A beautiful tragedy

A beautiful tragedy é um documentário que conta a história de Oksanna, uma menina de 15 anos que segue o sonho da mãe em vê-la se tornar uma bailarina. Ela dedica nove anos de sua infância numa escola de ballet da Rússia.

Eu não assisti ao documentário, mas, ao ver o trailer, as meninas com lágrimas nos olhos e uma professora gritando e chamando-as de idiotas, questiono por que esse comportamento ainda existe no ensino do ballet.

Sim, ainda existe. Talvez não com tamanha voracidade, mas existe. Não é raro bailarinas comentarem aqui sobre o desdém de suas professoras, os gritos, os surtos e as críticas ferozes. Quando criança a gente se sente mal, chora e coloca a autoestima numa caixinha, para depois sofrer muito para recuperá-la. Adulta, a gente não precisa aceitar isso.

Sei que haverá mil justificativas para tal comportamento. “Ah, no ballet é assim”. Não, não é. Deixaram que fosse assim, mas não precisa ser. Ensinar é outra coisa, basta um pouco de conhecimento pedagógico para saber disso.

E antes que alguém diga que não tenho conhecimento de causa, eu dei aula de teatro para crianças durante dois anos, com apresentações de fim de ano incluídas no pacote. Nunca levantei a voz para um aluno. Para mim, nada justifica esse tipo de conduta, seja no Rússia, no Brasil ou em qualquer lugar do mundo.

*
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27 comentários sobre “A beautiful tragedy

  1. Cássia!
    Essa bailarina do documentário agora é uma mulher adulta e principal do Mariinsky!
    Eu particularmente não gosto dela. Acho que ela é bem aquele estilo de bailarina clássica do seculo 21 que vc tanto critica: flexibilidade 10, emoção 0. E pior, a técnica dela é bem suja, lembra a Alina Somova qdo era jovem.
    Eu gostaria muito que vc. Visse algumas atuações dela e desse sua opinião pra gente, qdo tiver tempo e claro!

    Morte de Nikiya [simplesmente a pior Nikiya que já vi]

    Suite de Carmen [que que é isso papai do céu?????]

    Variação de Giselle do primeiro ato

    1. Bianca, já ouvi tantas pessoas criticarem essa bailarina pelos mesmos motivos que você citou. Eu só vi trechos dela dançando e também não gostei, mas prometo que vou assistir aos links que você enviou e depois conversamos melhor sobre ela. :) Beijo gigante!

  2. Olá!
    sobre a professora autoritária e agressiva: discordo totalmente deste tipo de postura e NADA justifica isso.
    Já fiz ballet criança, adulta… Fora do mundo da dança fiz mestrado e convivi com mais professores além dos da faculdade (e vou discordar aí de quem disse que “parece que quanto mais se estuda, mas arrogante fica”. Nossa, que horror alguém achar isso! Isso é um desestímulo ao estudo e ao desenvolvimento pessoal. Tive professores pós-doutores que são pessoas simples e maravilhosas!).

    Mas voltando ao tema da professora do documentário, o que eu acho: que em qualquer atividade há pessoas que se aproveitam do poder que possuem para externalizar suas loucuras e descontar nos outros. Não acho isso natural e não justifica. Mas se tem prof. que diz que trata assim as alunas para “mostrar disciplina” ou seja lá o que for, acho que qualquer justificativa para agressividade só serve pra tentar encobrir as falhas de caráter da própria pessoa agressiva ou o desequilíbrio emocional da mesma. Esse é o lado bom de fazer ballet adulta que aí podemos escolher uma boa professora e que saiba ser doce e educada com suas alunas sem perder a vontade de ensinar.

  3. Eu assisti algumas partes desse documentário Cássia.
    A professora grita, ofende e até bate em algumas alunas.
    Horrivel ><

  4. Nesi, me perdoa! Só agora eu vi que não respondi o seu comentário. Fiquei muito feliz em saber que ela conseguiu entrar numa companhia! Há uma brasileira que faz parte do Bolshoi e ela disse que as russas foram feitas para o ballet. Igual aos brasileiros para o futebol. Ela disse que, se parasse para pensar nisso, nem ficaria lá. Nós temos uma estrutura física diferente e podemos dançar bem seguindo a técnica, mas com o nosso jeito. ;) Se olharmos para as russas como um modelo para nós, só teremos frustração.

    *

    Mari, muito obrigada pelos elogios ao blog! Nossa, sabe que sempre que ouço uma história igual a sua ainda me impressiono? Porque não importa qual tenha sido a formação dessas professoras, nada justifica esse tipo de comportamento. Ainda bem que você encontrou outras professoras no seu caminho e, tomara, um dia perca de vez esse grande medo de errar.

    Beijos.

  5. Cássia,
    Comecei o ballet já adulta, e a professora q tive primeiramente, era tratava mal, gritando, ofendendo, uma de suas falas era: “não sabe contar até oito?”. Realmente, isso estraçalha a auto-estima e em mim impregnou um medo de errar, q por vezes ainda, sem querer faço cara de assustada, pavor. Naquela acreditava q tinha q ser assim, que assim eu estava melhor aprendendo. Depois tendo outras professoras descobri q isso não era verdade, só serviu para traumatizar, para nada mais.
    E quem um pouco de noções de pedagogia sabe q esse comportamento agressivo por parte de docentes só prejudica aos alunos, e talvez até a eles mesmos.
    Enfim, Cássia, quero dizer que gosto mto do seu blog, pois vc posta com frequencia, faz pesquisas, mostra mtas coisas interessantes, enfim é mto bem feito!
    Beijuus

  6. Olá Cássia!

    No outro dia, estava vendo vídeos de ballet no youtube e encontrei este.
    A protagonista do filme Oksanna Skorik queria entrar numa companhia verdade?
    Eu andei a pesquisar mais sobre ela…
    e fiquei super feliz quando vi que ela estava agora na companhia Mariinsky! Há algumas fotos.
    Ela conseguiu realizar o sonho dela! Maravilhoso.

    Nessa escola russa são muito exigentes. Vi mais videos disponiveis no site da Vaganova. As meninas das turmas de 1º grau são tão flexiveis e fortes! Fiquei muito impressionada! Gostava muito de ser como elas. Espero que todas elas tenham um brilhante futuro como bailarinas.

    E que toda a gente que sonha ser bailarina… vai conseguir.
    Bjinhos muito grandes Cássia!

  7. Jessy, muito bacana você contar tudo isso. Primeiro, porque você é professora de adultas, sabe muito bem como o processo é diferente. Depois, entende de pedagogia (coisa raríssima!). E, o mais triste, sofreu assédio moral e sabe como isso é altamente prejudicial para alguém. E, além de tudo isso, contar sobre a sua irmã e, mesmo assim, há quem conheça essa realidade e defenda esse tipo de conduta. Triste a sua irmã ter parado, muito mesmo. Será que nem com uma professora bacana ela volta? Ainda mais sendo talentosa. Triste! Mas há quem encontre outros caminhos de ensino. E você, que quer tanto ser professora de ballet (e conseguirá, tenho certeza!), será mais uma a mudar essa realidade.

    Grande beijo.

  8. Oi Cassia! Mais uma vez adorei o post! Te conto q nunca tive problemas com as minhas professoras de dança q, assim como eu, ao dar aulas de dança (sou prof de Dança do Ventre, portanto, minhas alunas sao adultas), penso sempre em transformar akele momento num instante de prazer, de mulheres q trabalham e/ou cuidam da casa e dos filhos o dia todo e a noite querem curtir a dança apenas. Como sou formada em Enfermagem, fiz a modalidade de licenciatura, entendo o qto a didatica de ensino eh importante, nao soh pra facilitar q o conhecimento seja aprendido, mas tambem qdo se pensa em educaçao como “mudança de atitude com consequente melhora da realidade do individuo” (adoro Paulo Freire, se tiver oportunidade, leia o livro Pedagogia da Autonomia, eh otimo). Por outro lado (pasme), jah sofri esse tipo de assedio moral de uma chefe num ambiente de trabalho… Senti na pele a humilhaçao, a queda da auto estima e da produtividade, cheguei a pedir exoneraçao do cargo publico e estavel q eu possuia, pois como vc mesma disse, minha paz vale mais. Processo judicial era algo inutil, essa pessoa jah contava com mais de 20 processos de ex-subordinados, todos caminhando nakela “velocidade incrivel” em q caminha a justiça do nosso pais. Enfim. Acredito q esse descontrole emocional venha de um ambiente igualmente desequilibrado onde a personalidade dessas pessoas se desenvolveram. Triste realidade. Aki em Curitiba, uma escola de renome nacional, tida como “referencia” em ballet classico, ainda se utiliza desses metodos arcaicos de ensino, chamando as alunas de “amebas q sequer sabem contar ateh 8”, ou “vai pra casa se entupir de bolacha recheada”, ou ateh “encolhe essa pança de pochete”… Sei disso pois minha irma caçula (talentosissima) desistiu das aulas e tem horror a ballet hj em dia: ela fazia parte dessa escola… Uma pena, ela dançava lindamente…
    Concluindo, a mudança tem de partir, na minha opiniao, de nos, alunos de dança, nao aceitando esse tipo de procedimento nas escolas, reclamando e mudando mesmo pra outras instituiçoes, e de nos, professores tambem, proporcionando um ambiente de ensino/aprendizagem, mais saudavel, com mais troca e menos imposiçao!
    Bjos Cassia!

  9. Leticia, que bacana o trabalho que você faz. Sem dúvida, com criança é preciso ter tato e jeito. E mesmo a sua professora dança aula para adultos, bem bacana essa postura dela, de ir além, de questionar, de seguir uma linha diferente. Já adorei ela!

    *

    Ana, nem tenho o que falar sobre o seu comentário: concordo com tudo, em gênero, número e grau! ;)

    Beijo doce nas duas.

  10. Eu já tinha visto esse vídeo e esse tipo de comportamento é um abuso, assédio moral dos mais absurdos que existe. Esse período da infância é a formação do carater do indivíduo, alguém que sofre esse tipo agressão moral vai ter sérias consequências no futuro. E sinceramente há formas e formas de se exigir disciplina, e o maior problema às vezes não é o que se fala, mas como se fala. Chamar a atenção, corrigir, orientar, cobrar , é essencial. No entanto, agredir verbalmente uma pessoa é tão prejudicial quanto uma agressão física. Ser exigente não justifica um tratamento tão rude. Posso ser exigente e amável, e acredito que seja muito mais eficaz.

  11. Cássia,
    concordo com você sobre a forma como comunicar. Acho que sempre podemos ser firmes, sem aumentar o tom da voz ou perder a doçura. Trabalho com crianças carentes em um abrigo e a melhor forma de conseguir algo delas, é as trazendo para perto, é suprindo as carências de atenção e afeto.
    Comunicações a parte, passei o link do seu post para a minha professora. Quero que ela também veja, para discutirmos depois. Ela só dá aulas para adulto, mas acho bacana, porque ela segue uma linha bem diferente da tradicional.
    Beijo,

    PS> adorei seu comentário! Estou desenvolvendo algo inspirado no ballet… quando postar, te aviso!

  12. Heydi, é claro que a educação na escola influencia, só acho que não podemos confundir. E continuo afirmando sobre a doçura na voz e na conduta, sempre. Apenas firmeza na voz não muda comportamentos: como educador é preciso pensar por que aquele aluno age daquela forma. Há sempre um motivo. Como disse uma vez o pedagogo que dirigia o local onde eu dava aula: é fácil colocar a tarja “aluno problema”, difícil é querer entender o comportamento daquela criança. E não precisa se desculpar, você é professora, tem a sua maneira de trabalhar e a sua opinião, e tem todo o direito de defendê-la, certo?

    Grande beijo.

  13. Nossa cassia tava terminado minha resposta qdo sei lá o que aconteceu saiu da pagina e perdi tudo………….caracas, rs.

    Bom vou resumir. Entendi seu post amiga, e sei que não disse nada de que o ballet é facil,sem disciplica, e blá, blá, blá.

    Acho que o professor, sejá lá do que for,interfere sim na educação das crianças. A disciplina do ballet ajuda no cuidar da aparencia, no dividir o espaço da sala com os colegas, a cooperação nos exercicios de dupla…Tudo isso muda certos comportamentos, e o professor tem essa missão tb.

    Entendo que o carinho é o melhor caminho(rimou) e não falei o contrario não. Mas as vezes é preciso ter mais firmeza na voz, qdo o mal comportamento é reincidente. Sem doçura amiga.

    Concordo plenamente qto a didatica. Dar aulas no 1º ano não é moleza não. Acho que é o ano mais trabalhoso (adoro dar aulas para 1 ano) de se lecionar. Temos que estudar muito não somente didatica, mas tb desenvolvimento fisico e mental das crianças.

    Quis colocar minha opinião aqui porque substitui uma professora sem didatica nenhuma, sem disciplina, as crianças corriam pela sala enquanto ela amarrava a saia de outra. Puz ondem na casa, e não agradei algumas mães……………se você visse como elas estão lindas hj…Beijos e desculpe.

  14. Heydi, novamente existe um equívoco aqui. Em momento algum, tanto no post quanto nos comentários, alguém disse que ballet não é “disciplina, plástica, perseverança, dedicação, boa vontade”. E repetirei: eu dei aula para crianças. Sempre existiu doçura na minha voz. Dei aula para crianças que apanhavam em casa, que não tinham o que comer, que eram agressivas, que tinham problemas de disciplina no estudo formal, e eu NUNCA tive problemas com essas crianças. Pelo contrário. Houve crianças que se tornaram mais calmas, atentas, disciplinadas, com aumento de notas na escola, mais concentradas. Eu não estou supondo que carinho e afeto melhoram o desempenho das crianças. Eu vi isso acontecer. E, novamente, se há crianças que são mimadas e não tem educação em casa, esse não é papel do professor. Acho que há um problema estrutural na socidade em terem passado para a escola o papel da educação. Isso, primeiro, vem de casa. Agora, vou eu ser rígida com uma criança sem limite? Limite a gente impõe sem sequer levantar a voz. Em momento algum se falou aqui em ceder aos caprichos. Eu nunca cedi, sem nunca gritar. E SEMPRE me respeitaram. Eu não era a amiga, eu era a professora. Simples. Esse era o meu papel e todos entendiam perfeitamente. Paremos de confundir as coisas. Pelo que tenho visto, é preciso que as professoras de ballet estudem didática. Porque todo mundo vem aqui exaltar as características do ballet, algo que NINGUÉM questionou. A questão é pedagógica. E, sinceramente, quem leciona ballet deve estudar isso tanto quanto estuda plié todo santo dia.

    Grande beijo.

  15. Sabe Cassia, há controvérsias!!

    Existem alunas e ALUNAS.

    Mesmo assim,nunca faze-las chorar.

    Bom, sou professora de ballet classico infantil. Não tenho a aparecencia de “Gisele”, ‘A branca de neve”, e outras mais. Sou alta, minha voz é alta, minhas perna são longas e sou bem humorada, nem um pouco triste.

    Concordo com a barbará, em dizer que o ballet é disciplina, plastica, perseverança, dedicação, boa vontade.

    Em se tratando de crianças, a coisa fica mais delicada.

    Tenho meninas organizadas,dedicadas e ainda por cima com o uniforme impecável.

    Tenho alunas mal orientadas, mal educadas, mal vestidas,coques desmanchando(aff odeio isso). Mas até ai, vá lá; Eu educo.

    O meu papel????? É exaltar as perfeitas, e incentivar as mal orientadas, com carinho, sem ser doce demais. Criança não entende MUITA doçura na voz.

    É ensinar que: quem quer dançar ballet classico tem que mudar.

    Sou rigida, sim. O ballet é dificil.

    Aponto os erros sim. NUNCA humilhando, NUNCA expondo.

    Isso não funciona.

    EXALTO SIM. Qualquer progresso, qualquer pontinha esticada, faço uma festa em nome da aluna. valorizo, exalto, incentivo, critico, ponho de castigo, rs

    Hj no 1º ano, algumas alunas estavam com preguiça, desconcentradas: Dei uma sequencia de allegros, com apenas 1×8 de descanço. REPETIR!! disse eu.

    Não tolero preguiças, acho muuuito feio criança preguissosa, manhosa, mimada, mole, sem vontade. Crianças que esperam que a gente passe a mão na cabeça delas.

    Ensinar. Educar.Incentivar. Exaltar. Criticar. Sempre.

  16. Barbara, eu discordo de você. Ninguém falou aqui para a professora transformar a aula em um parque de diversões ou bater papo. É para dar aula. O que eu não concordo e, sinto muito, todas as bailarinas do mundo podem comentar aqui, é essa noção de que rigidez e estupidez são sinônimos. É achar que é preciso ser bruta para ser ouvida. Também não acho que é preciso “ser forte”, porque “o mundo do ballet é brutal”. Então, se o mundo é cruel, assim sejamos para que todos aprendam? Não funciona assim e nunca funcionou. Tanto não funciona que há um punhado de professoras surtadas por aí porque foram tratadas com surto na infância. Realmente, elas não choram no primeiro tombo, mas fazem as alunas chorarem quando saem do palco. Ninguém aqui fala em pegar aluna no colo e mimá-la. Não falo em tratar bailarinas como fadinhas, mas em tratá-las com respeito. E defenderei isso até o fim.

    Beijos.

  17. Concordo em parte. Eu acho que a professora de ballet precisa sim ser um pouco rígida. Claro que não precisa humilhar as alunas, bater, nem nada do tipo. Mas existe hora de ser legal e simpática e hora de ser SIM rígida. Porque ballet precisa de disciplina, não tem como fazer ballet e fazer de qualquer jeito, falar durante a aula. Acho que as professoras são assim até mesmo pra acostumar as alunas a serem fortes pra enfrentar as decepções que o mundo do ballet acarreta. Comparações, exclusões… Mas é claro que tudo tem um limite. A minha primeira professora de ballet era rígida quando tinha que ser, mas eu tinha consciência de que ela era um amor de pessoa e tenho um amor muito sincero por ela até hoje. Quem não consegue ser forte para passar por uma rigidez de professora, vai se enfraquecer na primeira audição que fizer e ser excluída, no primeiro tombo que levar no palco… Elas precisam mostrar dentro da sala o que acontece fora da sala… Essa é a minha opinião ;)

  18. Thaís, eu já ouvi cada história das professoras que tive. Espetada de agulha, cigarro na perna, tapinha, alunas arrastando as nádegas no chão para não ficarem bundudas… Um horror! E sobre a sua professora, foi sorte sua, viu? Porque ainda há umas surtadas no mundo do ballet, tenha certeza. Muitas já comentaram isso aqui no blogue, o que acho bem triste. E a sua professora deve ser sensacional! :D

    *

    Simoní, você tem toda razão em tudo o que disse! As professoras têm sim de ser exigentes, imporem respeito, mas jamais humilhar. E a postura da professora conta muito, ela pode ser um doce e, mesmo assim, impor o “respeito de professora”. Ainda bem que você nunca passou por isso e tem uma professora superbacana!

    *

    Leticia, nossa, você tem toda razão! E parece que quanto mais a pessoa estuda, mais arrogante fica, mais acha que sabe tudo e se sente no direito de assediar moralmente mesmo. E, imagina, adorei o seu comentário, porque não importa se já passamos por isso ou não, seja no ballet, no mestrado, profissionalmente ou em qualquer área de vida. Isso existe e a maioria das pessoas finge que não. A agressão é vista como algo normal e aceitável, mas não é, nem nunca será. E muito bacana você conversar com a sua professora sobre isso, de verdade. É assim que as coisas mudam, quando a gente conversa sobre o assunto e não aceita mais esse tipo de conduta, seja onde for.

    *

    Carol, adorei o seu comentário! Também acho que deve ser assim, a troca sempre é mais gostoso e muito melhor. Ah, passei lá no seu blogue e amei a sua foto. E até eu estou ansiosa para saber sobre a sua primeira aula de ponta. Depois me conta como foi?

    *

    Tays, pior é que existem. E não só no ballet, mas em mil áreas, viu? Mas não é regra, há professores sensacionais, mas nem por isso vamos deixar de falar daqueles que não são. Eu também fico passada quando vejo esse tipo de coisa…

    *

    Cá, eu também vejo o ballet para relaxar. Não gosto desse tipo de pressão, para mim não funciona. Eu sempre acho que o caminho do meio, o afeto e o respeito de mãos dadas, sempre dão resultados muito melhores. Não apenas no aprendizado, mas na vida.

    *

    Carol, não é apenas a ideia que as pessoas têm do ensino do ballet, mas a visão de algo pela qual já passaram ou conhecem quem passou. Todos os casos que ouvi sobre professoras surtadas vieram de alunos. Tanto daqueles que ainda têm aula como quem já teve. Não é algo de quem não sabe o que está falando. Sobre os alunos da sua escola, não concordo que “uma bailarina jamais responderia”, porque isso nada tem a ver com o ballet, mas com a educação que vem da família. Se na sua escola os alunos não sabem o que significa respeito, isso vem da ausência de limite e educação em casa. Nem ballet daria jeito. E acho que a questão não é não ter medo desses professores, mas o respeito que eles devem sim aos alunos. Prefiro mil vezes não dançar do que dançar bem com alguém gritando na minha orelha. A minha tranquilidade vale mais. Mas isso é uma escolha. Se existe quem acha que deve ser diferente e não se incomoda com isso, que siga feliz, de verdade.

    Beijos.

  19. Nossa, quando eu vi esse vídeo pela primeira vez, pensei ‘nossa, que legal, um documentário sobre ballet’. Mas aí eu fui vendo os outros fragmentos espalhados pelo youtube e comecei a achar um absurdo e idéia que as pessoas têm da educação no ballet. É claro que tem que ter respeito (em uma escola como a que eu estudo, aluno responde pra professora, diretora, coordenador…), coisa que uma bailarina nunca faria isso.
    Mas cão que ladra não morde, não tem que ter medo desses professores não. A única que farão com você é melhorar a sua dança.

    beijos!

  20. Concordo, xará!
    É muito triste saber dessas situações que acontecem ainda hoje, além das pressões e stress do dia a dia…
    vejo o balé como uma forma de aprendizado, mas também de relaxamento, se é que assim posso dizer, e nessa hora deveríamos criar sem pressões…
    espero que outras professoras entendam isso e saibam fazer com o carinho o que escolheram como profissão
    Bjo grande :)

  21. Eu concordo com tudo. É igual educar filhos… Não é gritando, assustando e ofendendo que vai faze-los aprender, mas sim apontando os erros, insistindo neles, dialogando… É tão simples e tão mais gostoso! Quero ver o documentario inteiro!

    Beijos, Cássia!
    Depois passa no blog! Saudade de seus comments por lá.

  22. Cássia,
    Também acho um absurdo que ainda existam profissionais desta natureza. Converso direto com a minha professora sobre isso, inclusive vou mandar o seu post para ela ler.
    Nem adultos, nem crianças são obrigadas a passar por qualquer tipo de assédio moral. Sim, porque na minha opinião isso é uma forma de assédio moral.
    Quando fiz mestrado, conversei muito com um professor sobre o fato de que os acadêmicos são ótimos profissionais, pesquisadores mas muitos não tem pedagogia para passar o conhecimento. Falta tato, falta metodologia de ensino, falta boa vontade muitas vezes. Isso se aplica ao ballet.
    Achei mto bom o assunto do post, porque é algo que temos que discutir sim… como alunas, professoras e profissionais. Pena que as pessoas que mais precisam ler isso, não se preocupam em se atualizar, porque já acham que são boas demais naquilo que fazem.
    (querida, desculpa o desabafo! E olha que nem sou eu quem passo por esta situação)
    Beijo!

  23. Fiquei curiosa para assistir a esse documentário!
    Só de ver o vídeo me deu um aperto no coração, como você mesma disse isso não é ensinar, o educador (de qualquer a área) deve ser rígido, exigente, e impor respeito, isso é totalmente válido, mais daí partir para agressões verbais, gritos, insultos, ignorância, isso é inadmissível.
    Graças a Deus nunca tive que passar por situações semelhantes a das meninas do vídeo, e nem por isso deixei ou deixarei de aprender. Minha Professora é super exigente, e nos cobra muito, mais ela nunca faltou com o respeito nem nos humilhou em sala de aula.
    Eu concordo contigo, quando crianças o normal é abaixar a cabeça e chorar, sofrer calada, mais quando Adultas o negócio é bem diferente, eu também jamais aceitaria esse tipo de humilhação. Acho um pouco de falta de respeito e profissionalismo, (não sou ‘perita’ no assunto, apenas digo por indignação).

    Beijos Cássia ;*

  24. Cassinha, quando comecei a dançar, bem no início da década de 80, isso era muito comum! Professoras histérias e mestres escandalosos fizeram parte do meu currículo até adolescência. Lembro muito bem de minha prima (que tem a mesma idade que eu) comentar que nunca dançaria ballet por causa disso. Lembro ainda de minha mãe quase avançar em um coreógrafo porque ele brigou comigo numa montagem por não permanecer com os braços em 3a posição por mais de 3 minutos, enquanto fazia as marcações.
    Mas enfim… Minha paixão era maior que qualquer chilique, então segui adiante.
    Fiquei admirada ao notar que, atualmente, os professores não são assim. Minha professora atual, que solou em grandes companhias na Europa, é uma fofa e super-divertida. Um quadro completamente diferente do que eu estava esperando.

    Um beijão!

    Thaís

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