O meu feliz Natal

Nos dois últimos anos, falei sobre o Quebra-Nozes aqui e aqui. E falarei sobre ele novamente. Tentei fugir, mas temos um ballet de repertório com uma história de Natal. Não falar dele é como fingir que Papai Noel não faz parte desta época.

Para ser ainda mais original, publicarei um vídeo que postei no Facebook há algum tempo. Sempre quero ser a Clara, mas hoje eu mudei de ideia. Este ano, serei a Fada Açucarada.

“Variação da Fada Açucarada”, O Quebra-Nozes, Ópera de Paris.
Bailarina: Myriam Ould Braham.

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Vou complementar o post. A Claudia compartilhou no Facebook um vídeo com os bastidores de “O Quebra-Nozes”, do The National Ballet of Canada. Deu uma vontade tão grande de fazer parte disso… Pelo menos desejar eu posso, certo?

Feliz Natal! Desejo a vocês todo o encanto que essa festa representa. Para mim, ela nada mais é do que uma grande celebração de amor.

Natal de bailarina

Eu sou apaixonada pelo Natal e não escondo isso de ninguém. Sempre fui. Poucas coisas me tiram do sério nesta época, simplesmente porque acho que o mundo fica mais bonito.

Sendo assim, não deixaria de presentear vocês. São dois presentes que, de alguma forma, se interligam.

Impossível fugir de O Quebra-Nozes. Mas, ao contrário da maioria das bailarinas, eu quero ser a Clara. Aqueles olhos encantados com toda essa viagem com o soldadinho… Este pas de deux é de amolecer qualquer coração.

E um texto que escrevi para a terceira edição da revista a Lagarta, da Carol. Resume bem como me sinto nesta época.

Da passagem do tempo

“A vida, Senhor Visconde, é um pisca-pisca.” Em Memórias da Emília, a personagem de Monteiro Lobato tem essa grande iluminação. “Cada pisco é um dia.” Cada momento é um piscar de olhos. Até o dia em que deixamos de piscar.

Quando releio essas palavras, sempre lembro do pisca-pisca, aquelas luzinhas brejeiras. Para mim, os dois piscares fazem a mesma coisa: marcam o tempo.

Eu sinto que o ano está acabando quando as luzes invadem o país, a cidade, a minha rua, a minha casa. Quantas vezes, sentada no sofá, fiquei olhando aquele acender-apagar sem fim. Os dias estão passando, eu pensava. Inexplicavelmente, a tristeza não me invadia. Eu me alegrava com o meu passar na vida.

A graça é iluminar somente nesta época do ano. Brilho constante e adeus encanto. O sorriso se abre quando as luzes começam a piscar aos poucos até o momento em que invadem tudo. Quando começam a brilhar dentro da gente.

O pisca-pisca tem ares de infância. De quando achávamos que tudo poderia ser feito. Há quem deixe essa criança esquecida em uma noite de Natal distante. A minha anda sempre de mãos dadas comigo. É ela quem sorri quando o Natal chega. É ela quem se emociona com as luzinhas piscantes. É ela quem descobre que está vivendo como gostaria de viver. O meu passado e o meu presente sorriem juntos.

“A vida é um rosário de piscadas.” É nessa passagem de tempo que a vida acontece. Nem antes, nem depois. Emília era sabida. Ela não precisou de pisca-pisca para dar-se conta disso. E talvez eu também nem precise mais.

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Para vocês, um Natal lindo e cheio de amor.

Concentração de bailarina

Roberta Marquez, primeira-bailarina do Royal Ballet, antes do ensaio geral de O Quebra-Nozes, montado pelo ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e apresentado no Teatro Abril, em São Paulo, em dezembro de 2009.

Foto: Tiago Queiroz/AE (clique na imagem para vê-la ampliada)

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Para ver as demais fotos do ensaio geral, clique aqui.

Gala de Aniversário

Vocês sabem o que é um Gala Ballet? É um espetáculo que reúne grandes bailarinos, cada qual com sua coreografia. Ao contrário dos repertórios, não se conta uma história.

Em comemoração ao aniversário do blog, tive a ideia de montar um “gala imaginário”. Das coreografias escolhidas por vocês no post O que vocês querem dançar?, eu montei o espetáculo. O nosso espetáculo.

É importante ressaltar que:

  • O espetáculo é fictício. Ele não acontecerá, nem adianta perguntarem dia, horário e local.
  • Os bailarinos profissionais citados são apenas um desejo das bailarinas. Nenhum deles foi contratado por ninguém aqui.
  • Os vídeos não correspondem às bailarinas/leitoras em questão.
  • Quem escolheu grand pas de deux ganhou só pas de deux. Quem escolheu coreografia repetida, eu mantive, mas coloquei vídeos de bailarinos diferentes.
  • A grande graça é assistir aos vídeos na sequência, imaginando como se realmente fosse um espetáculo.

Para assistir aos vídeos, clique no nome de cada coreografia (dica: quem estiver muito curiosa e não puder assistir no momento, apenas passe o mouse sobre o título de cada coreografia. Aparecem fotos dos vídeos).

Preparadas? Depois do terceiro sinal…

Vanessa e Roberto Bolle
Branca de Neve, pas de deux final, até 3’45″

Cássia (Dos passos da bailarina)
A filha do faraó, 2ª variação, Rio Nilo

Priscila
Giselle, Variação de Giselle, 1º ato

Keyla
Giselle, Variação de Giselle, 2º ato, a partir de 1’09″

Patrícia e Mikhail Baryshnikov
O quebra-nozes, pas de deux, 2º ato, a partir de 1’45″

Ana (Vivendo e dançando)
Dom Quixote, Entrada de Kitri

Leticia (Casa de Catarina)
Carmen, Variação de Carmen

Luana e Thiago Soares
Dom Quixote, pas de deux, 3º ato

Simoní (Dance and Have Fun!)
Dom Quixote, O desafio de Kitri

Bebel
Esmeralda, Variação de Esmeralda

Emily e Daniil Simkin
O lago dos cisnes, pas de deux, 3º ato, até 5’20″

Carol (Meia-Ponta)
A Bela Adormecida, Variação do Pássaro Azul

Isabella
Harlequinade, Variação de Harlequinade

Vivian (in Sight) e Mikhail Baryshnikov
A Bela Adormecida, pas de deux, até 4’35″

Fernanda e amigas
O lago dos cisnes, pas de quatre

Heydi (Escrevendo com os pés) e Mikhail Baryshnikov
Spartacus e Phrygia, pas de deux

Mari
Esmeralda, Variação de Esmeralda

Luciana
Variação de Grand Pas Classique, até 1’58″

Thaís (Ponta perfeita)
O lago dos cisnes, Variação de Odile

Suelen e Mikhail Baryshnikov
Dom Quixote, pas de deux, 3º ato

Karin
Raymonda, 5ª variação

Marcelo Gomes, Darcey Bussell, Ana, Bebel, Carol, Cássia, Emily, Fernanda, Heydi, Isabella, Karin, Keyla, Leticia, Luana, Luciana, Mari, Patrícia, Priscila, Simoní, Suelen, Thaís, Vanessa e Vivian
Sylvia, pas d’action, 1º ato