Eu voltei

Talvez poucas tenham percebido. Pode ser que ninguém percebeu. Mas os posts dos últimos dois meses e meio não se referiam às aulas ou questões sobre o meu dia a dia de bailarina. Sabem por quê?

Eu parei de fazer ballet.

Podem tirar a expressão de susto do rosto.

Hoje eu voltei a fazer ballet.

Ser uma bailarina adulta é mais difícil do que eu imaginava. Muito mais. É realmente complicado encontrar quem se disponha a nos olhar como bailarinas que começaram mais tarde. Não desmereço aqui as professoras que já passaram pelo meu caminho, com quem aprendi muito, mas é diferente sim. Parece que existe sempre o olhar de “Você nunca vai chegar aonde poderia”.

Uma das coisas mais importantes que aprendi nesses últimos dois anos é: existe a bailarina que a professora quer formar e a melhor bailarina que podemos ser. Para quem começou aos 28 anos, são duas bailarinas diferentes. Eu jamais serei aquela que essas professoras queriam que eu fosse, mesmo quando sabiam que eu não conseguiria. Por maior que seja o afeto construído ao longo das aulas, porque até hoje guardo um imenso carinho pelas duas, em algum momento essa diferença de expectativas ficará evidente. Daí, surgem dois caminhos: continuar a dar murro em ponta de faca ou tentar o que nos fará mais felizes.

Agora, faço aula com uma professora especializada em ballet adulto. As minhas companheiras de turma são mulheres mais velhas, que estão lá conscientes de todas as suas limitações, mas mantêm o sonho de ser uma grande bailarina. Não aquela que povoa o nosso ideal, mas aquela que podemos ser.

E não pensem que não admiro as bailarinas que começaram cedo, fazem aula todos os dias, estudam para serem profissionais, almejam o topo do mundo do ballet. De maneira alguma. Só falo da minha experiência, de como eu vivo tudo isso. Eu não me arrependo, nem jamais me arrependi, de não ter começado quando era uma criança. E falo isso sem qualquer traço de demagogia. Mesmo assim, eu mereço ter a melhor formação de ballet que posso ter. Porque eu estudo para isso. Porque eu me empenho para isso. Porque eu pago o meu ballet para isso. E porque já tenho discernimento suficiente para saber o que realmente é bom para mim.

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44 comentários sobre “Eu voltei

  1. Leticia, o único conselho que posso lhe dar é: volte a dançar. ;) Entendo o seu receio, o medo, a insegurança, mas se você encontrar um lugar bacana, tudo isso passa e o mais importante fica, essa sua vontade em fazer ballet. Estou torcendo para você voltar e depois volte para nos contar.

    Grande beijo.

  2. Olá Cássia,

    Meu nome é Letícia tenho 20 anos.
    Na verdade gostaria de um conselho, tive o contato com o Ballet quando era pequena, mas tive que parar e faz anos que parei, estou doida para voltar a dançar Ballet novamente, na verdade depois disso tive até contato com outras danças, mas por pouco tempo. Gostaria muito de voltar, estou pesquisando escolas, mas não sei estou com um pouco de receio, e queria um conselho sei lá.

    Adorei a sua história!
    Obrigada desde já!

    Um grande Beijo

  3. Sonia, me perdoa! Só hoje eu vi o seu comentário, ele tinha ido parar na caixa de spams, sei lá por qual motivo. Comentário aceito, agora posso responder. Espero que você realmente tenha se animado e pense em voltar. As limitações existem até para as bailarinas que começam novas e estudam para serem profissionais, que dirá para nós. E essas limitações vêm de mil maneiras, tanto de nós mesmas (a idade, o corpo) quanto dos outros (professoras que não sabem trabalhar com adultas, por exemplo). Mas é questão de encontrarmos o nosso lugar. Espero, realmente, que você volte e seja uma bailarina feliz. Não precisa ser “ex-sonhadora-de-palco”, ele está lá esperando por você.

    Grande beijo.

  4. Conheci seu blog somente hoje, mas ainda assim em tempo de te dar os parabéns.
    Sou uma dessas ex-sonhadoras-de-palco, que pensei ter começado tarde, aos 15 anos. Mesmo com essa idade já sentia as desatenções de olhares que se desviavam para as mais jovens. Depois de mais de 6 anos precisei parar de dançar e sempre sonhei com o retorno. Já tentei algumas vezes depois de muitos anos terem se passado e as limitações me fizeram desistir.
    Mas você dá um exemplo de como persistir na realização de sonhos e que se sentir feliz é o que importa.
    Hoje me senti um pouquinho animada!!!
    Beijos e obrigada.

  5. Olá Cássia,

    Pois é, por vezes é difícil achar uma boa professora, aproveito muito o fato da minha ser excelente!!

    Beijoos!

  6. Luciana, você tem 28 anos, três filhos, faz ballet… Consegue ser mãe e bailarina! Não deixe que os comentários te deixem para baixo, pelo contrário. Você tem mais é que sentir orgulho de si mesma, bailarina! :D

    Beijos.

  7. eu comecei o ballet a 3 anos,e até hoje escuto ,nossa não acha melhor ir pra academia,vc ja é mãe de 3 filhos e tem 28 anos!!!
    mas eu nem ligo pq amo e faço ballet e não deixarei d fazer o q quero ,pensando no q os outros acharão!!só as vezes isso me deixa pra baixo….!mas não deixarei d fazer o q quero nem pela idade,nem pelo q os outros pensam…afinal eles não pagam minhas contas!!!e nem cuidam d meus filhos qdo eu preciso..entaum eu vivo minha vida,com muita alegria e dança!!!!bjuuuuuus

  8. Suellen, é ótimo quando encontramos uma grande professora assim. =) Por isso, aproveite muuuuuito a presença dela na sua vida, porque isso faz uma imensa diferença.

    Grande beijo.

  9. Olá Cássia, tudo bem?

    Pois é, bom, minha professora é ótima mas hoje, felizmente, eu aho, não me apego tão fácil as pessoas, o que de certa forma é muito bom… Mas confesso sentiria falta caso a professora chegasse e dissesse que está indo embora, mas não pelo lado pessoal, como da outra vez, mas sim pq ela é uma ótima professora….
    Obrigada pelas palavras, linda!

    Beijoos!

  10. Carolina, adorei o seu comentário, e é claro que é possível. Cá estou eu para lhe dizer que sim, além de tantas bailarinas que comentam aqui no blog. Além disso, você faz jazz, participa de festivais, terá facilidade para aprender. E, fique tranquila, você tem 17 anos e ainda tem muito tempo de sapatilha pela frente.

    Grande beijo.

  11. Olá Cassia! Eu danço jazz, e ontem participei de um festival de dança em minha cidade. Lá, enquanto a minha hora de subir ao palco não chegava, fiquei observando as apresentações de outras academias. Eu sempre tive uma vontade de fazer clássico, mas depois de rever bailarinas como aquelas de perto, minha vontade aumentou. Eu como toda menina de 17 anos que sonha ser uma bailarina, fiquei pensando se seria tarde para começar. Por consequência fui pesquisar no google para obter essa resposta e cheguei aqui. Lendo ao que você escreve me senti feliz por não estar sozinha e aqui encontrei tudo o que eu gostaria de ouvir. Não quero ir tão longe a ponto de me tornar profissional, pois tenho muitas outras coisas como minha faculdade para fazer, mas obviamente quero ser uma ótima bailarina e quero poder me apresentar lindamente como as meninas que vi ontem. Não preciso competir com ninguém, nem ganhar por isso, quero apenas dançar. Subir nas sapatilhas e dançar para mim mesma. Não sei se isso será possível mas descobri aqui que posso sim, pelo menos começar.

  12. Suellen, sei como é ter ligações afetivas que nos “atrapalham” no ballet. Eu mesma demorei meses para deixar uma escola por carinho pela professora, mas depois percebi que não valeu a pena. Não tenha medo dessa professora ir embora… Aproveite que você voltou! Essa tem de ser sua grande alegria. Mesmo que aconteça dela ir, o ballet não é feito de uma única boa professora, há várias que são ótimas e bacanas. Fique tranquila e parabéns pelo retorno.

    Grande beijo.

  13. Pois é, é mesmo difícil começar “tarde” a dança, ainda mais sendo ballet que é de certa forma uma dança que exige muito de nós…
    Fiz ballet por 3 anos e meio, quando era criança (dos 6 aos 9/10 anos) mas parei. Por que? Simples, sempre fui ligada de mais as pessoas, sentimentalista de mais (oje nem tanto) mas quando se é criança essas coisas parecem ser grandes problemas e nossa professora de Ballet foi embora, nos ensaiou para uma ultima apresentação no teatro municipal da cidade, onde ela também se apresentou depois de nós e acreditem, não fui só eu quem chorou naquela apresentação, sabiamos que seria a ultima vez, ao menos com aquela professora… ela estava grávida e nos falou que deixaria de nos dar aula. Nisso veio a outra professora, não lembro se ela realmente chata ou achavamos isso somente por que ela NÃO ERA a professora Patrícia, em menos de dois meses sai do Ballet e junto comigo sairam mais 10 pessoas numa sala onde tinha 13 bailarinas… Depois de disso não suportava a ideia de fazer ballet, confesso que no fundo, tudo o que eu queria era voltar as aulas de ballet, só precisava de alguém que me apoiasse (essa pessoa nunca apareceu), até que veio minha prima, fez aulas, e me convidou para uma apresentação(isso há uns 2 anos atrás) eu fui, tremia por voltar a ver algo o qual eu fugia ha tanto tempo, mas fui, por dentro eu me encontrava perdida em lembranças, pensamentos (onde será que está a Nossa Professora? Será que dá aulas? Será que se eu não tivesse parado, hoje eu seria uma bailarina? Por que ela era tão importante assim pra nós? etc), e por fora secretamente, sem que ngm visse limpava as lágrimas que não se cansavam de brotar em meus olhos… Depois dessa apresentação passei a pensar seriamente em voltar a ter aulas, mas tinha medo, muito medo, ainda tenho, confesso…
    Fazem 2 semanas que voltei, é verdade, não é fácil, mas talvez valia a pena. Tenho medo da minha professora, ela é um amor, ótima professora, alegre, simpática mas tenho medo dela deixar a turma, tenho medo de sonhar alto de mais, no fundo eu não tenho certeza se posso um dia ser uma grande bailarina, ou uma simples bailarina que seja…mas enfim…
    Por mais efícil que seja, vale a pena correr atrás dos sonhos e fazer aquilo que se gosta!
    Desculpa o desabafo linda, mesmo…. é só que comecei a falar (escrever) e uando vi, já estava falando tudo..srsr… Desculpa!
    Beijos!!

    Tá de parabéns pelo site!
    Cuide-se!

    Boas aulas!!

  14. De nada! ^^
    As músicas são lindas sim! As músicas da Banda sonora do filme de Benjamin Button são agora o meu vício, para mais que agora ando a preparar uma mímica e guio-me por estas músicas, visto que a música vai ser surpresa!

    Acho que fazes muito bem em colocá-la! Eu também adorava dançar alguma destas músicas!

    Beijos! Que tudo te corra bem!

  15. Cosette, que comentário mais lindo! Eu estou aqui ouvindo a música Love Returns, já ouvi várias vezes, eu não conhecia. É linda! Posso colocá-la na minha lista de músicas para dançar um dia? Senti uma vontade imensa de chorar. Obrigada, viu?!

    Doce beijo.

  16. Cássia, eu me emocionei e muito com este teu post, para mais que estava ouvindo uma música linda que batia exactamente com o que tu escreveste, com o que tu sentias, e com o que muitas outras bailarinas tardias sentem também. ( A música era “Love Returns” da banda sonora d’O Estranho Caso de Benjamin Button, que encontrei no youtube. A música é sobre o amor entre a Daisy e Benjamin, mas neste caso eu considerei-a como o seu amor com o Ballet, e com o amor entre todas nós também sentimos e partilhamos o mesmo sentimento pelo Ballet. )

    Tens toda a razão,e acho bastante bem que continues a persistir em fazer Ballet asério, e a ter uma formação de Ballet verdadeira. Lá por começarmos tarde, não significa que fazemos Ballet simplesmente por hobbie ou por queremos reacordar o nosso sonho de infância que nunca pudemos realizar ou que nunca existiu, ou que queremos voltar a ser crianças de novo. Não, Ballet é muito mais do que isso e qualquer pessoa deve ter a possibilidade de fazer de si bailarina de verdade, não uma bailarina sem chances nem capacidades.

    Ainda não sou adulta, mas também comecei tarde para estar dentro do grupo de “Bailarinas que fazem Ballet há anos e que PODEM vir a ser bailarinas profissionais” e isto só porque começaram com 5 / 7 anos?
    Posso não ter começado com essa idade, e sinto pena de não ter descoberta antes esta paixão pelo Ballet, mas por um lado não me arrependo. Sabem porquê? Porque se tivesse começado com aquela idade tão nova provavelmente nunca teria percebido o verdadeiro significado e sentimento que é o Ballet. Teria tido uma ideia completamente errada, e teria ficado com uma ideia bastante errada do Ballet, por não perceber por detrás dos passos que Ballet é arte e que é Vida também. Que para além de uma linda dança existe sentimento, sofrimento, alegrias e lições de vida.
    Posso não ter a mesma flexibilidade que uma criança, posso não ter a mesma naturalidade que uma criança, mas tenho a precepção e uma visão muito mais além de que qualquer criança, pois compreendo, entendo e percebo aquilo que elas ainda não conseguem perceber.

    Força Cássia! Espero que nunca desistas e que continues e a tentar e a tentar, porque só assim iremos conseguir ser bailarinas à nossa maneira, ao nosso próprio estilo.

  17. Isabel, assista ao vídeo que postei hoje: turmas de adultas existem e são possíveis. ;) A escola da bailarina que te falei fica a uma hora de Botafogo, é longe para você, não é? Entre aqui: http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=59054445&tid=5316307225004600817 Há uma lista de escolas. Vá passando pelas páginas que começam a aparecer as escolas do Rio. Sei que a Joscilene tem essa preocupação com a formação de adultos, lá você não vai passar essas agruras que lhe preocupam. Espero que seja acessível para você.

    Grande beijo.

  18. Tiaaaaaaaaaa, você por aqui! Pirueta é o meu grande problema, chego a ficar gelada só de pensar nela. Aí, naquele momento, quando eu nem dei impulso e girei, pensei: “Meu problema tem solução!”. :D

    *

    Isabel, minha opinião sincera: faça aulas com uma professora que dê aula para adultas. Se você fizer aula com uma professora com mente “ballet desde criança e só para profissional”, você vai sim sofrer um pouquinho. E você realmente não precisa passar por isso, tampouco merece. Agora, com uma professora bacana, pelo contrário, ela vai te orientar, você vai dançar, emagrecer e se sentir superbem com o seu corpo. Falarei com a minha professora e com uma bailarina carioca querida que sempre comenta aqui, pode deixar. ;)

    Grande beijo.

  19. Olá, Cássia!
    Tenho 22 anos e recentemente passei por uma gravidez, meu bebê tem nove meses. Engordei muito, pois tive um problema hormonal. Atualmente estou pesando 73kg em 1,65…estou acima do peso e isso tem me incomodado. Por outro lado, sei que não adianta ficar reclamando e quero recuperar. Aliada a essa vontade, resolvi buscar algo que eu sempre quis e nunca fiz: começar a fazer ballet! O que eu queria, na verdade, é a sua sincera opinião: será que eu serei discriminada ou terei muitas dificuldades nas aulas pelo meu peso atual? Não quero passar por isso, de verdade, mas tenho muuuita vontade pq sei que vou amar! Outra coisa: será que a sua professora não conhece nenhum curso para iniciantes aqui no Rio? Moro em Botafogo, então teria que ser relativamente perto.
    Um beijo!

  20. aiiiiiiiiiiii que lindo!!!

    Mas mais lindo foi sua carinha de felicidade ao fazer a primeira pirueta. inesquecível!!!

    “cássia, prazer pirueta, pirueta, prazer cássia!!!”

    beijos pupil!!!

  21. Obrigada, querida xará.

    *

    Simoní, muito obrigada pela gentileza das suas palavras. E valeu a pena sim. Às vezes precisamos disso mesmo, um tempo, para depois tudo voltar ao lugar.

    Grande beijo.

  22. Ai Cássia que bom que voltou a fazer aula e ainda mais com a Karen, que é um exemplo de profissional e de pessoa também!
    Decisão difícil, mas acredito que isso fará toda a diferença, e de coração desejo muito sucesso e realizações nessa sua nova jornada!
    Fiquei muito feliz em saber, mesmo não a conhecendo pessoalmente (nem a Karen), essa parceria lhe fará muito bem, me parece que era tudo que você precisava no momento, então valeu a pena ficar um tempinho longe das aulas para agora voltar com força total!!!

    Um forte abraço!
    E boas aulas! Arraze! :)

    Beijos, Simoní

  23. Poxa, Dinah. E não dá nem para você ter aulas particulares?

    *

    Alyson, esse olhar diferenciado é mesmo cruel. Mas, ainda bem, há professoras que não pensam assim.

    *

    Thays, toda vez que eu penso: “O que aconteceu com a Thays que não comentou mais?”, você aparece! :D Querida bailarina, não chore, tampouco sofra. O que saiu da sua vida, por enquanto, foram as aulas, mas não o ballet. Também não deixe que pessoas que pouco se importam destruam a beleza que a dança se transformou na sua vida. O azar é delas, que ficarão com essa postura no dia a dia, não seu. Vou torcer muito para você voltar quando puder (e poderá, tenho certeza!) e com pessoas que realmente têm pelo ballet o mesmo amor que você. Venha aqui quando quiser, porque uma vez bailarina, é para sempre.

    *

    Gracia, eu faço aula na Ana Esmeralda, mas já tive ótimas indicações da Pulsarte.

    Beijos.

  24. Cassia, sou de SP. Agora estou fazendo aulas na Pulsarte, mas numa vibe bem desprentesiosa. De qualquer forma, se tiver outras dicas de escolas, aceito de bom grado!

  25. Cássia!

    Realmente meu queixo parou no chão quando li seu post!
    Mas acho que você fez o certo e agora está tendo aulas com a diretriz que corresponde às suas expectativas em relação ao ballet.
    E caramba! Como eu gostaria de ter aulas com a Ka!

    Eu sumi do seu blog pq tb parei de dançar. Mas não foi por decisão minha e isso me deixou extremamente triste a ponto de chorar toda vez que via ou ouvia (agora estou um pouco mais controlada) algo relacionado ao ballet, por isso achei melhor dar um tempo com as visitas no seu blog…

    Minha questão foi financeira, mas ficaram mágoas [e revolta] de como as coisas se deram e com a última professora que tive – que tb coordenava o extinto projeto de extensão (gratuito) na universidade em que descobri a dança. O que vi nessa última experiência foi oportunismo de gente que nunca acreditou no ballet para adultos iniciantes e que agora está fazendo um pé de meia com isso aproveitando nome e recursos de uma universidade pública.

    A verdade é nunca imaginei o quanto a dança mexeu com a minha vida e agora ficou uma ferida aberta.

    Pretendo voltar quando tiver condições financeiras de fazer aulas com profissionais que encaram nossa “causa” com seriedade antes que de paixão minha experiência com o ballet se torne um trauma.

    Desculpe pelo desabafo, mas é que não deu pra segurar.

    Tenho certeza de que essa nova fase sua no ballet te deixará super realizada!

    Beijos

  26. Que excelente notícia, Cássia! Aqui em Feliz a única escola de ballet fechou e estou parada desde então, pensei que as gurias (minha irmã e amigas) fossem sentir muita falta, mas já se encontraram em aulas de vôlei. Continuo acompanhando seu blog, mas agora apenas como público! Boa sorte e felicidades para você!

  27. Heydi, na verdade, eu demorei para recomeçar. Deveria ter tomado um novo rumo antes, mas, no fim das contas, deu certo. Bem bacana você ter aula de pas de deux, hein? Bacana mesmo! Eu já não gosto de pas de deux, mas ainda não descobri o motivo, hehehe.

    *

    Roberta, muito obrigada!

    *

    Ana, muito obrigada! Gosto mesmo, de verdade. E você, parabéns pela coragem em prestar o vestibular. Estou torcendo muito para dar certo.

    *

    Mel, muito obrigada. Depois passarei sim lá no seu blog.

    *

    Chel, pena que não estamos na mesma turma!

    *

    Leticia, falamos sim! Eu já tinha feito três aulas com a Karen e o meu problema era a distância, mas a sua escola é ainda mais longe. Ela é sim muito consciente e saber dar aula para adultas, isso faz uma imeeeeeensa diferença.

    *

    Thaís, você tem razão, a nossa dedicação é imensa. A gente erra e refaz, erra e refaz, refaz e tenta de novo. E, depois da aula, lá vamos nós ler, estudar, assistir a mil ballets. Passamos pelas picuinhas porque temos mais o que fazer. Nem nos amedrontamos, nem reclamamos da dor. Com o seu comentário eu pensei: bailarinas mais novas vivem reclamando. Já as adultas, nunca vi uma reclamar. Adorei, agora “Martha Graham” será meu mantra, hehehe. Obrigada, diamante. ;)

    *

    Gracia, quando você diz “não conseguia contrair a barriga e fazer piruetas”, parece que estou me vendo. São os meus dois maiores problemas, o que mais me desestimulou nos últimos tempos no ballet. Cansa ouvir sempre as mesmas coisas, como se fosse negligência nossa. De onde você é? Quem sabe conheço um lugar bacana que deixem você dançar!

    *

    Carol, muito obrigada!

    *

    Luciana, muito bom saber que você voltou e não “esqueceu” o que aprendeu em tantos anos de ballet. Assim, para você é muito mais rápido do que para quem nunca dançou antes! E muito obrigada pelos desejos de boa sorte.

    *

    Carol, você foi quem mais me disse para mudar. Obrigada pelo apoio e incentivo, por repetir tantas vezes que eu realmente não estava feliz e estava na hora de seguir outro rumo. Agora, os posts voltarão, porque terei muito mais coisas para falar. Obrigada mesmo, de coração. Sigamos em frente e seremos sim a melhor bailarina que podemos ser!

    Beijos.

  28. Cassia! Fico feliz em ler seu post! Sempre achei que você deveria procurar outro lugar, outra professora. Você nao estava feliz…
    Isso é muito bom, que maravilha vc estar feliz no ballet novamente!
    Achava estranho você fazer aulas em uma turma de iniciantes, que misturava crianças com adultos. Não tem como tratar os dois lados do mesmo jeito.
    Seu blog estava fazendo falta! Percebia as poucas atualizações…
    Eu também quero ser a melhor bailarina que posso. Sigamos em frente!

    Um beijo!

  29. Oi Cassia! É a primeira vez que comento aqui, descobri o blog a poucos dias… também sou uma bailarina adulta, sem maiores pretensões com a dança, a não ser o prazer. Tenho 26 anos e não estou começando no ballet agora. Dancei dos 4 aos 16 anos, e agora, 10 anos depois, estou de volta. Não é fácil lidar com as limitações do corpo, nem com o estranhamento dos que nos cercam, mas fato é que estou feliz como nunca e meu corpo tem a técnica registrada (para minha grata surpresa). Boa sorte na nova turma! E bom proveito para todas nós, bailarinas adultas, que descobrimos na dança uma forma fantástica de escapar do estresse diário, das nossas carreiras já bem estabelecidas! Bjos

  30. Cassia, não poderia concordar mais… Parei as aulas porque estava frustradíssima de não conseguir contrair a barriga ou fazer piruetas. Esqueci que comecei a fazer aulas pela simples razão de que ADORO dançar. Agora, o que quero, é encontrar um lugar que deixem justamente… dançar, ponto final.

  31. Cassinha, que felicidade vc. ter encontrado uma academia!

    E sim… Sem desmerecer bailarinas mais jovens, mas bailarinas adultas ganham em outros aspectos, como maturidade e responsabilidade. Nossa dedicação é maior. Nosso senso de não perder tampo tb. Não ligamos para picuinhas. Não nos amedrontamos diante da dor.

    O amor à dança não tem idade, viu? E sempre… sempre que se sentir menor por ser uma bailarina adulta, lembre-se da Martha Graham. ;)

    Beijos!

  32. Acho que em algum dos emails falamos sobre isso, não?
    Concordo com você em número, gênero e grau! Sinto a mesma dificuldade na pele. Adoro de corpo e alma o ballet, tenho sorte de ter encontrado duas professoras maravilhosas, cada uma do seu modo. Sei que vou evoluir, mas nunca serei profissional, não por falta de condições, capacidade ou dedicação, mas por não ser a minha opção.
    Mas parabéns pela escolha. Acompanho o blog da Ká (comento pouco), mas pelos textos, ela parece ser alguém bem consciente!
    Beijos!

  33. Fico feliz por você ter voltado, principalmente porque é algo que você gosta. Espero que dê tudo certo no seu recomeço.

    Beijos

  34. Parabéns por saber a hora certa de recomeçar. Parabéns pela profi que tem agora, se eu morasse em sampa seria minha tb, rs.

    Estou tendo experiencias maravilhosas, minha profi ao terminar a aula dá uns 30 minutos de aula de pas de deux.

    Tô me saindo bem para os meus 1,70m de altura na meia ponta e 180m na ponta, rs.

    Felicidades nessa sua nova turma.

  35. Eu fiquei com a cara de Susto qnd li….
    mas que susto…..
    o que vc dize é verdade, é lindo sonhar que poderiamos ser “A bailarina” mas a realidade é outra….a mente quer algo, mas o corpo tem os seus limites.
    O melhor é tentar e conseguir superar nossos limites, não ilusões!!!

    Cassia, que você seja feliz….no ballet, boa sorte na turma nova.

    bjs..^^

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