Turmas mistas

Quando falei sobre curso regular e curso livre, comentei que não gosto de turmas mistas e que mais tarde faria um post sobre o assunto.

Antes de mais nada, eu entendo que nem sempre é possível abrir turma por ano ou estágio. Já trabalhei em marketing em uma escola de teatro, eu vi como a coisa funciona. Nem por isso eu acho que seja bacana.

Quando comecei a fazer ballet, havia meninas de vários níveis na minha turma. Sendo assim, a aula variava entre 1º e 2º ano. No semestre seguinte, eu fiz aula em duas turmas diferentes, com as meninas de 1º e 2º e meninas do 3º e 4º.

Se em uma turma eu achava a aula básica e revia o que já tinha feito uma porção de vezes, na outra eu ficava absolutamente perdida. E não havia “tempo” para eu engrenar na aula, tinha de seguir o nível da turma. Ou seja, se conseguisse fazer, tudo bem, se não conseguisse, o problema era meu.

Quando mudei de escola e recomecei, até o que eu já tinha visto era deficiente. Não sabia coordenar os braços, o meu plié era totalmente desencaixado… No fim das contas, se recomeçar foi uma escolha, depois de um mês eu percebi que foi imprescindível.

Hoje eu faço aula em uma turma só de 2º ano. Fazemos as mesmas coisas de acordo com o programa referente ao ano. A professora não tem de indicar passos diferentes para meninas diferentes, ou balancear o conteúdo porque uma sabe, a outra nunca viu, uma terceira ouviu falar e uma quarta acha que sabe, mas não lembra muito bem.

Se puder escolher, fique na turma correspondente ao seu nível de aprendizado. Não adianta ter pressa só porque é mais velha. De que adianta você estar no 5º ano se mal consegue se equilibrar na ponta?

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11 comentários sobre “Turmas mistas

  1. Eu faço aula numa turma mista e reconheço que é chato… Minha turma mescla entre iniciante 1 e 2. Na verdade, sou do iniciante 2, e as vezes a professora fica dividida entre as bailarinas por causa da diferença de conhecimento, mas ela consegue se virar muito bem, só acho que isso cria um prejuízo para ambas as turmas.

  2. Isso parece atrapalhar demais. Imagino que numa aula em que todas estejam no mesmo nível ainda há problemas,já as pessoas aprendem e absorvem as coisas de forma diferente. E também deve ser ruim para o professor. Querendo ou não ele terá que focar em uma turma: os iniciantes ou os mais avançados. Os iniciantes se sentem perdidos,os avançados não progidem.

  3. Oi Cássia
    Eu fiz uma pesquisa enorme aqui em Porto Alegre e cheguei a seguinte conclusão: não tinha turma para mim. Ou era mista que eu ia ficar boiando, ou era muito devagar, com muitos exercícios no chão, sem pretensão de desenvolver os passos. O que fiz eu? Aulas particulares. Combinei com a prof que até fevereiro farei e então entrarei numa das turmas dela. Foi a solução que encontrei. Ainda bem que existe teu blog. É uma referencia para todas as bailarinas adultas. bj

    1. Sabrina, quais escolas aqui em Porto Alegre você pesquisou? Chegou a Consultar a Escola Lenita Ruschel?

    2. Sabrina, eu não esqueci de você. ;) O seu e-mail será respondido em breve, eu prometo. Sobre a sua dificuldade, eu percebo que isso acontece no Brasil inteiro: é bem complicado encontrar um estúdio quando pensamos em fazer aula já adultas. Adorei a sua solução, aulas particulares até começar em uma das turmas. E muito obrigada por ver o blog como uma referência para as bailarinas adultas.

      Grande beijo.

  4. Boa Tarde Cássia!
    Primeiro, parabéns pelo blog. É maravilhoso, sério e inspirador.
    Sou mãe de uma bailarina de 10 anos, que está no segundo ano da E.M.B. Antes de ela decidir fazer o teste para o municipal, me senti obrigada a fazer uma pesquisa básica sobre aulas de ballet…
    Ela entrou em uma academia porque pediu para fazer ballet clássico como presente de aniversário. Aí então a concentração e dedicação era tanta que a professora comentou da existência do Municipal. Porém ela mesma disse que seria ótimo apara minha filha ficar em uma academia pequena onde pudessem “forçá-la” mais. Disse até que em um mês entraria na ponta.
    Minha intuição de mãe me avisou que esse caminho era errado e no mínimo, precipitado. Não me arrependo de nossa decisão. =)
    Hoje a diretora me perguntou se eu autorizava uma participação dela em um espetáculo do CBJotinha. Ficamos muito felizes. É resultado do nosso trabalho. Um beijo grande. E dê uma olhadinha em nosso blog. Escrevo pouco, mas é de coração.
    http://aliceapequenabailarina.blogspot.com/
    Danielle.

  5. Isabella, por mais que você tenha conseguido tudo isso, desculpe discordar. Colocar você numa turma tão avançada e depois de apenas cinco meses iniciá-la na ponta não foi bacana. Você mesma contou que chorava de cansaço e dor. Isso pode trazer consequências sérias no seu corpo mais para frente. Mesmo assim, parabéns pelas conquistas. E você não começou tão tarde, uma das maiores bailarinas do mundo, a Darcey Bussell, começou no ballet clássico aos 13 anos. ;)

    Beijos.

  6. Comigo aconteceu a mesma situação…
    Eu tenho 13 anos, vou fazer 14 daqui a 2 meses…
    Eu entrei no Ballet no começo do ano passado…
    A minha professora e Ballet também era a minha professoa de Jazz, então ela me colocou em uma turma avançada…
    Eram meinas a partir do 4° ano…
    Eu ficava sempre perdida… Com a auto-estima lá em baixo, eu não me conformava de elas conseguirem fazer as coisas e eu não, mesmo elas tendo muitos e muitos anos de prática, pois as alunas mais experiente se eu não me engano estavam no 7° ano, e estavam na nossa classe mais para fazer um reforço…
    Eu me esforçava de mais, foram muitas noites chorando de dor, de cansaço (pois eu tinha aulas de Jazz Contemporâneo das 14:30 ás 16:30 e depois só fazia o coque e ia para a aula de Balet que ia até as 18:00), de angustia por não conseguir fazer as coisas direito…
    Com apenas 5 meses de Ballet a minha professora disse que eu faria uma prova, e se eu fosse aprovada iria para a sapatilha ponta (o que era o meu sonho desde que eu era pequena, mais nunca disse para a minha mãe que eu queira fazer Ballet, então eu entrei tarde… =/)…
    Para a minha felicidade e a realização do meu grande sonho eu passei na prova…
    Mais infelizmente quando eu ia começar o trabalho nas pontas chegou a época de nossas férias, então tive que esperar 2 semanas para iniciar nas pontas… (acho que fora as 2 semanas mais longas da minha vida rsrs)…
    Eu comecei com o trabalho na ponta, ainda estava um pouco perdida pois é muito diferente da meia-ponta…
    Certo dia eu finalmente me dei conta que eu não estava tão perdida, claro que tinha coisas que as meninas conheciam e eu ainda não, mais eu percebi que bastava a professora mostrar uma vez e eu conseguia fazer o movimento, e aqueles que eu não conseguia após treino eu conseguia…
    Um certo dia eu estava ensaindo para o espetáculo de fim de ano, o ensaio tinha acabado mais eu estava na sala com uma amiga treinando coisas bobas na ponta… Por uma brincadeira eu consegui dar 2 Fouettes na ponta… rsrs eu sei que 2 é muito pouco comprado aos das demais bailarinas e sei também que eles sairam horríveis, mais eu fiqei tão feliz que parecia que eu tinha feito 4.000 Fouettes perfeitos rsrsrs…
    Deposi de alguem tempo eu desisti de treinar Fouette e passei a treinar Pirouettes…
    No meio a sala, uma pausa no ensaio eu dei a minha primeira dupla Pirouette na ponta…
    Uma semana depois no ensaio também eu consegui 2 vezes dar tripla Pirouette na ponta…
    A minha felicidade era imensa, e ainda é, depois disso as triplas Pirouettes são meio raras rsrsrs, mais eu estou apenas no segundo ano do Ballet e ja consigo dar dupla Pirouette na ponta… *-*
    Depois do nosso espetáculo, começamos a ensaiar para as provas…
    Apenas as diagonais seriam na ponta, mais mesmo assim eu estava preocupada…
    Eu fiquei super feliz ao perceber, todas as Pirouettes En’ Dehours que eu dei nas diagonais foram duplas *-*
    Eu só recebi o resultado das minahs provas agora em janeiro, e para a minha total felicidade eu passei…
    Bom… acho que eu já falei de mais né rsrsrsrsrs
    Mais eu fiquei muito feliz de a minha professora ter acreditado em mim e ter me colocado em uma turma intermediária, pois eu acho que se eu tivesse começado do zero eu não estaria aonde eu estou agora…
    Eu sei que pode ser meio impossível por eu ter começado tão tarde, mais eu sonho em ser uma bailarina profissional, dançar pelos palcos famosos desse mundo enorme…
    Mais, enquando eu ainda estou incapassitada rsrsrs, eu fico apenas sonhando acordada, tentando imaginar um futuro que eu posso ou não ter…

    PS: Contei quase a história toda do meu Ballet, rsrsrs

    Beijo Bailarina!!!

  7. Como é a turma que você faz aula? Pelo jeito são todas do mesmo nível, mas e quanto a idade? E quantas alunas tem na turma?
    Faço numa turma super mista.. rss. Tem adulta que já faz há anos, outras que começaram esse ano, e 2 crianças experientes e mais 2 que começaram do zero esse ano também. Eu me incluo nas adultas que já fazem há alguns anos. É complicada mesmo essa mistura.
    E quanto ao curso regular? pq não está gostando tanto?
    Abraço!

  8. Thays, um básico que não foi bem-feito e aprendido corretamente trará consequências sérias mais para a frente. Daí a bailarina terá de voltar lá para trás e aprender o que não aprendeu. Sim, é mais difícil ter turmas separadas em cursos livres até porque as diferenças entre os anos são mais tênues. Comigo já é o contrário, ando num momento “nem tão apaixonada” pelo curso regular.

    Beijos.

  9. Aconteceu algo semelhante comigo. Mudei de cidade há pouco tempo, não me aguentei e corri pra uma escola de ballet hehe
    Lá tem turmas pra iniciante e intermediário adulto. Na escola que tive aula antes me encaixaram no intermediário, mas ontem fui fazer uma aula do básico e percebi que tem passos como “pas de valse” que ainda me embanano… (ninguém tinha me falado do coupé pq me ensinaram tão rápido que passou despercebido!) Por mais que eu queria treinar piruetas e ponta, acredito que vai ser essencial começar do básico e ver como outro professor ensina…
    Recomeçar do começo vale a pena sim!

    Ah, acredito que em cursos livres seja mais difícil ter turmas com mesmo nível técnico… Por isso que ainda quero fazer um curso regular.

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