Ballet no Cinemark

Em fevereiro, compartilhei essa informação no Facebook, mas é melhor falar novamente no blog. Assim, mais pessoas ficam sabendo.

A Rede Cinemark transmitirá vários espetáculos do Royal Opera House. Serão seis óperas (Tosca, Cendrillon, Rigoletto, Così Fan Tutte, Il Trittico, Macbeth) e dois ballets (Giselle, Romeu e Julieta).

Giselle, o meu repertório mais amado, será transmitido nos seguintes dias: 10 de março, sábado, às 14h; 11 de março, domingo, às 18h; 13 de março, terça, às 19h. O papel principal caberá à Marianela Nuñez e o Albrecht será feito pelo Rupert Pennefather. A transmissão não será ao vivo, mas nem por isso a graça será menor.

Fonte: Divulgação.

Romeu e Julieta será transmitido apenas no dia 22 de março, quinta-feira, às 16h15. Nesse caso, a transmissão será ao vivo. Os papéis principais serão feitos por Lauren Cuthbertson e Sergei Polunin.

Fonte: Divulgação.

Já sei, vocês estão pensando: “Aposto que não passará onde eu moro”. Dessa vez, será diferente, pois haverá sessões em 21 cidades pelo Brasil afora. Ou seja, várias pessoas terão a oportunidade de assistir.

Os ingressos podem ser adquiridos no site do Cinemark ou na bilheteria dos cinemas. Os preços variam entre R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia).

É a nossa chance de nos sentirmos como uma das wilis do corpo de baile!

Mais informações:

Giselle, aqui.
Romeu e Julieta, aqui.
Para comprar os ingressos, aqui.
Para ver a lista de cidades e cinemas participantes, aqui.
(Observação: Ainda não estão confirmadas as cidades e cinemas que exibirão Romeu e Julieta. Isso só acontecerá duas semanas antes do espetáculo, quando começar a venda antecipada de ingressos.)

Mais uma versão de Giselle

A Ana Carolina Rizzo compartilhou no Facebook um belo vídeo do ballet Giselle. É uma montagem, realizada pelo American Ballet Theatre em 1969, com Carla Fracci e Erik Bruhn nos papéis de Giselle e Albrecht.

Diferentemente das outras produções, essa é um filme. Não temos apenas a visão total do palco, mas vemos detalhes que passam despercebidos na maioria das vezes. Isso torna tudo mais “real” aos nossos olhos. E, talvez, um pouquinho mais emocionante.

Giselle, American Ballet Theatre, 1969. Carla Fracci e Erik Bruhn.

Quem quiser assistir ao ballet completo, ele está disponível em nove partes, no YouTube: [1] [2] [3] [4] [5] [6] [7] [8] [9]

Bom seria se os principais repertórios fossem filmados dessa maneira ao menos uma vez.

As minhas variações preferidas

Na página “Quem escreve“, há uma lista com as minhas preferências, mas ainda não havia feito um post com os vídeos das minhas variações preferidas. Se não me engano, todas já apareceram por aqui em posts de outros assuntos. Mas o legal de juntar todas em um só é a possibilidade de vocês também compartilharem as suas preferidas.

Na verdade, quando escolhemos as nossas variações do coração, nós queremos é dançá-las, não é? Eu quero dançar todas. Não só, assisto sempre e decorei partes das coreografias. Também faço determinados exercícios e treino alguns passos só por conta dessas variações.

E sabe o que é bacana? Perceber o que elas têm em comum. No meu caso, por exemplo, eu gosto mesmo é de um allegro. Adoro as camponesas. Saias rodadas me encantam. Piruetas en dedans aparecem volta e meia.

Aqui estão as minhas cinco variações, sem ordem de preferência:

Variação de Lise, La fille mal gardèe.

Essa variação é uma graça! É linda e sinto uma vontade imensa de sair dançando toda vez que a assisto. Mas ela é difícil…

Variação de Henriette, Raymonda, terceira variação.

Eu repito partes dessa coreografia volta e meia. Cantarolo a música por aí. Treino para o meu attitude devant chegar a essa altura. É a variação para deixar o meu dia mais alegre.

Variação de Giselle, Giselle, primeiro ato.

Quem acompanha o blog e a página no Facebook já notou que essa é a variação campeã de postagens. De várias companhias, com diversas bailarinas, provavelmente, é a minha preferida de todo o sempre.

Variação de Raymonda, Raymonda, quinta variação.

Tenho cá para mim que essa é a variação mais difícil do ballet clássico. E é lindíssima! Quero dançá-la um dia, quando eu tiver o mínimo de domínio técnico para isso.

Segunda variação Rio Nilo, A filha do faraó.

Durante bastante tempo, foi a minha variação preferida e continua sendo uma das mais queridas. Assisto sempre e não me canso dela nunca. Se duvidar, já sei a coreografia de cor.

E quais são as preferidas de vocês?

A importância das correções

Não sei se vocês conhecem o You know you’re a dancer when, um blog com várias frases sobre situações bem conhecidas de quem dança. Escolhi uma delas para este post.

You know you’re a dancer when being corrected isn’t considered an insult.
Você sabe que é um dançarino quando ser corrigido não é considerado um insulto.

Para ver a publicação, aqui.

Ser corrigido faz parte da dança. Desconfie sempre de um professor que não faz correções: ou ele não sabe o que está fazendo ou não se importa com você. Também desconfie daquele que corrige demais, talvez  ele esteja exigindo além do que você pode fazer naquele momento.

Mas vamos partir do princípio que os professores sabem muito bem o que estão fazendo. A questão é outra. Por que há alunos que se sentem ofendidos quando são corrigidos?

Nem adianta dizer “eu não sou assim!”, porque todo mundo já teve vontade de responder quando recebeu uma correção. Eu mesma tive vontade uma porção de vezes e já xinguei todos os meus professores em pensamento. Em pensamento. Aprendi que é necessário me calar e ouvir atentamente o que estou fazendo errado.

Sim, ouvir atentamente. Não responda, não bata o pé, não faça bico, não tenha acesso de birra. A sala de aula não é a sala da sua casa. E gente mimada, em qualquer idade, não combina com ballet clássico. Você pode até não gostar do seu professor, mas lhe deve respeito. Você foi corrigida? Não é pessoal. Ou, pelo menos, não deveria ser. É muito melhor saber onde está o erro do que fingir que ele não existe.

Claro, nem sempre conseguimos corrigir rapidamente. Também nem sempre basta o professor dizer o que está errado, como se nossa inabilidade fosse resolvida de uma hora para outra. Especialmente quando começamos mais tarde. Mas se a falha foi apontada, preste atenção. Alguma coisa isso quer dizer.

Eu já fui uma aluna mais ardida, mas nunca rebati ninguém por questões técnicas. Em quatro anos de ballet, tive quatro professores diferentes. O meu nível de paciência foi aumentado. Hoje, eu fico quieta. Depois repito em casa. Presto atenção por que certas coisas não saem como deveriam. Ou não saem. Porque são essas correções que farão de mim a bailarina que eu quero ser.

Este vídeo é um belo exemplo de correção bem-feita e bem-entendida. Ensaio da “Variação de Giselle”, primeiro ato, Ópera de Paris. A Laetitia Pujol está sendo ensaiada pela Elisabeth Platel e pela Alicia Markova. Se entendi bem, a Alicia pede a ela para dar mais vivacidade ao tour piquet, enquanto a Elisabeth fala especialmente sobre o passé. O que a Laetitia fez? Ouviu, entendeu, fez e arrasou.

Para mim, isso é saber corrigir. Nem um grito. Nem um estresse. E correção pontual: “Você errou isso, faça dessa forma”. Porque professores que gritam e tampouco explicam claramente o que deve ser feito, não poderão reclamar se os alunos não corresponderem. Eu sempre acho que didática e delicadeza fazem milagres.

Giselle ao piano

Sabe quando você assiste a um vídeo e depois não consegue achá-lo de novo? Há muito tempo eu procurava por este, para compartilhar no Facebook. E nada! Fiquei tão contente que encontrei que merece um post.

A bailarina Gelsey Kirkland em “Variação de Giselle”, primeiro ato. A música está apenas no piano. Provavelmente, não foi dançada dessa maneira no espetáculo (ou foi?), mas achei tão bonito assim… Delicado demais.