Documentário: Grupo Corpo 30 anos

Eu descobri o documentário por acaso, numa das minhas pesquisas sobre o Grupo Corpo. Como eu tenho uma certa resistência à dança contemporânea, comecei a assistir para ver se gostava. Até que comprei o DVD.

Assisti ontem e é muito bom, e por vários motivos. Primeiro, para entendermos como funciona uma companhia brasileira. Temos referências de fora, mas raramente entendemos como é o processo artístico do nosso país. Segundo, para nós é bacana ver a formação clássica dos bailarinos do Grupo Corpo. Para fazer parte da companhia, todos devem ter essa formação e, não só, eles têm aulas de ballet clássico sempre. E por quê? Para conseguirem acompanhar as coreografias dificílimas tecnicamente. Acreditem, é tudo muito difícil! E lindo de ver.

Mas uma coisa espetacular, que nunca tinha visto e achei muito inteligente: o grupo tem uma sede. Nessa sede, um teatro. Todas as aulas e ensaios são feitos no palco. Ou seja, o Grupo Corpo trabalha, o tempo todo, em cima do palco. Só quem já ensaiou numa sala de aula e depois teve de ensaiar, no dia da apresentação, num palco três vezes maior, sabe a dificuldade de adaptação do espaço. Sabe a diferença entre “olhar para o espelho” e “olhar para a plateia”. E é demais vê-los no palco o tempo todo.

Por enquanto, perdi a minha implicância com a dança contemporânea. Preciso assistir mais, ver mais, pesquisar mais, para saber se não é um encanto específico com o Grupo Corpo. E, mesmo que seja, é de um imenso orgulho saber que no Brasil existe uma companhia desse porte, dessa qualidade técnica e com um trabalho artístico impecável.

E, como não poderia deixar de ser, aqui está a minha coreografia preferida do filme, aquela que entrou na minha lista de “Quero dançar um dia”.

*
Quem quiser saber mais sobre o Grupo Corpo, acesse www.grupocorpo.com.br

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5 comentários sobre “Documentário: Grupo Corpo 30 anos

  1. Ana, eu vi algum trecho de uma coreografia do Corpo, nem foi no documentário, e num movimento o pé do bailarina estava todo esticado… na hora eu pensei “Esse aí veio do ballet clássico!” Claro que foi uma escolha do coreógrafo, mas a postura dele era toda clássica! Então, só de você comentar, imagino o quanto foi difícil se desligar. Mas deve ser mesmo uma delícia, se soltar com vontade. Eu vou fazer, depois eu te conto como foi. ;)

    Beijos.

  2. Pois você pensou certo e agora descobriu que fui eu quem fez a aula rs. Uma coisa eu digo é estranho porque é tudo muito solto, enquanto no clássico é tudo marcado. Agora é díficil você pensar que tem que desligar algumas informações básicas do clássico, por exemplo eu demorei horrores pra me ligar que o pé podia ficar relaxado e não totalmente esticado como o colo saltando. O lance é se soltar mesmo sem medo de ser feliz, eu amei.

  3. Letícia, adorei saber sobre o concurso de arquitetura! E seria bacana você ir até lá conhecer, já pensou? Duas coisas de uma vez, para a arquiteta e a bailarina. ;) E você tem razão, a ideologia é algo único mesmo! E começa em casa, a mãe deles é demais, a gente se apaixona por ela. E depois o método de trabalho, absolutamente profissional, a estrutura, o trabalho em grupo mas cada um com sua função, sem falar que é uma família mesmo. Olha, eu me apaixonei perdidamente por eles. E desculpa ter ficado tanto tempo longe, mas peguei um trabalho bem pesado para fazer, então minha vida foi apenas revisar por vários dias. Mas agora eu atualizarei em intervalos mais curtos, pode deixar.

    *

    Ah, Ana, então foi você! Quando fiz o post eu pensei: “Uma das bailarinas que visita o blogue disse que fez uma aula de contemporâneo e se apaixonou, mas quem é?” Eu estou pensando em fazer uma aula experimental, ver se eu gosto, você me animou. Ah, mas o clássico é mesmo a base de tudo. No Corpo mesmo eles fazem aula de clássico sempre. Mas é bacana experimentar várias danças, a gente tem uma visão mais ampla do assunto.

    Beijos.

  4. Eu cai de amores pela dança contemporânea assim que fiz uma aula. É maravilhoso! Infelizmente não posso continuar porque meus horários não batem, mas se pudesse continuaria. Claro que meu coração é MUITO grande em relação a dança, são poucos os estilos que eu encontro resistência. O clássico é lindo, amo de paixão e considero importantíssimo, acredito que a técnica do clássico a base de vários outrs estilos como por exemplo o jazz e a dança contemporânea.

  5. Cassia!
    Bacana o post!! Sabe que a Sede do Grupo Corpo foi objeto de um Concurso de Arquitetura, que na época acompanhei como aluna. Achei um luxo! O meu orientador de mestrado ficou entre os finalistas, mas no fim quem ganhou foi um escritório de minas. Acho que toda a ideologia do grupo é algo único no Brasil… posso estar enganada, mas pretendo ver o DVD tb para confirmar.
    Já estava com saudades dos seus posts!!!! Eu coloquei um link do seu blog no meu (que não é de ballet… adoraria, mas acho super difícil manter 2 blogs…). E sempre passava por aqui!
    Beijinhos saudosos!

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