Dentre tantas realizações da São Paulo Companhia de Dança, há o Figuras da Dança, uma série de documentários feitos em parceria com a Fundação Padre Anchieta. Realizados desde 2008, diversos profissionais que fazem parte da história da dança no Brasil compartilham suas experiências e, depois, o material audiovisual é transmitido pela TV Cultura, além de ser distribuído para instituições educativas e culturais.
Nesta terça, 12 de julho, a convidada será a bailarina Ana Botafogo. Quer ir? Clique na imagem para saber mais informações.
Dia desses, a Thaís e eu conversamos sobre a dificuldade em encontrar boas escolas de ballet clássico em São Paulo. Por “boas” entendam “alta qualidade técnica”. Claro que elas existem, mas a cidade é imensa e um punhado de bons locais nem sempre atende à demanda.
Quem sabe, eu disse a ela, um dos motivos seja a falta de vocação da cidade para o ballet clássico. Nem venham me jogar sapatilhas, eu sou paulistana desde os mais longínquos ancestrais, posso falar com conhecimento de causa. Aqui, a dança que move o corpo é outra. A Semana de Arte Moderna é o ponto central para explicar como a cultura acontece na cidade.
Hoje São Paulo completa 457 anos. A minha homenagem pelo seu aniversário é falar sobre quatro grandes companhias paulistanas que ilustram muito bem esta vocação.
Ballet Stagium
Fundada em 1971 por Marika Gidali e Décio Otero. Os seus diretores continuam os mesmos e eles ministram cursos na sede da companhia, na Rua Augusta. Para conhecer a sua história, aqui.
Balé da Cidade de São Paulo
Um dos corpos estáveis do Teatro Municipal, foi criada em 1968 como companhia de ballet clássico, mudando para contemporâneo em 1974. Para conhecer sua história, aqui.
Cisne Negro
A companhia surgiu em 1977 pelas mãos de Hulda Bittencourt ao reunir alunas do Estúdio de Ballet Cisne Negro e atletas da Faculdade de Educação Física da USP. E por aquelas idiossincrasias tão próprias da cidade, a montagem clássica mais tradicional do país é realizada, justamente, por esta companhia contemporânea. Para conhecer sua história, aqui.
São Paulo Companhia de Dança
Criada em 2008 pela Secretaria de Estado da Cultura do Governo do Estado de São Paulo. Algumas de vocês podem dizer que a companhia tem três montagens de Balanchine em seu repertório, mas não podemos nos esquecer que ele revolucionou o clássico. Para conhecer sua história, aqui.
Essa é apenas uma amostra, porque há muitos grupos de dança contemporânea na cidade com trabalhos inovadores e consistentes. Há uma vasta produção em São Paulo, basta ter vontade de descobrir.
Parabéns à cidade que faz parte da minha história, das minhas memórias e dos meus dias.
Criada em janeiro de 2008, a São Paulo Companhia de Dança não tem nem três anos de vida e um repertório de “gente grande”. Eu mal tinha começado no ballet clássico quando as audições foram abertas. Os meus olhos brilharam, mesmo sabendo que jamais conseguiria fazer parte. Não me importei, a sua existência já me encheu de alegria.
Dirigida por Iracity Cardoso e Inês Bogéa, a companhia é mantida pelo Governo do Estado de São Paulo. Para 2011, está previsto o início da construção do Complexo Cultural Luz, que abrigará a sede da companhia e da Escola de Música do Estado de São Paulo – Tom Jobim. E sabe o que mais terá lá? Dentre tantas coisas, escola de dança e sala de ensaios para companhias residentes. (Para saber mais, clique aqui.) Quem conhece a Sala São Paulo deve imaginar como ficará a obra depois de pronta.
Contei tudo isso para chegar à descoberta no YouTube de um canal próprio da São Paulo Companhia de Dança com trechos e trailers dos espetáculos. Nada de vídeo amador e imagem tremida, tudo superbem-feito e profissional.
Separei dois vídeos: o trailer de Theme and Variations, de George Balanchine, e o trecho de Passanoite, de Daniela Cardim.
Quem quiser visitar o canal e assistir a outros vídeos, clique aqui.
No blog Estilo Quem, da jornalista Denise Dahdah, foi publicado um post sobre os figurinos criados por Ronaldo Fraga para Passanoite, a nova coreografia da São Paulo Companhia de Dança. Ele também foi o responsável pelos figurinos de Santagustin, do Grupo Corpo.
As bailarinas que adoram tutus estilizados e sapatilhas pretas ficarão encantadas. Para ver, clique aqui.
E quem quiser ver pessoalmente, Passanoite ficará em cartaz dos dias 22 a 25 de outubro, no Teatro Alfa, em São Paulo. Mais informações, aqui.
Como ainda não consegui assistir ao vivo, eu já tinha cansado de procurar uma sequência completa de Serenade. No fim de semana, procurando vídeos dos vencedores do Festival de Joinville, encontrei a apresentação da São Paulo Companhia de Dança no Gala do Festival.
Eu tenho a música do primeiro vídeo e ficava imaginando como seria a coreografia. Agora já sei: é lindíssima. Difícil, mas linda. É quase a sequência inteira da Waltz from Serenade for Strings op. 48.
O segundo eu desconheço qual trecho é, mas o momento em que todas giram juntas é de desmanchar o coração de qualquer bailarina.
Preciso dizer que quero dançar o espetáculo inteiro e com esse figurino? Sei que há uma série de exigências para uma montagem de Balanchine. Mas posso usar a música do Tchaikovsky, um figurino parecido e criar outra coreografia, certo? Nada me impede: nem os direitos autorais e nem os bláblás alheios.