser-humano,e no seu corpo existem limitações como no d qq outra pessoa,não dá p fikar nessa d achar q quem é bailarino é um extra-terrestre,um alien,s não u corro disso !rsrsrssr

    bjocas ;D

  17. Oi Cássia! Sempre acompanho o blog e li teu post. Eu também sempre tive essa dúvida, porque quando fazia flamenco, antes de entrar no ballet, também ouvia muito essa frase “Denise, encaixa o quadril”. Todos professores me corrigiam, mas nenhum sabia me explicar o que era o tal de encaixar o quadril. Até que conheci minha professora de ballet Karen Ribeiro (do blog Ballet Adulto). Além de ser bailarina, ela é fisioterapeuta e sim, conhece muito bem o corpo humano. Inclusive nunca teve uma aluna lesionada. Ela explica detalhadamente cada movimento do nosso corpo e o que é o conhecido encaixe do quadril. Não é nada de prender a bunda, ficar reta, não respirar, ficar torta, hehehe Acho que seria legal conversar com ela sobre o assunto. Ela poderia ajudar muito. Fica a sugestão.

    Beijos!

    1. Denise, eu fui aluna da Karen Ribeiro por alguns meses. Foi ela que citei no comentário anterior. ;) E nos conhecemos bem antes de sermos professora e aluna. Aliás, foi com ela que aprendi a alongar a coluna e ficar completamente alinhada. Ela realmente tem essa visão diferenciada, e é um dos motivos de eu achar um absurdo quando dizem que não dá para o ballet ser diferente. Se nas aulas da Karen e de outras professoras que conheço dá para ser assim, só continuamos com essa mentalidade por escolha. Errada, mas escolha. Depois não dá para reclamar. E mande um beijo para a Ká por mim. =)

      Beijos.

  18. Provavelmente esse professor nunca fez ballet na vida!!! rsrs não dá pra simplesmente ignorar o que todas as professoras falam, até pq o ballet tem um monte de outros “contras”, outros movimentos e repetições que podem prejudicar e muito as nossas articulações… sem contar que encaixar o quadril, é diferente de embutí-lo… esse é o ballet nosso de cada dia… sofrido, mas apaixonante.

    bjocas!

    1. Marcela, ele não precisa ter feito ballet na vida para entender de corpo humano. A especialidade dele é outra. Sim, o ballet é repleto de outros movimentos “antinaturais” e as consequências físicas um dia cobram a conta. Vai de hiperextensão de joelho a retroflexão do quadril, passando por mil outras coisas. Mas, com esse pensamento de “ballet é assim”, vamos maltratando o nosso corpo. Apaixonante é a minha saúde e o meu bem-estar. Aliás, há uma corrente de professores hoje em dia que defendem o respeito à anatomia do corpo. Eu mesma já tive aula com uma professora assim, formada em Terapia Ocupacional e conheço outras duas que pensam da mesma forma. E se posso fazer ballet sem maltratar o meu corpo, eu vou fazê-lo, tenha certeza.

      Beijos.

  19. sei lá, olhando pela figura eu acho que não estou tão mal… eu já fiquei com dor no bumbum por forçar muito, eu não fazia isso antes, mas não sei o que me deu que comecei.

    obrigada pelo post, cássia

    beijos

  20. Oii Cássia! A-do-rei!
    Simplesmente também sofro com essa coisa de ‘encaixa quadril’ porque eu nunca consigo – e tá explicado! – Não existe né ¬¬’ Enfim… blog tá liindo, adorei a Nova Proposta viu?….. Gostaria de ver mais post’s como aquele de Dança do Ventre, sobre outras Danças… ;DD

    Beeijos’

  21. NOSSA!!

    Meus parabéns Mesmo Cássia!!!

    Até que Enfim eu ouço alguém (além de Mim) Lutar para que o Ballet Seja algo Ainda mais prazeroso do que Sofrido!

    EU Também Sofri MUIIIIIIIIIIIIITO com o “encaixa esse quadril” (pelo fato de ter uma Bunda ala Beyoncé XD”) e Sei muito bem o quão Torturante é isso. e Olha que nem lordose eu tenho… é Excesso de Musculo Gluteo mesmo.

    Quando Fiz Educação Fisica e Estudei Anatomia nossa… eu juro que quase imprimi um livro inteiro pra distribuir para os professores que ja passei. chega a ser um tanto quanto REvoltante…

    Enfim…

    Boa sorte com Sua jornada!

    Beijos

    Su.

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