O meu amor pela meia-ponta

Há bastante tempo, publiquei o post Um outro ponto de vista, com um vídeo de uma coreografia na meia-ponta, da série Fama. Disse que a vemos como mera coadjuvante quando, na verdade, ela está muito além disso.

Hoje, um ano e meio depois, vejo o assunto de uma outra forma. A meia-ponta subiu no meu conceito. Ela realmente não é apenas um mero estágio para as pontas, mas está lado a lado com sua companheira mais famosa. O que quero dizer com isso? Não há ponta sem meia-ponta.

Vocês já assistiram a vídeos de aulas de ballet nas companhias de dança? As bailarinas sempre começam na meia-ponta. Só depois as pontas entram em cena e, geralmente, nas sequências de centro e diagonal.

Aula de ballet na Pacific Nortwest Ballet. Cansei de publicar esse vídeo no Facebook, por isso, era hora de trazê-lo para cá.

E você aí, menosprezando a sua meia-ponta, tsc tsc tsc…

Não sou uma especialista em pontas e, por vários motivos, há sempre mil entraves para que eu saia do nível iniciante. E, por conta do meu horário, continuo tendo aulas na meia-ponta e gosto demais disso. Muito mesmo.

Mas ela serve apenas para as aulas? De maneira alguma. A Carol publicou no seu blog vídeos do ballet The Lesson. Para saber mais, aqui.

E eu sou apaixonada pela “Dança dos Lenços”, de La Bayadère. Dá para desmerecê-la?

Não importa o quanto eu prossiga nos estudos de ballet clássico, meia-ponta e ponta sempre caminharão juntas.

Ajudem a bailarina!

Há tempos estou pesquisando sobre duas coisas que quero comprar, mas não consigo encontrar. Vocês me ajudam?

Sapatilha de ponta

Para mim, a sapatilha ideal tem três características: caixa baixa, largura média e palmilha macia. Quanto menos volume e peso na caixa, melhor.

Vocês logo pensaram na Gaynor, certo? Mas eu preciso de uma sapatilha nacional e, infelizmente, nem sempre as marcas possuem várias larguras de caixa para um mesmo número; as caixas são altas, talvez por conta das ponteiras; e as palmilhas são duras, mesmo as mais macias. Sim, eu uso ponteira, mas a minha é biqueira de silicone, porque é bem fina.

Deu para entender o que preciso? Prestem atenção nas sapatilhas da Natalie Portman.

Fonte: Cena de Black Swan. Divulgação. (Clique na imagem para ampliá-la.)

Ela usou Freed, mas existe algum modelo similar de marca nacional? Eu estou usando a Mushilan (superparecida com as sapatilhas à direita da foto), da Capezio, mas a gáspea é alta e isso está me atrapalhando um pouco. Nesta próxima imagem, da Mariana Gomes no comercial do HSBC, dá para entender melhor, aqui.

Bolsa

Já basta sair de casa usando coque e blusa solta por cima do collant, a bolsa não precisa denunciar que estou indo para o ballet. Por isso, eu quero uma bolsa grande e neutra, assim:

Fonte: Matchbook e Vogue.

Quem disse que encontro? Ou é ecobag aberta e fininha, ou pesada e própria para academia. Existe alguma bolsa semelhante em território nacional?

Agradeço imensamente desde já.

Como amarrar as fitas de cetim

Sei que há vários vídeos seguidos ultimamente, mas pensei nisto hoje enquanto amarrava as minhas sapatilhas de ponta. Às vezes, esqueço de falar o básico por aqui.

Neste vídeo do Anaheim Ballet, duas maneiras de amarrar as fitas de cetim das sapatilhas, além de maneiras de mantê-las firmes, sem soltar. Está em inglês, sem legendas, mas dá para entender direitinho.

P.S. Quem ficou em dúvida sobre o quê ela espirra no pé, é água.

Como fazer um coque

Quando eu fazia o curso regular de ballet, um dos quesitos analisados em disciplina era o coque. Na época, o meu cabelo era bem comprido (hoje ele está assim) e eu o fazia andando pela casa enquanto me arrumava.

Quando não temos tempo ou não vamos conseguir lavar os cabelos no mesmo dia, é complicado usar gel e não deixar um fio fora do lugar. Além disso, nem sempre temos a obrigação de fazer um coque impecável.

Cabelo solto atrapalha demais o desenvolvimento na aula, sendo assim, um coque básico facilita a vida. É tranquilo de fazer, mas precisa de um pouquinho de treino. E um punhado de grampos para não soltar em plena pirueta.

Fonte: You Should Know

Particularmente, prefiro primeiro fazer um rabo de cavalo, prender com um elástico fininho e seguir a sequência da foto. Fica bem mais seguro.

ATUALIZAÇÃO: Para aprender três tipos diferentes de coque, aqui.

Um pequeno cuidado

Com exceção da época em que eu usava uniforme, nos outros lugares não era raro eu encontrar alguma bailarina fazendo aula sem meia-calça. Eu mesma já fiz várias vezes, inclusive na minha primeira aula de ponta. E nem falo das perneiras e polainas, mais raras ainda.

Em contraponto, sempre vi bailarinas profissionais com meias, perneiras ou polainas. Na minha cabeça, era porque elas trabalham basicamente em países onde há baixas temperaturas. Até o dia em que assisti ao documentário do Royal em Cuba, e lá estava Tamara Rojo totalmente coberta durante os ensaios. Só então percebi que não é raro a minha professora usar perneira mesmo no verão.

Pronto, aprendi a lição: as meias, perneiras e polainas são imprescindíveis para manter as pernas aquecidas e evitar lesões.

Parece óbvio? Pelo número de bailarinas que não se atém a isso, com certeza não é…

Foto: ©Daria Klimentova. Tamara Rojo ensaiando no Royal Ballet.

Daqui em diante, aulas só usando meia-calça. Polainas ou perneiras nas aulas mais puxadas. Um descuido, que parece uma bobagem, uma lesão séria depois e lá se vai muito tempo de tratamento e recuperação. É sempre melhor se cuidar.